Arquivo | maio 2008

Abubaquer

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Isto aconteceu num povoado da Índia, durante a guerra mundial passada. Os exércitos inimigos invadiam a Índia, e os soldados ajudavam o povo a fugir para salvar suas vidas. Muitos lares ficavam assim separados e nunca mais um chegaria saber do outro. O lar de Abubaquer era muito humilde. Seu pai possuía uma tenda onde ele passava muitas horas olhando o povo que entrava, comprava e saía. À tarde, esperava ansiosamente o momento em que seu pai fechava o negócio, pois sabia que então teria alguns momentos para ele… Às vezes saíam para passear e outras vezes iam brincar. A alegria não durou muito, pois chegou a invasão a seu povoado e eles tiveram que fugir ficando assim separados. A mamãe ficou com Abubaquer, e seu papai foi levado quem sabe para onde. O menino ficava muito triste, sempre pensando em seu papai, já não tinha sua companhia para soltar pipas e para passar momentos alegres com ele.
Certo dia, ia muito pensativo pelas ruas do povoadozinho, ouviu vozes de crianças e ao aproximar-se da porta viu de onde saíam as vozes. Olhou para dentro e viu que todas as crianças estavam de pé e todos com os olhos fechados e pareciam falar com alguém, mas não viu nada. Ao terminar, todos tomaram seus livros e correram para suas casas. Abubaquer aproximou-se de um menino e perguntou-lhe com quem estavam falando naquele momento. O menino respondeu: com Deus. Abubaquer se interessou e seguiu perguntando se Ele ouvia mesmo e respondia. O menino falou-lhe de Jesus, de como nos ama, como podemos falar-lhe por meio da oração e que Ele nos responde e convidou para que estivesse com eles no dia seguinte.
A caminho de casa, Abubaquer colocou a mão no bolso buscando uma moeda, e parou numa tenda e comprou uma pipa (papagaio). Chegou em casa e sua mamãe não estava, assim que ele tomou o lápis e escreveu algo em sua pipa e foi correndo à montanha mais alta que havia ali, e ali soltou o seu papagaio, e como se sentia feliz ao vê-lo ficar tão alto, mas o vento de repente parou e pouco a pouco a sua pipa foi descendo. Abubaquer imediatamente disse para si: “Eu creio que Deus teve tempo de olhar das nuvens e ler o que ele dizia”. Enquanto isso, numa grande cidade, perto desta aldeia, um sr. chamado também Abubaquer, ia todos os dias à estação e olhava cada menino e a cada senhora que saltavam do trem, e sempre voltava decepcionado à sua casa. Um dia, que havia ido como tantas vezes, um trem chegou, olhou outra vez cada senhora e cada garoto que descia do trem e voltou triste porque não encontrava os seus queridos. Enquanto caminhava triste, notou que no último vagão daquele trem havia uma pipa e que nela estava escrito alguma coisa. Correu para lá e leu: “Querido Deus, eu me chamo Abubaquer, vivo na aldeia da montanha, e meu papai também se chama Abubaquer. Por favor, mande-o de volta para nossa casa. Muito obrigado”. Quando o sr. Abubaquer leu aquilo, imediatamente comprou passagem e no primeiro trem, partiu para aquele povoado na montanha.
Quão feliz ficou ao procurar por sua esposa e filhinho e encontrá-los felizes pelo milagre que lhes acontecera. Jesus escutou a oração de um menino pagão que pediu-lhe para mandar de volta seu querido paizinho. Deus escutou a oração do menino e escutará todas as nossas orações também.
Fonte: Ministério da Criança Instituto Adventista São Paulo (maio 1994)

Mamãe, eu obedeço

Lucas era um menino muito pobre. Certo dia ele estava com muita fome e não tinha nada para comer. Você sabe o que é querer um pedacinho de pão e não ter nada para comer? O menino Lucas chorou muito. O pai tinha ido embora e nunca mais voltou. E a mãe trabalhava o dia todo. E Lucas? Ficava sozinho em casa.
Mas um dia a mãe foi mandada embora do emprego. E agora, o que fazer? Mamãe chegou em casa chorando.
– Que foi mamãe, o que aconteceu? – perguntou Lucas. E mãe contou tudo. Os dois se abraçaram e choraram.
De repente Lucas se levantou e disse:
– Mas mamãe, nós não temos Jesus?
– Temos sim filhinho.
Lucas só tinha cinco anos e falou como se fosse um adulto.
– Mamãe, vamos orar.
Lucas era tão pequeno e orou assim: “Jesus, eu sei que o Senhor responde às orações. Então Jesus, manda comida e um serviço para mamãe. Jesus, eu estou com muita fome e também estou triste, porque fico sozinho em casa o dia todo”.
Lucas chorou baixinho para que a mãe não ficasse mais triste ainda; “Estou com fome Jesus”. E foram dormir. Lucas colocou sua cabecinha no travesseiro e chorando falou: “Eu sei que você, Jesus, ouviu minha oração”.
E dormiu. Logo ao amanhecer a mãe já estava pronta pra sair.
– Filhinho, eu vou procurar um emprego. Não saia de casa, fique quietinho, tá certo? – Abraçou Lucas com muito amor…
E Lucas ficou outra vez sozinho. Ele ficou preocupado. Lucas queria de alguma forma ajudar a mamãe. E pensou:
“Acho que vou sair de casa em casa perguntando se precisam de uma empregada que é muito boazinha, que é minha mãe, e abriu a porta para sair, mas lembrou do que a mamãe disse: Não saia de casa.
– Eu não posso desobedecer a mamãe. Lucas pensou, pensou e disse: – Jesus eu orei para o Senhor dar um trabalho para mamãe. Eu estou com muita fome. Mas eu vou obedecer! Não vou sair.
E fechou a porta, ficou sentadinho no chão, olhando para parede sem se mexer. E ficou ali, já sem forças de tanta fome, ficou durante uma hora, depois passaram duas horas, três horas e… Alguém bateu.
– É a mamãe! E correndo abriu a porta, mas não era ela.
Sabem quem estava ali? Uma moça de olhos bondosos com muito carinho disse:
– Bom dia. Eu estava em casa orando, e de repente fui até a janela. Eu moro naquela casa grande do outro lado da rua, e vi quando sua mãe saiu e vi também que ela estava chorando. Então Deus falou ao meu coração: “Vá lá”, e eu estou aqui. O que aconteceu?
Lucas arregalou os olhinhos e contou tudo chorando, chorando toda sua tristeza.
– Ah! – disse a moça – Foi por isso que Jesus me mandou aqui. Estou precisando de alguém para tomar conta da minha casa. Alguém como sua mãe. Não para ser empregada, é para tomar conta das outras empregadas. Preciso de uma governanta, e tem mais, no jardim existe uma casa para vocês.
Lucas ficou até sem ar. Nem podia falar. Quando mamãe entrou chorando…
– Quem é esta moça?
– Sou sua patroa. Vocês vão morar comigo. Vai ter uma casinha só pra vocês dois. Lucas nunca mais vai ficar sozinho. Vai ter comida, roupa e tudo mais que precisam. Eu também sou de Jesus e Ele me mandou aqui… Seu filho é maravilhoso e me contou tudo o que vocês estão passando.
Mamãe nem podia falar. Lucas pulou no colo e disse:
– Viu mamãe, Jesus respondeu minha oração!
A mãe feliz abraçou o seu filhinho dizendo:
– Lucas você tem mais fé do que a mamãe, muito mais… Deus ouviu você meu filho!
Assim logo se mudaram para aquela linda casa. E Lucas nunca mais passou fome e nunca mais ficou sem a mamãe. Que bom, não é? Jesus respondeu a oração de Lucas.

E você também já se sentiu sozinho sem ninguém para lhe ajudar? Deus está sempre conosco para nos ajudar. Lucas teve fé e acreditou que Deus ia responder sua oração. Deus ouve nossas orações. Orar é falar com Deus! Podemos falar com Deus durante todo dia; deitado, em pé, andando; mas sempre com respeito.

Quando você precisar, faça como Lucas! E saiba que Deus ouve e quer ajudá-lo.
Fonte: Tia Ester