Arquivo | março 2011

A menina que aprendeu a ser feliz!

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Maria era uma menina muito chorona, que se achava feia. Ela nasceu num país onde é proibido construir igrejas e, por isso, nunca tinha ouvido falar de Jesus. Mas um dia uma família muito especial foi morar ao lado da casa de Maria. Era uma família de missionários que tinha se mudado para lá só pra falar àquelas pessoas do amor de Deus. Nessa familia haviam duas crianças: Rita e Pedrinho. Maria ficou impressionada quando viu seus vizinhos brincando pela primeira vez, eles pareciam tão alegres, riam o tempo todo e cantavam músicas tão lindas! Até que um dia ela foi brincar com eles, e já no meio da brincadeira, Rita e Pedrinho ensinaram um versinho assim:

“Jesus ama as criancinhas,
não importa qual a cor.
Brancas, negras ou moreninhas,
todas têm o seu valor.
Deus as fez todas lindas,
e Ele as quer com muito amor!”

Maria gostou, mas não entendeu. Quem era esse homem tão bom que amava todas crianças? E então seus amiguinhos mostraram na Biblia a história de Jesus, que um dia morreu pregado numa cruz por tanto nos amar. E ela aprendeu que Ele ainda nos ama do jeito que nós somos, não importa se somos gordos ou magros, de nariz grande ou pequeno, cabelos claros ou escuros… Maria ficou tão feliz em saber que Deus a ama e a acha bonita, que parou de ser chorona. Ela e sua familia deixaram que Jesus viesse morar em seus corações e agora todos os dias lêem a Biblia, oram e agradecem a Deus por tanta alegria!

Fique Ligado:
Você sabia que no mundo há mesmo países onde nínguem sabe quem é Jesus é proibido falar dele? É por isso que Deus pede que sejamos missionários, indo para todos os lados, falar do seu amor.

Que ser um missionário? Você nem precisa ir muito longe para fazer isso começar a falar de Jesus aos seus amigos e familiares!

E não se esqueça: se Deus nos ama como somos, ninguém deve sair por aí rindo dos outros…

A histórinha da menina que aprendeu a ser feliz, foi tirado: http://kids-eucreio.com. O portal da fé.

O livro que custou três côcos

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O coqueiro era tão alto, tão alto, que quando uma pessoa ficava embaixo, junto do tronco, e olhava bem para cima, parecia que as folhas tocavam o céu. Vendo o coqueiro, você pensaria que somente um macaco muito vivo poderia subir nele, mas isto é porque você ainda não conhece Zé.
O nome Zé quer dizer, em língua africana, leopardo. Mas Zé não era leopardo. Zé era só um menino. Ele costumava subir naquele tronco tão alto, tão alto, em qualquer hora que tivesse fome ou desejasse tomar água de côco.
Mas chegou um dia quando foi proibido a Zé subir no coqueiro. Não porque sua mãe tivesse medo que ele caísse e quebrasse a cabeça. Não! Não era por isso de jeito nenhum. Ela nunca se preocupava muito com Zé. Quem proibiu foi um homem daquela vila que o povo julgava que sabia todas as coisas. (Mas logo descobriremos que, na verdade, ele não sabia de nada.)
O caso foi este:
O pai de Zé começou a sentir dor muito grande no braço. Como era de costume do povo, ele foi perguntar ao feiticeiro, que era o tal homem sabido, qual era a causa da dor. Seria feitiço de algum inimigo, ou era um espírito mau? O feiticeiro disse ao pai do Zé:
– Ah! Ah! Você deve estar enfeitiçado pelo espírito que mora naquele coqueiro. Veja, a sombra dele cai bem na porta de sua casa. Com certeza você ficará enfeitiçado toda vez que a sombra chega. O que deve fazer é deixar de comer os côcos daquele coqueiro. Ninguém de sua família deve subir ou tocar nele, a partir de hoje. Isto fica inteiramente proibido. Somente assim você ficará bom.
Este conselho esquisito mostrava que o feiticeiro não era tão sábio como as pessoas o julgavam, especialmente em negócio de dores no braço! Mas, de qualquer maneira, a ordem para que ninguém tocasse mais naquele coqueiro espalhou-se pela família de Zé. Toda manhã, porém, alguém precisava lembrar a proibição a Zé, porque ele tinha tanta tentação de subir…
Mas a verdade é que os membros da família ficaram com medo até de passar pela porta quando a sombra do coqueiro caía sobre ela.
A mãe de Zé teceu um cinto de talo de capim. Era um cinto enfeitado com guizos, alguns dentes de cães presos aqui e ali e as quatro garras de um grande leão. O pai de Zé amarrou o cinto no tronco do coqueiro. Colocou creme de amendoim numa folha, no chão perto do tronco e, em voz alta, suplicou:
– Espírito do coqueiro! Venha comer este creme delicioso e admirar este lindo cinto! Mas, eu lhe suplico, faça com que meu braço deixe de coçar e doer.
Depois disto tudo ele esperou melhorar, mas… Acredite você que o seu braço continuou a doer do mesmo jeito.
Foi então que um missionário chegou àquela vila. Quase a toda hora ele era visto sentado entre os homens falando sobre o Deus do céu. Nenhum deles tinha antes ouvido dizer que existe um Deus no céu. E agora, estava ali aquele homem lhe dizendo isto:
– O maravilhoso Deus do céu criou o mundo inteiro e o encheu de coisas boas para felicidade de todos – grandes e pequenos. Por isso o homem pode ter roupas para vestir, alimento para comer, belezas para ver, música e vozes para ouvir.
Outras vezes o homem dizia:
– Cada folha é um presente de Deus. Ele quer que vocês aproveitem cada planta, cada banana, cada amendoim, cada côco. Ele fez tudo isso para vocês.
Oh! Quantas vezes ele teve de contar as mesmas histórias e cada vez que falava mostrava um livro preto, o Livro de Deus, como o chamava. Zé gostava de esfregar o nariz na capa do livro e cheirar o couro.
– Que cheirinho bom! – dizia.
Um dia, o Missionário, o novo amigo de Zé, disse:
– Zé, posso vender-lhe uma Bíblia.
Zé tremeu de emoção ao ouvir a declaração do homem. Pensava como iria ficar importante sendo a única pessoa da vila a possuir um livro!
– Mas como posso pagar-lhe a Bíblia?  – perguntou-lhe.
O missionário olhou em volta, depois olhou para cima e para baixo, como se estivesse procurando um meio de Zé pagar-lhe, e então disse:
– Já sei! Suba no coqueiro e me traga três côcos. Com eles você pagará a sua Bíblia.
Mas Zé ficou parado e triste, balançando a cabeça. Finalmente disse:
– O homem pede a coisa que Zé não tem coragem de fazer. Aquele coqueiro enfeitiçou alguém de minha família. Não podemos mais tocar nele.
– Ora, Zé! respondeu o homem branco. – Quantas vezes eu tenho dito que Deus fez todas as coisas para o homem gozar? Também ele lhe deu aqueles três côcos, Zé.
– Não, não, os côcos, não! gritou Zé. – Oh, se o senhor tivesse visto como o braço de meu pai doía, coçava e inchava! O feiticeiro disse que meu pai estava enfeitiçado pelo espírito do coqueiro. Ele aconselhou nossa família a nunca mais tocar naquele coqueiro. Só assim o braço de meu pai ficaria bom.
O missionário disse:
– Sim, seu pai me mostrou o braço. Mas apesar de enfeitar o tronco com um cinto bonito, apesar de fazer presente de creme de amendoim e orar ao espírito do coqueiro, o braço continuou a doer, não é mesmo, Zé?
– É verdade –  disse Zé.
– Bem –  disse o missionário – foi então que eu cheguei. Todo dia friccionava remédio no braço de seu pai, a dor passou e foi assim que ele ficou bom, não é verdade?
– É, sim. – disse Zé.
– Então, meu caro menino, veja como o coqueiro não tem culpa de nada. O Senhor Deus fez o coqueiro crescer e dar côcos para o uso de sua família. O coqueiro não fez mal a ninguém. Aqui está a Bíblia. Fique com ela e lembre-se de que você poderá pagar-me com três côcos.
O missionário foi-se embora, e o pobre Zé ficou num pé e noutro. Teria coragem de subir? Teria coragem mesmo?
Finalmente colocou os braços e as pernas ao redor do tronco e começou a subir. Subiu, subiu, subiu, até que chegou bem em cima onde estavam os côcos. Um a um ele os tirou e jogou no chão. depois começou a descer escorregando, o coração batendo tanto, tanto… Não tinha certeza de que não havia no coqueiro um espírito mau que poderia enfeitiçá-lo.
Naquele momento seu pai apareceu. Zé correu para encontrá-lo.
– Seu braço está doendo, papai?
– Não, não dói desde que o homem o curou.
– Mas, papai, não está agora mesmo doendo um pouco?
– Não, mas por que ia doer agora?
 
Oh! – chorou Zé. Se o senhor soubesse o que eu fiz! Subi no coqueiro! Foi o missionário que me pediu para tirar os côcos. Ele me escolheu, entre todos os meninos da vila, para receber uma Bíblia. E os côcos são para pagar a Bíblia.
O pai de Zé riu muito.
– Ora, meu filho, disse ele. O missionário sabe muito bem o que faz. Ele já deu uma Bíblia a cada menino da vila, e cada um tem que pagar-lhe fazendo alguma coisa que ele não pode fazer. Pedindo para você tirar os três côcos, ele quer ensinar que não devemos ter medo, nem mesmo de feitiço e de espíritos maus. O homem branco diz que vocês, meninos, podem aprender em pouco tempo este negócio chamado leitura. Quando puderem ler a Bíblia para nós, o povo deixará de viver sempre com medo e ficaremos todos alegres.
E foi isso mesmo o que aconteceu! Quando as crianças puderam ler os versículos da Bíblia para seus pais, o medo dos espíritos maus começou a desaparecer. Também o coração das pessoas começou a mudar. A mãe de Zé agora cuidava bem dele.
A família de Zé pensou que o Salmo 121 tivesse sido escrito especialmente para eles, para lhes ensinar que não deviam temer a sombra do coqueiro, pois esse Salmo 121 diz assim:
“O Senhor é a tua sombra à tua direita.”
“O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre”.
* História adaptada do livro “Histórias para você” – coleção Gertrude S. Mason.