Arquivo | outubro 2008

O barquinho

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Era uma vez um menino chamado Toninho. Toninho morava perto de um rio e, por isso, gostava muito de barcos. Ele sempre fazia barquinhos de papéis, mas eles acabavam se desmanchando na água.
Um dia, enquanto caminhava pelas ruas da pequena cidade onde morava, ele viu na vitrine da loja, um barco bem bonito, do jeitinho que ele queria. Toninho entrou na loja e perguntou o preço do barco ao dono da loja. Era um valor muito alto e Toninho não tinha o dinheiro para comprar ao barco. Saiu muito triste da loja. Foi no caminho que teve uma idéia. Iria construir o seu próprio barco, mas não de papel, como das outras vezes. Agora ele iria construir um barco de madeira. Por vários dias, Toninho, juntamente com o seu pai, construiu um lindo barco, o qual o término foi pintado com cores alegres.
Os olhos de Toninho brilharam de alegria ao ver o lindo barquinho colorido. Ficara lindo. Com todo cuidado, Toninho colocou o barco no laguinho, que ficava perto do rio. E ali brincava alegremente com o seu barquinho.
Um dia, quando Toninho brincava com o seu barco, veio uma forte tempestade levou o barco de Toninho para o rio. Toninho tentou alcançar o barco, mas foi em vão. As águas estavam muito agitadas e levou o barco para longe. Toninho ficou muito triste. O pai até queria fazer outro barco, mas Toninho queria aquele, porque ele tinha gostado muito dele. Outro barco não seria a mesma coisa.
Toninho ficou a caminhar tristemente pelas ruas da cidade. Quando, de repente, ao olhar para uma vitrine de uma loja, viu um barquinho muito parecido com o seu. Ele entrou na loja e pediu ao vendedor para mostrar o barquinho. Toninho pegou o barquinho nas mãos e examinando-o cuidadosamente e concluiu:
– Esse é o meu barquinho.
O vendedor sorriu para o menino e disse:
– Esse barco pode ser seu garoto, mas tem que pagar o preço dele.
Toninho, entre lágrimas, tentou explicar o ocorrido para o vendedor. Mas, o vendedor disse que para Toninho ter o barco de volta, ele teria que pagar o valor do mesmo, porque aquele barco agora pertencia à loja. Toninho saiu da loja muito triste, pensando o que fazer para conseguir o seu barco de volta. Decidiu que iria trabalhar muito, até ajuntar o dinheiro e comprar o barco. E assim Toninho fez. Por vários dias, Toninho trabalhou incessantemente como entregador, limpador de calçadas, etc. Até que um dia, conseguiu ajuntar o dinheiro para comprar o seu barquinho.
Toninho foi apressadamente àa loja, com medo de não encontrar o barquinho. Mas para a sua alegria, o barco ainda estava lá. Toninho entregou o dinheiro ao vendedor que lhe deu o barco em troca. Toninho, tomou em seus braços o barquinho dando um suspiro aliviado e disse:
– Meu barquinho querido. Você é meu duas vezes. A primeira vez, porque eu te construí e agora a segunda vez porque eu te comprei.
Essa história é semelhante a nossa vida. E poderíamos dizer que somos como aquele barquinho. Um dia, Deus fez o homem com muito amor e carinho, mas a tempestade (pecado), separou o criador da criatura. Mas… Deus, o criador, teve um plano e através de Jesus Cristo, seu filho, Ele pode trazer o homem de volta para os braços do criador.
Muitas pessoas ainda andam longe do criador, mas Deus espera ansiosamente para tomá-lo em seus braços amorosos, porque o preço já foi pago através do sangue de Jesus derramado na cruz por causa dos nossos pecados.
Autor: desconhecido – Adaptação: Lina

Estou pronto agora

O Capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se de manhã para o porto. Fazia um frio terrível. Diante da vitrine de um restaurante, viu um menino mal vestido, pôs a mão docemente em seu ombro e disse: “Que está fazendo aí, meu bem?” O menino com o olhar triste, respondeu: “Estou olhando as boas coisas que há aí para comer.” O capitão replicou: “Tenho apenas trinta minutos antes da partida do meu navio. Arrume-se um pouco, lave o rosto e as mãos, penteie-se e vou levá-lo a esse restaurante para comer alguma coisa.” O menino, com olhar de ternura e com lágrimas nos olhos provocadas pelas boas palavras do capitão, correu lavar-se num chafariz próximo, alisou os cabelos e disse: “Estou pronto agora.” E o capitão respondeu: “Muito bem, venha comigo ao restaurante e farei você comer alguma coisa.”
Enquanto o menino comia, o capitão perguntou-lhe: “Onde está sua mamãe, meu bem?” “Mamãe morreu quando eu tinha quatro anos. Não vi mais papai depois da morte da mamãe.” “Quem toma conta de você?”, perguntou o capitão. O menino respondeu com um ar de calma resignação: “Quando mamãe estava doente, ela disse que Jesus tomaria conta de mim e ensinou-me a orar e a amar a Jesus.” O capitão disse: “Se você estivesse de acordo, eu o levaria no meu navio e você poderia servir-me particularmente.” O menino olhou para o capitão e disse: “Capitão, eu estou pronto, agora.” O capitão pôs seu braço ao redor dos ombros do menino e disse-lhe: “Venha comigo e será meu ajudante.”
Chegando ao navio, o capitão apresentou o menino aos marinheiros, dizendo: “Ele será meu ajudante e seu nome é: ‘Pronto agora’.” O menino, vestindo o uniforme azul marinho que lhe deram, começou o serviço que executou fielmente. O oficial afeiçoou-se muito a ele. Mas poucou depois, o menino caiu doente e o médico do navio disse ao capitão, depois de alguns dias: “Fiz tudo o que podia por esse menino.” Ele está seriamente doente e não vai sarar.” O oficial pediu ao médico: “Salve-o, não posso perdê-lo.” Mas o menino piorou. Um dia antes de sua morte, o menino mandou chamar o capitão ao qual amava profundamente, e disse-lhe em voz fraca: “Capitão, eu o quero tanto, foi muito bom para mim… Mas sabe, vou para perto de Jesus. Não quer dar-lhe seu coração para ir me encontrar no céu? Capitão, Jesus o ama, não quer deixar que ele o salve e torna-se cristão?” O capitão extremanente emocionado, respondeu com voz tremula: “Sim, pensei nisso, meu bem e vou logo tratar do assunto.” “Mas , quando?”, perguntou menino. “Quando estará pronto a dar seu coração a Jesus?” “Bem… Sim…”, disse o capitão, “Não vou esperar muito mais.” “Oh! Capitão deixe-se salvar por Jesus. Quando estará pronto?” Com lágrimas correndo pelas faces, o oficial se pos de joelhos e orou: “Estou pronto agora, pronto agora…” E aí, ajoelhado, com o coração arrependido e humilhado o oficial deu o coração e a vida a Jesus.

Fonte: Achei – autor (Hélène e Samuel Grandjean)