Arquivo | abril 2016

Poesias para o Dia das Mães

mothers-day-588088_1920Olá!

Estou de volta hoje com mais material para a programação do Dia das Mães, para finalizar as postagens sobre esse tema. Dessa vez trago 3 pequenas poesias que podem ser dadas para as crianças decorarem e declamarem no dia. Espero que gostem.

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Mãezinha

Minha mãezinha é a pessoa

que a mim na terra mais ama.

A noite, risonha e boa,

vem ver-me na minha cama.

 

Cobre-me bem, faz-me festa.

Se rio, indaga – “que foi?”

Por fim me beija na testa

dizendo: “Deus te abençoe.”

 

Durmo. E enquanto estou dormindo

de sonho tudo se estrela.

Mas o meu sonho mais lindo

é quando sonho com ela!

 

—— // ——

Dia das mães

Dia das mães, grande dia!

Dos demais é diferente

Pois com amor e cortesia

À mãe se dá um presente.

 

Nesta data venturosa

Eu quero ofertar também

uma prenda bem custosa

a quem tanto me quer bem.

 

Um boque de lindas rosas

ou uma joia reluzente?

Há tantas coisas  preciosa.

Qual será o meu presente?

 

Melhor maneira não vejo

de expressar-lhe gratidão

dou-lhe flores, dou-lhe um beijo

um mimo e meu coração.

 

Faço a Deus uma oração

Para alongar sua vida

Pois tudo, tudo merece

A mãezinha querida.

 

—— // ——

Papai, papai querido.

Como é que você sabia

que com tanta mãe no mundo…

Esta mesmo que eu queria?

 

Peça para o Dia das Mães: “Filhos Agradecidos”

 

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Olá!

Hoje no blog compartilho mais uma peça que pode ser ensaiada para a comemoração do Dia das Mães na igreja. A data está quase chegando!

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Autora: Leila Saliés Fonseca

Personagens:

Margarida:  menina de 10 a 12 anos

Pedrinho: menino de 7 a 8 anos

Mamãe: Jovem senhora

 

Peça em ato único

 

Primeira cena

Cenário:  Uma mesa e cadeiras, xícaras, talheres, etc.

Ao abrir as cortinas, Margarida limpa a mesa. Pedrinho chega em seguida, com uma cesta cheia de pacotes.

 

Margarida – Já? Até que andou depressa!

Pedrinho – (Coloca a cesta  na mesa e senta-se,) Ufá! Estou é cansado, tive que andar muito para conseguir preços mais baixos.

Margarida – (Olha os pacotes da cesta,)  Então o dinheiro deu?

Pedrinho –  Sem sobrar um centavo. (Levanta-se) Agora vou esticar essas pernas e decorar o meu papel para festa das mães da igreja.

Margarida – (Esfregando as mãos) Está dando tudo certinho até agora. Tomara que mamãe demore bastante pra chegar… assim terei todo tempo necessário para preparar tudo. Mãos a obra! (Pega a cesta e sai)

 

Segunda cena

O mesmo cenário. Margarida entra de pijama  e andando nas pontas dos pés e coloca a toalha na mesa.

Margarida – Felizmente consegui acordar bem cedo, a tempo de pôr as coisas em ordem!

Pedrinho – (Entra de pijama, esfregando os olhos) Você me chamou cedo demais! O sol nem saiu.

Margarida – Cedo, não! Na hora certa. Daqui a pouco mamãe aparece e a gente não arrumou nada! Esqueça o sono e vá pegar as flores que coloquei no balde lá fora.

(Pedrinho sai e volta com as flores!)

Margarida – (Colocando as flores no vaso) Lindas! Muito lindas!

Pedrinho – E o bolo? Deu certo? Ficou gostoso?

Margarida – Fala baixo!  É claro que o bolo deu certo! Caprichei! Eu segui direitinho a receita e ficou com uma cara muito boa, parece que tá muito gostoso… Agora vamos arrumar a mesa, pega as xícaras, os guardanapos, os talheres…

Pedrinho – Tudo isso?

Margarida – É, agora você está vendo o que a mamãe faz todos os dias, durante o dia inteiro sem reclamar.  (Os dois arrumam a mesa em silencio)

Margarida – Você já sabe, nada de palavras decoradas. Vamos dizer o que está dentro do nosso coração, primeiro você fala e depois eu, assim que ela aparecer nos cantamos e logo você fala.

Pedrinho – E se eu ficar nervoso?

(Mamãe entra)

Mamãe – (Supresa) O que? Vocês de pé?

Margarida e Pedrino Cantam (com a musica de parabéns pra você)

“Parabéns a mamãe!

No seu dia de festa

Nós seus filhos prestamos …

Homenagem modesta…”

Margarina – Viva a mamãe!

Pedrinho – Viva!!!

(Os dois abraçam e beijam a mamãe,)

Pedrinho – Mamãe ,o que vou falar é do fundo do meu coração! Hoje, levantando muito cedo para ajudar minha irmã na cozinha, percebi o quanto a senhora nos ama!  Obrigada mamãe!!! (Abraça a mãe e entrega o seu presente.)

Margarida – Mamãe, a gente não sabe mesmo o que dizer. Pensei em tanta coisa bonita, mas não escrevi, porque combinei com o Pedrinho que falaríamos o  que sentimos  agora. Eu amo muito a senhora mamãe! (Abraça e dá seu presente.)

Mamãe – (Sorrindo) Puxa como vocês trabalharam! ( Olha a mesa as flores e o bolo) Tudo está tão bonito! Muito obrigada meus filhos! Fiquei contente com que vocês fizeram…

Pedrinho –  E agoram não vamos  comer o bolo? Estou louco de fome! (Mamãe e Margarida sorriem.)

Mamãe – Mas não vejo  o leite e o café na mesa…

Margarida – Um momento que eu vou buscar na cozinha… (volta rapidamente) Agora vamos tomar!

Mamãe – Vamos agradecer a Deus por esse dia de festa e pelo alimento! (Oram) Agora podemos comer.

Pedrinho – Que pena que papai tenha viajado… Vamos deixar um pedaço de bolo para ele.

Mamãe – Isso mesmo! Agora vamos comer depressa,  porque eu também quero ir fazer uma supresa para minha mãe.

Margarida e Pedrinho – Para vovó?

Mamãe – É, a vovó está velhinha, mas ainda gosta de supresas.

Pedrinho – Então vamos logo para lá que os bolinhos de queijo da vovó são deliciosos. (Sai) Mamãe e Margarida saem em seguida…

 

 

 

Peça para o Dia das Mães: O verdadeiro amor de mãe

 

 

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Olá!

Continuando as postagens sobre o Dia das Mães, hoje compartilho mais uma peça que pode ser ensaiada para a programação na igreja. Essa peça é de minha autoria, baseada em um texto bíblico.

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Baseado em: 1 Reis 3-:16 a 28

Adaptação –  Marilda

 

Personagens:

Narrador

Duas mulheres : Isaura e Diná

Dois homens: Rei Salomão e um criado

 

Narrador – Isaura e Diná eram duas amigas que moravam juntas na mesma casa, com duas crianças recém-nascidas.  Certa noite, enquanto dormiam aconteceu algo!  Vamos ver como tudo aconteceu.

 

(Cenário de um  quarto encontram-se duas mulheres com os filhos preparando para dormir.  Deitam e enquanto o narrador vai falando elas  vão interpretando.)

 

Narrador – À  noite Isaura rolou em cima de seu filho e o menino morreu. Isaura acorda assustada e vê que o filho está morto.

Isaura – Ai! Matei meu filho! O que vou fazer agora?

Narrador – E ela pensa: Já sei! Vou trocar as crianças. Pego o filho da Diná e coloco o meu  ao lado dela. E assim fez e voltou para deitar tranquilamente.  De manhã, Diná levantou para amamentar seu filho… Olha para ele e percebe que está morto.

Diná – Isaura! Isaura! Isaura!  Meu filho está morto!

Isaura – Que foi Diná? Seu filho está morto?

Diná – Sim, Isaura! Acordei para amamentá-lo  mas ele não respira! Veja, está tão frio o meu filhinho! O que poderia ter acontecido?  Ele não estava doente? Tinha tanta saúde…  (volta para examinar o filho e se assusta.)

– Mas este não é o meu filho!  (olha para cama de Isaura e vê seu filho ao lado dela)  e diz:

– Este ai é que meu filho! O morto é o teu!

Diná-  Mas eu tenho certeza que o vivo é o meu. Olha seus cabelos pretos, os olhos castanhos… Este é meu filho mesmo.

Isaura- Não o filho morto é o seu!

Diná – Então vamos decidir tudo na presença do Rei Salomão

Narrador – Vieram então na presença do rei as duas mulheres com as crianças. E contaram a triste história .

Diná –  Ah! Senhor! Eu e esta mulher moramos na mesma casa. Tive um filho, aconteceu que depois de três dias, essa mulher também teve um filho.  À noite morreu o filho dela, porque ela rolou sobre ele! Ao perceber, levantou e trocou as crianças, levando o meu filhinho vivo e deixou o morto ao meu lado.  Mas ao levantar-me pela manhã para amamentá-lo , percebi que ele estava morto. Levei um susto ao ver que não era meu filho… O vivo é o meu.

Isaura – Não! O vivo é o meu filho! O teu é o morto!

Diná – Não eu tenho certeza o morto é teu o meu é o vivo!

Salomão – Bem cada uma de vocês diz: Meu filho está vivo e o seu morto! E a outra diz, não meu filho é o que está vivo e o seu morto. Criado! Traga-me a espada!

Criado – Aqui está, oh Rei! A espada!

Salomão – Divida pelo meio esta criança e dê a cada uma a metade!

Isaura – Não deve ficar para mim nem para ela. Que seja dividido!

Diná – (Gritando)  Por piedade, meu Rei! Dá-lhe o menino vivo para ela! E por modo nenhum o mateis.

Salomão – Criado! Dá o menino vivo a Diná! Porque ela é a verdadeira mãe!

Narrador – De fato, nenhuma mãe verdadeira havia de desejar a morte do filho. Deus deu  ao Rei  Salomão  grande sabedoria para fazer justiça…  Amor de mãe! Um amor sem limite!!!!

 

Peça para o Dia das Mães – “A História de Tita”

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Olá!

Continuando a sequência de postagens sobre o Dia das Mães, compartiho outra peça que pode ser usada para a programação dessa data na igreja. É uma peça pequena, que eu mesma escrevi. É bem curtinha e pode ser ensaiada com as crianças. Espero que gostem.

 

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Autoria: Marilda Ferreira

 

(Crianças ficam conversando. Ao lado uma pessoa chora, enrolada em uma coberta toda rasgada, tremendo de frio.)

 

-Olá Cidinha! Por que você está com está cara?

– Ah, Milena! É a minha mãe que não me deixa sair. Não, eu não posso fazer nada.

– Ah, é? A sua também? Duvido que a sua seja mais chata que a minha.

– Pior é a minha que nem bola me deixa jogar. Tudo ela fala: não pode.  – disse Joãozinho

– Às vezes penso, por que será que as mães são assim?  A minha também está sempre dizendo não.

– Olha, alguém está chorando…

– Ei, por que você está chorando?

( Tita levanta e começa a falar.

– Vocês estão aí reclamando de suas mães?  Vocês fazem isso porque não sabem a dor, o sofrimento que é não ter uma mãe para cuidar da gente, para conversar, para dar um beijo, um carinho, ou até mesmo uma bronca.

– Você não tem mãe?

– Não. Vou contar para vocês como tudo aconteceu.

(Todos sentam e ficam prestando atenção na história que a menina está contando.)

–  Mamãe me criou sozinha.  Logo que nasci, meu pai estava vindo para casa, feliz da vida, por causa do meu nascimento. Ele ficava ansioso para chegar… mas nesse dia aconteceu uma tragédia. Meu pai foi vítima de um assalto. Coitado! Não deu nem tempo de reagir! Os bandidos cruelmente já foi atirando e tomou tudo que ele possuía.  Se isso não tivesse acontecido, tenho certeza que ele seria um bom pai…

Foi então que mamãe teve que sair para trabalhar. Trabalhava muito para não  faltar o alimento para nós. Éramos muito pobres, mas honrados. E mamãe sempre me ensinou os princípios e que não precisavamos de muita coisa para sermos felizes. Mamãe sempre foi meu maior exemplo!  Quando eu estava com 7 anos outra tragédia aconteceu. Mamãe, como de costume, saiu para trabalhar. Me deu um beijo e disse: “Eu te amo muito! Gostaria tanto de te dar um presente Tita, não tenho dinheiro para comprar. Mas quero que saiba que te amo muito! Nunca esqueça disso, tá. minha filha?”.

Era véspera  de Natal… As ruas estavam cheias, as vitrines, cada  uma mais bonita que a outra. Mamãe olhava as vitrines e com certeza pensava… Preciso dar um presente para Tita,  mas como? O que ganho mal dá para comer! Enquanto ela estava presa em seus pensamentos, ao atravessar a rua, não percebeu um carro vinha em alta velocidade. Ele bateu em minha mãe… e assim mamãe foi jogada longe.  Muitas gente correu para socorrê-la.  Uma senhora que a conhecia  se aproximou dela e disse: “- Será que posso ainda fazer algo?”, “- Não, não há nada que possa ser feito. Diga a minha filha Tita que a amo! A amo até a morte…”.

E não pode falar mais… deu um forte suspiro e calou-se para sempre. Desde então eu vivo sozinha. Não encontrei ninguém para me adotar, sempre andei nas ruas pedindo esmolas….  Eu sinto tanta falta da mamãe! Quem me dera se eu tivesse  minha mãezinha pelo menos para me dar bronca. As mães só corrigem os filhos porque amam!

– Estou tão envergonhada! Mamãe é tão boa para mim. Se diz não é porque ela quer sempre o melhor para mim.

–  Nunca mais vou reclamar da mamãe.

– Tita, vamos para minha casa, mamãe é tão boa, tão carinhosa que tenho certeza que ela vai ter um lugar para você. E melhor ainda… vou levar você para conhecer Jesus, o nosso melhor amigo. Aí você não vai se sentir triste  e sozinha nunca mais…

 

 

 

 

 

Peça para o Dia das Mães – “Meus Filhos”

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Olá!

O Dia das Mães está próximo! Resolvi aproveitar a data para compartilhar sugestões de atividades para a programação do Dia das Mães. Se você trabalha com crianças na igreja e quer fazer uma programação especial para esse dia, não deixe de acompanhar as próximas postagens.

Vou começar publicando uma peça, porque ela deve ser ensaiada com antecedência. Já apresentei ela diversas vezes porque acho que ela tem uma mensagem muito interessante para esse dia.

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 Meus filhos

Personagens: 

Narrador fica oculto ou ao lado da cena

Mãe possessiva

Mãe displicente

Mãe serviçal

Mãe  complacente

Mãe sensata

Cinco crianças para ser os filhos de cada uma dessas mães

 

Narrador – As mães, em geral, recebem no seu dia muitas homenagens, presentes e beijos dos filhos. Isto é bom e justo, mas não é tudo! Hoje, em nossa programação, queremos dar-lhes a oportunidades de meditar na grande responsabilidade que Deus colocou em seus ombros, de formar personalidades. Assim, pois, mães que estão aqui, façam honesta autocritica,  à  medida que tentarão descobrir se pertencem a alguns tipos de mães que serão apresentados numa pequena representação. Vamos conhecer primeiramente, a mãe possessiva.

 

MÃE POSSESSIVA-   (Entra pisando forte, um tanto arrogante, pronuciando com bastante ênfase a palavra  “MEUS”.)

Eu sei, chamam-me de mãe possessiva porque não dou muita liberdade aos meus filhos de escolher as coisas, de tomar iniciativas… enfim, de resolver qualquer assunto mesmo que seja um passeio, escolher um objeto de uso pessoal ou o jeito de se vestir. Eles são MEUS, eu os amo e só eu sei o que é melhor para eles.

 

Katia – (Entra animada)

Mamãe, eu já vou para o aniversário da Aninha, viu?  A senhora vai me dar dinheiro para comprar o presente, não vai?

(A mãe olha de alto a baixo.)

Mãe – Ah, Katia! Com esse vestido? Nem pensar!  Vai colocar o azul de rendinhas e… coloque as sandálias brancas, e ponha a pulseira, aquela dourada que lhe dei no seu aniversário.  Eu sei muito bem como é que você deve se vestir… E quanto ao presente que vai levar para a Aninha, eu vou com você á loja para comprá-lo.

Katia – Eu queria levar um perfume, mamãe!

Mãe –  Que perfume, que nada! Você vai levar uma caneta. Eu sei que isso é mais útil para Aninha.

(Katia sai decepcionada.)

Mãe – É claro que eu não vou deixar a menina fazer o que quer.  Ela não entende muito das coisas. Eu a amo demais e por isso eu sei o que é melhor para ela. Se isso é ser mãe possessiva, então faço questão de que todo mundo saiba que sou mesmo “MÃE POSSESSIVA”. Eu amo muito meus filhos, eles são “MEUS”.

 

Narrador –  Sabem que aconteceu com a Katia? Passados alguns anos, Katia a filhinha da mãe possessiva, ficou uma jovem frustrada, insegura na vida, incapaz de tomar qualquer decisão e iniciativa. Katia gostou de um rapaz e casou. Depois de algum tempo, começou a desarmonia no lar, pois o marido não suportou ter uma esposa que não sabia tomar decisões, não tinha fibra nem maturidade para dirigir o lar e educar os filhos, e terminou abandonada.

Narrador – Ai vem a mãe displicente.

 

MÃE DISPLICENTE –   (Entra com um andar indolente arrastando os pés, a voz tem entonações descuidados.)

Dizem que sou mãe displicente! Porque não ando atrás dos meus filhos, reparando com quem bricam, se a roupa está limpa e tem botões, se vão à igreja ou ficam jogando bola na rua, se fazem as lições de casa. Na verdade, não tenho tempo para isso!  Mesmo porque eles precisam aprender a se cuidar e não se acostumarem a depender de mim. Do contrário, ficarão muito protegidos e crescerão incapazes de tomar qualquer iniciativa. Agora  se alguns deles adoece, eu cuido  claro. Quanto aos estudos, pago muito caro colégio. Os professores que se responsabilizem! Portanto, não quero me envolver nessas coisas. Sobre a religião, a igreja tem pastor e professoras na escola bíblica dominical, para os instruírem.

Jorginho – (Entra conduzindo bolsa escolar, como se chegando da escola. Camisa aberta, meio desarrumado.)

– Mamãe! Mamãe! Me ajude a preparar um cartaz? Preciso de cartolina, cola, papel prateado e uma tesoura.  Sozinho eu não consigo fazer… A senhora me ajuda?

Mãe – A fazer um cartaz Jorginho?  Mas eu nunca  fiz um cartaz na minha vida! Pede sua professora  e colegas, filho!

Jorginho – (Fica desolado) Oh, mãe! Não faça isso comigo. (Para um pouco, olha para mãe e depois diz)

– Mas a senhora me ajuda a procurar os textos bíblicos para lição da EBD?

Mãe – (Impaciente, levando as mãos na cabeça.) Ih!… Meu filho! Isto é com a professora da EBD, telefona para ela… Se vire… dê um jeitinho, se mexe… eu não tenho tempo para isso, viu Jorginho?

(Jorginho saí choramingando.)

Mãe – É isso mesmo! (Sacode os ombros) Podem me chamar de mãe displicente, que não me importo! Pois se eu fazer tudo o que eles querem termino me acabando e eles não vão para frente! Mas eu garanto que quero muito bem aos meus filhos. ( Sai  com o mesmo andar indolente.)

 

Narrador – Sabem, mães, o que aconteceu o Jorginho, o lindo filhinho da mãe displicente? Sentindo  falta do companherismo de sua mãe, que não conversava com ele, não se interessava pelos seus problemas da escola, nem com sua vidinha espiritual, Jorginho procurou lá fora, amigos para lhe fazer companhia. Essas amizades nem sempre foram eficientes e um dia juntou-se  com más companhias.  A mãe displicente está sofrendo porque perdeu o filho, e Jorginho está arriscado perder sua alma, pois está  ingressando numa vida de drogas.

Narrador – Que nos contará a mãe serviçal?

 

MÃE SERVIÇAL – (Entra usando avental em que enxuga as mãos, fala lentamente com a voz cansada, arrastada.) Dão-me  o apelido de mãe serviçal, porque eu vivo para servir meus filhos dia e noite! Tudo que eu tenho é para eles, meu tempo, minha vida. Não quero que meus filhos façam qualquer trabalho em casa. Eles já estudam tanto, os pobrezinhos…  Imaginem se tivessem de lavar pratos, varrer a casa e cuidar do jardim! Não! Eu sou forte! E posso fazer essas coisas. É verdade que nunca tenho tempo de preparar-me para esperar meu marido.  Ele até reclama porque eu não dou atenção para ele. Mas eu queria que ele ficasse feliz ao ver-me despenteada, com o rosto suado, as mãos cheirando cebola, as unhas quebradas…. Se vivo assim é por amar demais os meus filhos.

Leninha-  (Entra arrogante e gritando.) Ei ! Mãe, como é? A senhora não preparou a minha blusa vermelha? Eu não lhe disse que queria pra hoje? E o pudim de laranja? Não mandei a senhora fazer?

Mãe – (Timidamente olha a Leninha.) Desculpe filha! Hoje eu estava tão cansada que…

Leninha – (Interrompe a mãe rapidamente.) Ora!  Isso é desculpa!  Parece que a senhora hoje foi ao cabeleireiro! Está toda penteada…. É por isso que não fez o que pedi, logo vi! E agora? Como vou fazer quando minhas colegas chegarem? Eu não vou ter um lanche para dar para elas! Ora bolas! (Sai furiosa.)

Mãe – Coitada da  Leninha! Como minha filhinha vai fazer agora? Sem a blusa vermelha… sem o lanche… Na verdade, hoje eu fui no cabeleireiro, porque vou no casamento da minha prima.  Bem que tenho dito ao meu marido que não adianta perder tempo com vaidade, vestido novo,  salão de beleza, e deixar os filhos por ai…. Tenho prazer em ser mãe serviçal!  (Sai limpando as mãos no avental)

 

Narrador – E Leninha, a filha da mãe serviçal o que aconteceu com ela? Querem saber? Ela ficou cada vez mais autoritária e mandona, exigindo tudo de sua mãe. Leninha não tinha nenhuma consideração…  e tratava  como uma simples empregada. Mas tarde casou e, agora quer dominar o marido, e submetê-lo aos seus caprichos. Ele não sujeita e, por isso, vivem brigando diante dos filhos. O casamento está em crise estão quase se separando.

Narrador – Está chegando a mãe complacente. Vamos ouvi-la.

 

MÃE COMPLACENTE- (Entra sem pressa, sorridente, com ar de quem acha tudo bom.)

– Vocês já viram uma mãe complacente?  Pois olhem para mim! É assim que me chamam. Porque eu perdoo as faltas dos meus filhos, sem mesmo esperar que eles se arrependem.  Não os  castigo, nunca os repreendo… Jamais digo “NÃO”  quando querem fazer algo, pois do contrário  prejudicaria o desenvolvimento da personalidade deles. Não quero que meus filhos fiquem frustrados, tímidos, recalcados, mas que sejam corajosos e empreendedores. Às vezes na EBD a  professora não entende, reclama e diz que meus filhos são cheios de vontade, não obedecem. Queria que ela compreendesse a educação que eu dou aos meus filhos, e não reclamasse tanto…

Gustavo – (Entra com ares cheio de si, falando alto.) Mamãe, eu quebrei o óculos da empregada  e joguei no lixo. E ela ficou furiosa!

Mãe – (Dá uma risadinha.) Você fez isso Gustavo?  Tem nada não, filhinho, eu dou outro óculos para ela!

Gustavo – Ah,mãe! Eu também desmanchei o seu relógio para ver  como era dentro…

Mãe – (Sempre sorrindo.) Não se preocupe, Gustavinho! Papai compra outro relógio pra mamãe.

(O garoto sai, alegre e saltitando.)

Mãe – Que gracinha! Como é inteligente o meu Gustavo! Imagine abrir o relógio para ver como é por dentro! Acho que meu filho vai ser um cientista!… Pois é isso mesmo! Podem me chamar de mãe complacente. Mas uma coisa eu sei… meus filhos vão ficar homens independentes, livres, de vontade forte, que fazem tudo o que querem sem precisar pedir opinião nem conselhos de ninguém.  Vão vencer na vida. (Sai pisando forte)

 

Narrador – Que coisas tão tristes aconteceram com Gustavo.  O garoto que a mãe complacente nunca repreendeu, nem encaminhou no caminho do Senhor tornou-se um jovem indisciplinado, que não respeita os direitos dos outros, nem sabe o que é lei e ordem, impulsivo ele faz o que bem quer, sem pensar nas consequencias.  Por causa dos seus atos desordeiros, já andou envolvido com a polícia. Gustavo é a grande amargura de sua mãe.

Narrador –  Escutem, agora o que vai dizer a mãe sensata.

 

MÃE SENSATA – (Entra tranquila e feliz.) Procuro educar meus filhos segundo os ensinamentos da Bíblia.  Por isso me chamam de mãe sensata.  Meu lema é o versículo em Provérbios 22-6, “Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará  dele”.  Leio a Bíblia com meus filhos diariamente, oro com eles e os acompanho à igreja, interesso-me pelos seus estudos, por seus coleguinhas, por suas brincadeiras. Quero ser a melhor amiga deles!  Também exijo que façam certas tarefas e cuide do que lhes pertence, como roupa, arrumar a cama, juntar brinquedos… Repreendo-lhes quando erram e os ajudo fazer boas escolhas. E a coisa que considero mais importante é o meu exemplo  diante deles. Quero ser sempre verdadeira, justa e sincera, para que confiem em mim e ouçam meus conselhos.  Sei que estou muito longe de ser uma mãe perfeita, por isso vivo sempre em oração para que Deus me ajude a proceder o melhor possível como uma mãe cristã para meus queridos filhos.

(Estende os braços e os filhos correm e a abraçam.)

 

Narrador – A mulher que teme ao Senhor, essa será louvada! Levantam-se os seus filhos e a chamam ditosa!

 

Estou de volta!

Olá!

Depois de muito tempo sem atualizar o blog, resolvi retomar as atividades aqui. Como vocês podem ver, mudei de endereço e também de foco. Antes o blog era dedicado apenas a compartilhar histórias bíblicas. Hoje, além das histórias, quero compartilhar sugestões, dicas, atividades, tudo o que possa ajudar quem trabalha no Ministério Infantil em sua igreja.

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Obrigada.