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O que Mariana mais amava

 

bíblia

 

“Nós temos 24 horas para sair de casa! Se não fizermos isso, vão explodir a casa com nossa família dentro”, disse o pai Jonas, depois de ler uma carta que colocaram debaixo da porta naquela manhã. Papai Jonas andava de um lado para outro dentro da casa. Ele ia sentir muitas saudades de lá. Afinal de contas, ele havia nascido naquele lugar! A casa tinha sido de seu pai, de seu avó, e agora ele e sua família eram obrigados a deixá-la.

Nesse meio de tempo, a mamãe Marta e suas filhas Mariana e Priscila estavam fazendo as malas, decidindo o que levar ou não. De repente, Mariana começou a chorar, falando com sua mãe: “Eu  quero  levar  isso  comigo!”. Papai  Jonas vai para o quarto e vê sua esposa em dúvida e a filhinha chorando.

“Papai, eu quero levar minha Bíblia colorida comigo. Eu posso deixar todas roupas e até meus brinquedos aqui em casa, mas eu quero levar a Bíblia comigo. Ela tem desenhos e eu quero ler pra mamãe que não sabe ler. Por que é tão difícil levar o meu livro preferido com a gente?”

O papai fica sem saber o que fazer. Levar uma Bíblia na mala, mesmo sendo uma Bíblia infantil é muito perigoso. As pessoas que tinham ameaçado explodir sua casa haviam feito isso porque Jonas e sua família eram cristãos.  Elas não gostavam nem um pouco da Bíblia. Mas aquela bíblia era muito querida para sua filhinha Mariana. Eles poderiam ser parados pela policia, que poderia revistar suas malas e encontrar a Bíblia.

Mas valia a pena. O que ele iria perder se a Bíblia fosse encontrada? Talvez Mariana ficasse sem ela, mas Deus iria providenciar outra, quando terminasse a viagem.

“Certo Mariana, você pode levar sua Bíblia, mas enquanto faz as malas, ore e peça para Deus protegê-la, e nos proteger também. Agora nossa viagem será cheia de fé, e esperança”.

O quanto você ama sua Bíblia? Ela é como uma carta que Deus escreveu para nós, dizendo que nos ama, e nos ensinando a amá-lo do mesmo modo.  Mariana amava tanto sua Bíblia que preferia ficar sem seus brinquedos do que sem ela.

Há outras crianças no mundo que não têm uma Bíblia, diferente de Mariana que morava no Iraque, e de você aqui no Brasil. Às vezes, a Bíblia é cara demais para seus pais comprarem, ou em seu país nem conhecem a Bíblia! Essas crianças estão espalhadas pelo mundo.

Uma das coisas que a Portas Abertas faz é distribuir Bíblias para cristãos que não têm, tanto para os adultos quanto para crianças.  O que nós queremos é que cada cristão tenha uma Bíblia para ler, e que todos eles a amem, assim como Mariana amava a dela.

 

(extraído do site Portas abertas)

Conheça mais sobre a missão Portas Abertas no site. Veja noticias sobre as crianças perseguidas em http://www.portasabertas.org.br/noticias/crianças.asp

 

 

 

 

Uma jornada de coragem

(Extraído do livro “Pão Diário traz surpresas para hoje 2009: meditações diárias. / Christel Grigull. – São Bento do Sul: Editora União Cristã, 2008. )

 

 

A história de Hamid e sua irmãzinha Kinza  é muito emocionante. Eles viviam em Marrocos, na África.

O menino Hamid  tinha 11 anos, mas já cuidava muito bem das cabras.  Antes de seu pai morrer,  há dois anos, ele brincava muito. Mas sua mãe casou novamente, e o padrasto mandava Hamid trabalhar duro.  Hamid pensava em muitas coisas que mudaram em sua casa  ultimamente.

Seu padrasto não gostava dele  e nem da sua irmãzinha chamada  Kinza. O padrasto tinha duas mulheres, uma mais velha, que não tinha filhos, e sua mãe.  A mais velha tratava a todos com desprezo. Sua mãe andava muito triste, mas ela dizia que é por causa da Kinza.

“Hamid, Hamid!” Seu amigo veio correndo e gritando. “Sua mãe está chamando você! Vá rápido”.

Hamid saiu correndo. Algo deve ter acontecido. Sua mãe estava sentada no poço onde acostumava buscar água.  Kinza estava amarrada às costas com um grande pano.

Depressa eles se afastaram um pouco para um lugar onde ninguém  podia ouvi-los.

“Olhe bem para sua irmãzinha, Hamid”. Falou mamãe, baixinho.  “Mostre estas flores e lhe dê um sorriso”  Hamid fez o que mamãe pediu. Mas a irmãzinha não olhou as flores e nem o sorriu.

Ele balançou a mão na frente dos seus olhos, mas eles nem se mexeram. De repente, Hamid entendeu. “Ela é… é cega, mamãe”.

“Sim ela é cega, Hamid. Venha comigo, vamos rezar ao santo”. Infelizmente, a família de Hamid não conhecia a Deus. Eles adoravam a um outro deus. Eles adoravam um deus, chamado Alá, e oravam no túmulo do profeta de Alá, chamado Maomé. Eles eram da religião Islâmica.

Kinza não foi curada pelas orações. Hamid pensou que talvez Alá não se importasse com ela e por isso ele a deixou viver na escuridão. Talvez Alá achasse que menininhas não são importantes.

Hamid sentia muita pena da Kinza, pois tem muito medo da escuridão. Ele aprendeu que os espíritos  maus andam na escuridão.

Naquele dia, quando seu padrasto chegou em casa, a outra mulher dele pegou Kinza à força e mostrou ao marido. Ele percebeu que Kinza estava cega. A mãe e Hamid ficaram com muito medo. Mas o padrasto não ficou bravo. Ele achou que era bom, pois meninas cegas rendem um bom dinheiro de esmolas.

Jesus fala de uma luz diferente:  a “luz do coração”.  É essa luz que Hamid e sua família não conheciam.

Talvez você também não goste da escuridão, pois muitos não gostam. Mas lembre-se: O que importa é que você tenha a luz de Jesus, pois ela lhe mostrará o caminho certo para Deus.

Todos os dias, o padrasto entregava Kinza para um velho mendigo, que a levava à cidade para pedir esmolas. Hamid que buscava sua irmã no final do dia, percebia que o velho mendigo não a tratava muito bem. Além disso, ele cheirava muito mal.

Certa noite Hamid acordou assustado e percebeu que os adultos estavam conversando.  Ele ouviu seu padrasto dizer: “É a única chance que temos para Kinza. O mendigo precisava mudar de cidade e quer levá-la junto. Amanhã mesmo eu a darei para ele levar. “A mamãe estava chorando e dizia: Ela vai morrer! Ela não pode ir!”

Hamid ouviu assustado . Ele esperou acordado naquela noite, e quando todos estavam dormindo, ele foi bem quietinho até a cama da mamãe e lhe disse no ouvido. “Mamãe, não se preocupe, não vou deixar que levem  Kinza”.

Hamid tinha muita fé, mas no deus errado. Ele queria ser corajoso, mas estava com muito medo. Nós também  passamos por momentos difíceis. Mas a diferença é que podemos ter fé no único Deus verdadeiro. Seu filho Jesus falou estas  palavras  “Não tenha medo! Tenha fé”.

O padrasto queria vender Kinza para o mendigo. O que fazer?  Hamid queria encontrar uma saída. Hamid levantou bem cedo e, enquanto tomava café, sua mãe fez um sinal para ele. Sem que alguém percebesse. Ele seguiu sua mãe para o celeiro onde ela triturava milho. Bem baixinho, ela falou: “Hamid, escute meu filho. Você precisa me ajudar. Eu sei que você tem apenas 11 anos, mas é muito corajoso. Eu lembro que, quando você era bebê, seu pai e eu viajamos para o outro lado da montanha, um lugar sagrado onde fomos adorar ao santo  Maomé. Mas você ficou muito doente, com muita febre. Então uma mulher me ajudou e me levou a uma casa de uma senhora inglesa. Eu tive medo, pois não tinha dinheiro para pagar. Mas ela me atendeu com muito amor e não cobrou nada. Ela disse que fazia isso por amor a seu Deus, que ela chamava de Jesus”.

Será que a mãe e Hamid irão conseguir encontrar essa mulher?

Hamid continuou ouvindo atentamente a história que mamãe lhe contou.

“Sabe, Hamid, eu nunca esqueci que na sala de espera da enfermeira inglesa eu vi um quadro onde havia um homem com um rosto muito bondoso, segurando uma criança no colo. Perguntei à enfermeira quem era, e ela respondeu: é Jesus.  Ele ama a todos. A enfermeira segurou você no colo com muito amor e lhe deu remédio, e você ficou bom. Eu quero que você leve Kinza até lá”.

“Eu mamãe? Levar Kinza para lá?” Hamid começou a tremer. “Eu não posso… não sei o caminho”.   “ Não se preocupe, eu vou lhe explicar tudo”.

Se Hamid conhecesse Jesus, ele com certeza  se sentiria melhor. Mesmo assim, Deus estava com ele. Mesmo que ele não soubesse disso.

Mamãe explicou em detalhes por onde Hamid deveria andar. “Talvez alguém lhe dê carona, mas você tem que andar depressa e sair logo, antes que Kinza seja vendida para aquele mendigo. Talvez Alá lhe proteja”.

Hamid não queria que sua querida irmã fosse vendida, mas ele ficou com muito medo.

E se não der certo? Se eu me perder?  Mas, apesar da preocupação e do medo, ele queria tentar.

Quando a noite chegou, seu coração estava acelerado. Ele deitou-se  em seu colchão e ficou esperando a hora que todos fossem dormir. Quando tudo estava quieto, ele levantou em silêncio e foi até atrás da casa encontrar-se com a mamãe. Ele teria que partir enquanto ainda era noite.

Nosso Deus é o único que é vivo. Ele tem mãos para ajudar. Hamid não sabia disso…

A mamãe aguardava Hamid atrás da casa. Ela amarrou Kinza nas  suas costas e lhe deu um pouco de comida para lanche. Por uns momentos, a mãe segurou as mãos de Hamid e o despediu.  Hamid  virou-se e foi caminhando escuridão adentro.

Ele se esforçou muito para ter coragem. Mas, no fundo, estava com muito medo.

Por um tempo, o brilho da lua iluminou o caminho, Hamid  andava mais rápido que podia, de vez em quando tropeçava. Kinza balançava de um lado para outro. Mas ele tinha pressa, pois poderia ser que o padrasto tentasse segui-los.

Somente quando amanheceu, ele sentou para fazer um lanche. Ele repartiu o pão com Kinza e os dois beberam um pouco de água.

Você já imaginou caminhar na escuridão total? Com certeza, você tropeçaria muito, não é? Hamid não teve escolha, ele teve que andar enquanto era escuro. Mas, no caminho da nossa vida, temos a escolha: andar na luz com Jesus, ou longe de Jesus. Na escuridão. Você já fez sua escolha?

A caminhada continuou à beira de um riacho. Os pés de Hamid doíam tanto que, de vez em quando, ele os lavava no riacho. Após algumas horas de caminhada, ele se sentiu tão cansado, com os pés e as costas tão doloridas, que não conseguiu mais dar nenhum passo. Entrou numa roça e deitou-se com Kinza entre seus joelhos.  Os dois adormeceram. Mas Kinza acordou e saiu andando com as mãos para frente, gritando “Ima, Ima”, que significa  “Mamãe”

Após algumas horas de sono profundo, Hamid  acordou e se assustou. “Onde está Kinza? Kinza! Kinza!” Ele chamou seu nome baixinho e foi à sua procura. Lá longe ele viu uma casa. Ele viu Kinza sentada na entrada da porta, mas havia muita gente ao seu redor.

Hamid não podia chamar atenção. Então ele esperou escurecer e, mais tarde, quando todos estavam dormindo, ele entrou sorrateiramente na casa, pegou Kinza e saiu rapidamente.

Hamid agiu muito certo ao buscar Kinza sem deixar que ninguém os visse. Dá para perceber que Deus o estava ajudando.

Hamid cruzou uma estrada de maior movimento. Ele pensou que, no escuro, certamente não seria reconhecido. Mas algo aconteceu.

Dois policiais, que eram da cidade de  Hamid e conheciam sua família, passaram por ali montados em seus cavalos. Eles o reconheceram e gritaram:  “Ei, veja só! Não é o menino fujão da nossa cidade?”  Hamid apavorado, pulou para o lado e correu o que pode barranco abaixo. Seu pulo assustou o cavalo, que empinou e saiu correndo desesperado.   Hamid  pulava entre os espinhos e rizes . Os policiais não estavam a fim de cavalgar entre os espinhos. Eles decidiram avisar à policia da próxima cidade.

Hamid, mesmo machucado, continuou andando sem parar. Os dias se passaram e, finalmente, ele chegou ao destino.

Os homens que tentaram fazer mal para Hamid não conseguiram. Mas o mal sempre estará presente na nossa vida, assim como os obstáculos, as dificuldades

Logo que Hamid chegou à cidade, foi procurar pela rua que sua mãe lhe falou.

Quando a encontrou, logo percebeu que muitas crianças, muito sujas e pobres, estavam entrando na casa. Hamid se aproximou, olhou pela porta e viu aquele quadro que mamãe havia falado, de um homem bondoso com uma criança no colo e outras ao seu redor.

Então Hamid se afastou um pouco e tirou Kinza das costas. Ela estava dormindo profundamente e não queria acordar. Hamid a chacoalhou e ela começou a chorar.

“Você não pode chorar. Logo, logo você vai ter um lar”.

Então Hamid colocou sua irmãzinha sentada na entrada da porta. Lá dentro, da sala, ele ouvia as crianças cantando lindas músicas sobre Jesus.

Hamid arrumou Kinza e falou: “Você precisa ficar aqui, bem boazinha, está bem?”. Ele deu um beijo em Kinza e saiu andando.

Com certeza foi difícil para Hamid deixar Kinza ali sentada e sair. Mas ele não sabia que havia alguém olhando por Kinza naquele momento.

Deus estava o tempo todo cuidando deles.

Hamid se afastou e se sentou num monte de lixo perto da casa, onde ficou observando sua irmã.  Ele sentia uma grande tristeza no coração. De repente, ele viu pela janela alguém carregando uma criança no colo. Só podia ser Kinza. Ela estava salva. Ali mesmo, no monte de lixo, Hamid adormeceu.

No outro dia pela manhã, ele caminhou até a cidade á procura de comida. Ele foi a um mercado onde encontrou uma barraca de panquecas. Ali ele conseguiu um trabalho em troca da comida. Assim ele passou os próximos dias dormindo com alguns meninos da rua e ajudando o senhor da barraca de panquecas.

A ajuda de Deus vem através de pessoas que o amam. Como essa missionária que ajudou Kinza.

Você também pode ajudar alguém em necessidade, você também estará sendo um instrumento de Deus.

“Ei, você quer ir para um lugar que tem comida?” – Perguntaram os meninos de rua para Hamid.

Logo Hamid percebeu que estavam indo à casa da enfermeira. Ele entrou com as crianças, e assim já poderia certificar de que Kinza estava bem. Ele não queria ser descoberto, pois tinha medo.

Antes de dar a comida, a enfermeira falou sobre Jesus. Falou que Ele morreu por todos nós e quer nos perdoar e morar em  nossos  coração.

Hamid ouviu com atenção. Ele queria que Jesus entrasse em seu coração.   A enfermeira percebeu que  Hamid queria tomar uma decisão e convidou para ficar após  o programa.

Ele convidou Jesus para que entrasse em sua vida.  Enquanto ele falava, Kinza ouviu a voz tão conhecida e se aproximou dele e o abraçou. Hamid não queria que a enfermeira soubesse que era irmão, mas não aguentou e a abraçou também.

A enfermeira percebeu que os dois se conheciam. Então Hamid decidiu contar sua história.

Hamid foi salvo por Jesus. Ele era um muçulmano que aceitou a Jesus em sua vida.  Jesus aceita a todos, independentes de sua raça ou religião.

Kinza ficou um tempo morando com a enfermeira. Mas o padrasto descobriu a casa e tentou roubá-la.

Mas Deus a protegeu, e a enfermeira conseguiu a Kinza de volta.

Kinza foi adotada por uma família cristã e foi morar na  Inglaterra. Lá ela teve  oportunidade de aprender a ler e escrever numa escola para cegos.

Hamid, após alguns meses morando com a enfermeira, decidiu voltar para casa. Era época da colheita e ele queria ajudar sua mãe. Não seria fácil encontrar o padrasto, mas ele se sentia seguro nos braços de Deus. Sua missão com Kinza estava comprida, mas faltava mais uma missão: falar de  Jesus para sua mãe, para que ela também fosse salva.

Assim, feliz, Hamid voltou para casa. Sua mãe o abraçou e os dois choraram de alegria.

Como as pessoas poderão crer no Deus verdadeiro se ninguém for falar a eles?  Existem missionários que vão falar de Jesus às pessoas. Mas é difícil. Muitos são perseguidos por causa disso.   Por isso, precisamos orar muito por eles.

 

 

 

 

 

Uma oportunidade

Olá!

Hoje eu vou compartilhar com vocês uma linda história, do cego Bartimeu curado por Jesus. Essa história traz dicas de como vocês podem contá-la e interagir com as crianças. O material foi elaborado pela Lina, do site Linólica Kids e a postagem original vocês podem ver clicando aqui.

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Uma oportunidade

cego 3

 

Tudo aconteceu na cidadezinha chamada Jericó.

Lá morava um homem chamado Bartimeu. Ele tinha um sério problema. Ele era cego.

Bom… vamos chamá-lo de o cego Bart.

Todos os dias para Bart eram negros. Ele não conseguia ver nada. Apenas imaginava as coisas.

E como todos sabem… é muito difícil um cego arrumar um emprego, né?

Daí… o jeito era pedir esmola. Ele tinha uma capa, que a usava para se proteger. Ele sentava sobre ela,  e passava o dia inteirinho na rua, sentado, pedindo esmola.

Então vamos imaginar aqui o nosso amigo… o cego Bart?

  clique aqui  para saber  como eu sugiro que ilustre essa história

Essa era a única oportunidade do cego Bart. Passar o dia inteiro… pedindo esmolas…

-Me dá uma esmolinha!   (aproveite para depositar uma moedinha na canequinha)

Agora, vamos deixá-lo aí sentado… já, já a gente volta para falar o que aconteceu com ele.

Porque eu quero contar uma oportunidade que tive. (Nesse momento, relate como foi a sua experiência, ou seu encontro com Cristo resumidamente – eu falei que quando eu era criança (5 anos) eu tinha um sonho de ser rica, por isso, sempre pedia a Deus em oração que meu pai ganhasse na loteria esportiva, mas isso nunca aconteceu. Deus me deu outras oportunidades, uma delas foi de estudar, fiquei maiorzinha e fui trabalhar e mais tarde entrei em uma universidade. Foi na época da universidade que tive a maior oportunidade da minha vida. Um dia, me convidaram para ir à igreja e lá eu tive um encontro com o Senhor Jesus e entreguei a minha vida para ele).

Voltemos agora para o Bart, que não é o Simpson, mas o Bartimeu.

Pobre Bart. Era sempre a mesma coisa… Sentado… Que rotina…

Mas… tinha algo no cego Bart que funcionava bem… Eram os seus ouvidos. Ele ouvia os passos das pessoas. Ele ouvia o comentário delas. Ele ouvia e ficava imaginando como seriam as pessoas. Imaginando as cores, sentindo os cheiros.

Um dia… o cego Bart assentado nas ruas quando ouviu um comentário que muito lhe interessou.

Ele arregalou os ouvidos… só não os olhos, porque ele não podia ver.

Eram algumas pessoas que diziam assim:

-Pois eu não vejo a hora que Ele chegue aqui em Jericó. Dizem que ele é demais!

– Ouvi dizer que um dia ele alimentou muita gente só com 5 pães e  2 peixes.

O cego Bart pensou:  – Quem??? Quem???

Mas logo as pessoas saíram de perto de Bart, e ele ficou querendo saber mais.

Logo… logo… ouviu mais passos apressados e mais comentários.

– Ele é de Nazaré. Tinha um cara que era surdo e gago. Que foi curado com o toque de suas mãos.

O cego Bart pensou novamente:  – De quem eles estão falando????

E novos comentários chegaram aos ouvidos do pobre Bart.

– Ele curou leprosos e fez paralíticos andarem. Esse Jesus de Nazaré só pode ser o messias enviado de Deus.

O cego Bart pensou: –  Taí! Esta é  a minha grande chance! a minha oportunidade! Somente esse Jesus pode me tirar dessa situação.

É Bart… mas nem tudo é tão simples… Como você fará para chegar até a Jesus sem enxergar? E como fará para alcança-lo com tamanha multidão. Isso é muito difícil…

Agora… os barulhos, perto de Bart se intensificaram.

Ele ouvia barulho de multidão. Em que direção estaria Jesus?

Então ele teve uma ideia brilhante.

Começou a gritar:

– Jesus! Filho de Davi!!! Tenha compaixão de mim!

Gritava mais alto, com toda a sua voz.

Ao invés das pessoas ajudarem o cego Bart, deram uma bronca nele. Mandaram que ele calasse  a boca.

Mas… Bart…não obedeceu, pois tudo o que ele queria na vida era ter um encontro com Jesus.

Era a grande oportunidade de Bart.

Somente Jesus poderia ajudar ele a sair daquela situação.

Então ele gritou mais alto, com toda a sua força.

O seu grito chegou ao coração de Jesus e percebeu a fé que o cego Bart tinha.

Mandou seus discípulos chamarem Bart

Os discípulos aproximaram-se de Bart e disseram:

– Tenha ânimo, o mestre te chama.

Bart, nem pensou… que deu um salto e largou sua capa e foi ter com Jesus.

(Nessa hora, estourar a bexiga com as mãos, jogar a toalha no chão – simbolizando que o Bart cego deixou de existir quando foi ter um encontro com Jesus e agora era um novo homem).

Bart, ajudado pelos discípulos, aproxima-se de Jesus que lhe perguntou:

– O que quer eu lhe faça?

– Que eu veja.

– Vá… a tua fé te curou…

Nesse, um clarão foi surgindo nas vistas de Bart. Ele viu em sua frente um homem. Rosto manso, bondoso. Era o rosto do seu Salvador Jesus.

É… Bart recuperou a sua visão.

E ele pode olhar primeiramente para  Jesus primeiramente e assim, pode levar uma vida normal… porque o ex-cego Bart não desperdiçou a sua oportunidade de ter um encontro com Jesus.

Deus nos dá oportunidades. Não desperdice-as, como estudar, trabalhar, fazer coisas boas. Mas a grande oportunidade. A oportunidade das oportunidades é ter um encontro com Jesus. Bart fez a coisa certa…  e você? Também vai fazer como Bart de ter um encontro com Jesus? O momento é esse.

Vamos orar. ( Nesse momento peça para aqueles que querem ter um encontro com Jesus venham a frente e ore com eles)

A boneca que cresceu

Faltava apenas uma semana para o aniversário dos gêmeos, Paulo e Paula. Os dois esperavam ansiosos para que tal dia chegasse. Enquanto os pequenos se alegravam com a aproximação do grande dia, a mamãe deles se preocupava com os presentes que lhes havia de dar. Tudo parecia difícil, pois o casal era pobre e morava numa pequena fazenda. Dona Ana, no entanto, sabia que para as crianças um aniversário sem presentes não seria bom

Uma noite, após terem os gêmeos se recolhido para dormir, o casal conversou sobre o assunto, ficando resolvido que cada um se responsabilizaria por um presente. O pai faria o de Paulo, e a mãe o de Paula. No dia seguinte, Dona Ana deu os primeiros passos para a confecção de seu presente. Tomou um saco de farinha de trigo bem branquinho, e com uma tesoura foi recortando o pano, até que apareceram os braços as pernas, a cabeça e o tronco. Deu um suspiro de alívio, quando viu que ali estava alguma coisa muito parecida com uma boneca. Tomou uma agulha e começou o trabalho de unir a frente às costas. Logo que terminou, verificou que aquilo, para ser uma boneca de verdade, precisava ser cheio de alguma coisa. Nada havia na casa para isto e, por mais que procurasse, não conseguiu achar nada que servisse. Finalmente, teve uma idéia. Tomando nas mãos a casca da boneca, dirigiu-se para o celeiro, onde havia sacas de arroz ainda em casca. E começou a enchê-la, e logo a boneca foi tomando sua verdadeira forma.

Voltando para casa, aproveitou retalhos do vestido de Paula, e em pouco tempo a boneca estava com um maravilhoso vestido, combinando, também, com seu chapeuzinho. Fez os olhos, o nariz, a boca e, para o cabelo usou os fios de cabelo da cauda do cavalo. Os sapatos foram feitos de um pedaço de couro tirado de uma carteira velha.

O sr. José também se apressou na confecção do presente de Paulo. Ele tirou cipós duma árvore, e fez arco e flecha para o tiro ao alvo. Quantos gritos de alegria se ouviu na manhã seguinte, quando as crianças receberam os presentes. Paulo correu para fora e lá começou a brincar.

Paula, por sua vez , achava que não tinha outra boneca mais bonita do que a sua. Pensou imediatamente em lhe dar o nome de Rosaly. Na hora das refeições Rosaly sentava-se à mesa com Paula e tinha que provar de todos os pratos. Após a refeição iam deitar-se juntinhas. Paula queria levá-la, também para a escola, porém sua mãe não consentia. Paula tinha que se separar de Rosaly, deixando-a sentada na melhor cadeira até que voltasse da escola. Algumas semanas depois do aniversário, Paulo e Paula estavam ajudando os pais no plantio de feijão, quando começaram a brincar de correr um atrás do outro. Paulo sem querer, derrubou a lata de feijão, e quando o pai voltou para tirar mais feijão da lata, achou-a virada no chão e o feijão todo espalhado.

– Foi você quem espalhou o feijão, Paulo? – perguntou o pai.

– Oh, não papai. Acho que foi o Rex respondeu Paulo, culpando seu cachorro.

– Paulo, você sabe muito bem quem derrubou a lata de feijão quando corria atrás de mim – Paula logo falou.

– Sendo assim, filho, disse o pai com severidade, você deve voltar para casa e ficar lá até depois da ceia. Não está envergonhado, Paulo, de mentir assim?

Em lugar de sentir vergonha pelo seu pecado, Paulo se zangou com Paula e resolveu vingar-se dela.

– Ela vai se arrepender – disse o baixinho.

Logo que chegou em casa a procurar um meio de praticar sua vingança. Não foi preciso procurar muito, pois, imediatamente encontrou a oportunidade desejada. Ali sobre a cadeira estava Rosaly, a queridinha de Paula.

– Ah! Não poderia encontrar coisa melhor. Paula vai aprender a não falar mal de mim.

Apanhou a boneca pelos cabelos e correu para trás do celeiro. Pensou: Agora aqui ninguém poderá me ver! Mas, Paulo se esqueceu de Alguém que sempre nos vê, não é crianças? Com muita pressa fez um buraco e, enterrando a boneca, pisou com força sobre a terra fofa.

Podemos imaginar como Paula sentia falta da querida boneca. Procurou o dia todo e perguntou muitas vezes a Paulo se ele não sabia onde ela estava. Finalmente papai falou severamente ao seu filho:

– Paulinho, você deve ter escondido a boneca. Dê-lha imediatamente.

Paulo fingia inocência.

– Papai, não tenho a menor idéia do que aconteceu com ela. E fez de conta que ajudava a pobre Paula a procurar a boneca.

Assim os dias iam se passando. Paulo se sentia bem satisfeito até um domingo na igreja quando parecia que o pastor pregava só para ele. O texto era Números 32:33 “Sabei que o vosso pecado vos há de achar.” Paulo não se sentiu bem, mas procurava acalmar a sua consciência.

– Ninguém há de descobrir Rosaly. – disse consigo mesmo – Enganei a todos, saindo com eles para procurar a boneca. Além disso, já se passaram duas semanas e todos se esqueceram do fato.

Mas naquele mesmo dia, logo depois do almoço, um vizinho veio passar umas horas em casa do casal, e perguntou ao Sr. José:

– O que o senhor plantou atrás co celeiro. – Não plantei nada atrás do celeiro, respondeu o Sr. José. Só há mato ali.

– Não?! insistiu o amigo. – Mas há ali alguma coisa nascendo, e o formato dela é interessante.

– Vamos ver o que é. – disseram todos.

A família saiu com o visitante para ver a novidade. Paulo seguiu também.

– Oh! o que pode ser isto? – disse alguém, com admiração. Paulo não podendo conter-se na sua grande admiração, gritou:

– A boneca cresceu! A boneca cresceu! – e continuou:- O pastor tinha razão: SABEI QUE O VOSSO PECADO VOS HÁ DE ACHAR. Na verdade Rosaly cresceu.

Lá estavam os braços e pernas, todo o corpo em broto verde. Paulo não podia pensar que o enchimento da boneca era de arroz com casca. A chuva e o sol fizeram com que o arroz germinasse, crescesse e descobrisse o pecado de Paulo.

Meninos e meninas, vocês acham que é só o pecado de Paulo que Deus vai descobrir?

Não, de fato Ele conhece os pecados de todos. Um dia, mais cedo ou mais tarde, todo pecado que você faz, tem de ser castigado por Deus, porque Ele odeia o pecado. Será que Ele ouviu as mentiras que você falou? Viu quando você brigou e falou nomes feios? Notou quando desobedeceu a mamãe ou ao papai? Deus sabe tudo crianças! E Ele diz que todos são pecadores. Por sermos pecadores , não podemos entrar no céu quando morrermos.Mas Deus nos ama tanto que mandou Seu Filho a este mundo para nos salvar do pecado. Cristo, que nunca pecou, tomou o castigo de nossos pecados. Ele sofreu em nosso lugar quando morreu na cruz.

Crianças, vocês não se sentem tristes por causa de seus pecados? Jesus quer perdoar o seu pecado e limpar o seu coração. Diz em 1 João 1:7 “O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado.” e em 1 João 1: 9 ” Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” Quem quer agora confessar a Deus que é pecador e aceitar a salvação que Ele oferece em Cristo? Assim fazendo, você se torna filho de Deus.Vamos pedir também que Deus nos ajude, como filhos dEle, a vivermos vidas agradáveis a Ele.

 

 

Achei

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Era uma vez um menino que passava as férias em casa de seus avós numa aldeia da Suíça. Ouçam-no contar-lhes uma pequena aventura.

Um dia, ao voltar dum passeio, tirei do bolso um pequenino objeto que eu vira brilhar no chão, no meio da estrada. “Mas é um lindo anel de ouro!” – exclamou o vovó – “Deve ter muito valor. Vamos levá-lo imediatamente ao posto de polícia”. Depois de ter tomado nota do meu nome, o guarda disse, apoiando a mão no meu ombro: “Pois bem, se ninguém reclamar esse anel no prazo de um ano, será seu!”.

Imaginem como eu estava feliz ao voltar para casa: meu, verdadeiramente meu… um anel todo de ouro… daqui a um ano!  E assim aconteceu: um belo dia, saí do posto de polícia com o anel. Estava  tão afobado que cheguei todo ofegante em casa para mostra-lo à família inteira. Pensava possuir uma fortuna, todo o ouro do mundo, quase! No entanto eu nada fizera de extraordinário, apenas achara esse anel.

Porém, alguns anos mais tarde, sabem o que aconteceu? Adivinhem! Fiz outra descoberta mil vezes mais linda. Tinha então 12 anos e o que eu encontrei era meu imediatamente e para sempre. Que maravilha! Encontrei Jesus!!!
Meu amiguinho leitor, este achado é para você também. Como? você talvez nunca tenha a sorte de encontrar um anel, mas tem agora em mãos essa linda história. Você também pode encontrar Jesus! Ele espera ansiosamente por você ! Ele morreu pelos seus pecados! Derramou seu sangue para te salvar. E ao terceiro dia ressuscitou! Você deve estar perguntando como faço pra receber Jesus como meu Salvador? Basta você dizer: “Senhor Jesus! Reconheço que sou um pecador! Mas hoje descobri que o Senhor morreu numa cruz para me salvar! Convido-te agora pra vir morar em meu coração, perdoar meus pecados e venha ser o Senhor da minha vida!  Em nome de Jesus! Amém.
Tenho certeza que agora você encontrou Jesus e Ele é e será o maior achado de sua vida.

Fonte: Livro “Achei” – Hélene e Samuel Grandjean, traduzido por Florita Mazloum

A menina que aprendeu a ser feliz!

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Maria era uma menina muito chorona, que se achava feia. Ela nasceu num país onde é proibido construir igrejas e, por isso, nunca tinha ouvido falar de Jesus. Mas um dia uma família muito especial foi morar ao lado da casa de Maria. Era uma família de missionários que tinha se mudado para lá só pra falar àquelas pessoas do amor de Deus. Nessa familia haviam duas crianças: Rita e Pedrinho. Maria ficou impressionada quando viu seus vizinhos brincando pela primeira vez, eles pareciam tão alegres, riam o tempo todo e cantavam músicas tão lindas! Até que um dia ela foi brincar com eles, e já no meio da brincadeira, Rita e Pedrinho ensinaram um versinho assim:

“Jesus ama as criancinhas,
não importa qual a cor.
Brancas, negras ou moreninhas,
todas têm o seu valor.
Deus as fez todas lindas,
e Ele as quer com muito amor!”

Maria gostou, mas não entendeu. Quem era esse homem tão bom que amava todas crianças? E então seus amiguinhos mostraram na Biblia a história de Jesus, que um dia morreu pregado numa cruz por tanto nos amar. E ela aprendeu que Ele ainda nos ama do jeito que nós somos, não importa se somos gordos ou magros, de nariz grande ou pequeno, cabelos claros ou escuros… Maria ficou tão feliz em saber que Deus a ama e a acha bonita, que parou de ser chorona. Ela e sua familia deixaram que Jesus viesse morar em seus corações e agora todos os dias lêem a Biblia, oram e agradecem a Deus por tanta alegria!

Fique Ligado:
Você sabia que no mundo há mesmo países onde nínguem sabe quem é Jesus é proibido falar dele? É por isso que Deus pede que sejamos missionários, indo para todos os lados, falar do seu amor.

Que ser um missionário? Você nem precisa ir muito longe para fazer isso começar a falar de Jesus aos seus amigos e familiares!

E não se esqueça: se Deus nos ama como somos, ninguém deve sair por aí rindo dos outros…

A histórinha da menina que aprendeu a ser feliz, foi tirado: http://kids-eucreio.com. O portal da fé.

O livro que custou três côcos

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O coqueiro era tão alto, tão alto, que quando uma pessoa ficava embaixo, junto do tronco, e olhava bem para cima, parecia que as folhas tocavam o céu. Vendo o coqueiro, você pensaria que somente um macaco muito vivo poderia subir nele, mas isto é porque você ainda não conhece Zé.
O nome Zé quer dizer, em língua africana, leopardo. Mas Zé não era leopardo. Zé era só um menino. Ele costumava subir naquele tronco tão alto, tão alto, em qualquer hora que tivesse fome ou desejasse tomar água de côco.
Mas chegou um dia quando foi proibido a Zé subir no coqueiro. Não porque sua mãe tivesse medo que ele caísse e quebrasse a cabeça. Não! Não era por isso de jeito nenhum. Ela nunca se preocupava muito com Zé. Quem proibiu foi um homem daquela vila que o povo julgava que sabia todas as coisas. (Mas logo descobriremos que, na verdade, ele não sabia de nada.)
O caso foi este:
O pai de Zé começou a sentir dor muito grande no braço. Como era de costume do povo, ele foi perguntar ao feiticeiro, que era o tal homem sabido, qual era a causa da dor. Seria feitiço de algum inimigo, ou era um espírito mau? O feiticeiro disse ao pai do Zé:
– Ah! Ah! Você deve estar enfeitiçado pelo espírito que mora naquele coqueiro. Veja, a sombra dele cai bem na porta de sua casa. Com certeza você ficará enfeitiçado toda vez que a sombra chega. O que deve fazer é deixar de comer os côcos daquele coqueiro. Ninguém de sua família deve subir ou tocar nele, a partir de hoje. Isto fica inteiramente proibido. Somente assim você ficará bom.
Este conselho esquisito mostrava que o feiticeiro não era tão sábio como as pessoas o julgavam, especialmente em negócio de dores no braço! Mas, de qualquer maneira, a ordem para que ninguém tocasse mais naquele coqueiro espalhou-se pela família de Zé. Toda manhã, porém, alguém precisava lembrar a proibição a Zé, porque ele tinha tanta tentação de subir…
Mas a verdade é que os membros da família ficaram com medo até de passar pela porta quando a sombra do coqueiro caía sobre ela.
A mãe de Zé teceu um cinto de talo de capim. Era um cinto enfeitado com guizos, alguns dentes de cães presos aqui e ali e as quatro garras de um grande leão. O pai de Zé amarrou o cinto no tronco do coqueiro. Colocou creme de amendoim numa folha, no chão perto do tronco e, em voz alta, suplicou:
– Espírito do coqueiro! Venha comer este creme delicioso e admirar este lindo cinto! Mas, eu lhe suplico, faça com que meu braço deixe de coçar e doer.
Depois disto tudo ele esperou melhorar, mas… Acredite você que o seu braço continuou a doer do mesmo jeito.
Foi então que um missionário chegou àquela vila. Quase a toda hora ele era visto sentado entre os homens falando sobre o Deus do céu. Nenhum deles tinha antes ouvido dizer que existe um Deus no céu. E agora, estava ali aquele homem lhe dizendo isto:
– O maravilhoso Deus do céu criou o mundo inteiro e o encheu de coisas boas para felicidade de todos – grandes e pequenos. Por isso o homem pode ter roupas para vestir, alimento para comer, belezas para ver, música e vozes para ouvir.
Outras vezes o homem dizia:
– Cada folha é um presente de Deus. Ele quer que vocês aproveitem cada planta, cada banana, cada amendoim, cada côco. Ele fez tudo isso para vocês.
Oh! Quantas vezes ele teve de contar as mesmas histórias e cada vez que falava mostrava um livro preto, o Livro de Deus, como o chamava. Zé gostava de esfregar o nariz na capa do livro e cheirar o couro.
– Que cheirinho bom! – dizia.
Um dia, o Missionário, o novo amigo de Zé, disse:
– Zé, posso vender-lhe uma Bíblia.
Zé tremeu de emoção ao ouvir a declaração do homem. Pensava como iria ficar importante sendo a única pessoa da vila a possuir um livro!
– Mas como posso pagar-lhe a Bíblia?  – perguntou-lhe.
O missionário olhou em volta, depois olhou para cima e para baixo, como se estivesse procurando um meio de Zé pagar-lhe, e então disse:
– Já sei! Suba no coqueiro e me traga três côcos. Com eles você pagará a sua Bíblia.
Mas Zé ficou parado e triste, balançando a cabeça. Finalmente disse:
– O homem pede a coisa que Zé não tem coragem de fazer. Aquele coqueiro enfeitiçou alguém de minha família. Não podemos mais tocar nele.
– Ora, Zé! respondeu o homem branco. – Quantas vezes eu tenho dito que Deus fez todas as coisas para o homem gozar? Também ele lhe deu aqueles três côcos, Zé.
– Não, não, os côcos, não! gritou Zé. – Oh, se o senhor tivesse visto como o braço de meu pai doía, coçava e inchava! O feiticeiro disse que meu pai estava enfeitiçado pelo espírito do coqueiro. Ele aconselhou nossa família a nunca mais tocar naquele coqueiro. Só assim o braço de meu pai ficaria bom.
O missionário disse:
– Sim, seu pai me mostrou o braço. Mas apesar de enfeitar o tronco com um cinto bonito, apesar de fazer presente de creme de amendoim e orar ao espírito do coqueiro, o braço continuou a doer, não é mesmo, Zé?
– É verdade –  disse Zé.
– Bem –  disse o missionário – foi então que eu cheguei. Todo dia friccionava remédio no braço de seu pai, a dor passou e foi assim que ele ficou bom, não é verdade?
– É, sim. – disse Zé.
– Então, meu caro menino, veja como o coqueiro não tem culpa de nada. O Senhor Deus fez o coqueiro crescer e dar côcos para o uso de sua família. O coqueiro não fez mal a ninguém. Aqui está a Bíblia. Fique com ela e lembre-se de que você poderá pagar-me com três côcos.
O missionário foi-se embora, e o pobre Zé ficou num pé e noutro. Teria coragem de subir? Teria coragem mesmo?
Finalmente colocou os braços e as pernas ao redor do tronco e começou a subir. Subiu, subiu, subiu, até que chegou bem em cima onde estavam os côcos. Um a um ele os tirou e jogou no chão. depois começou a descer escorregando, o coração batendo tanto, tanto… Não tinha certeza de que não havia no coqueiro um espírito mau que poderia enfeitiçá-lo.
Naquele momento seu pai apareceu. Zé correu para encontrá-lo.
– Seu braço está doendo, papai?
– Não, não dói desde que o homem o curou.
– Mas, papai, não está agora mesmo doendo um pouco?
– Não, mas por que ia doer agora?
 
Oh! – chorou Zé. Se o senhor soubesse o que eu fiz! Subi no coqueiro! Foi o missionário que me pediu para tirar os côcos. Ele me escolheu, entre todos os meninos da vila, para receber uma Bíblia. E os côcos são para pagar a Bíblia.
O pai de Zé riu muito.
– Ora, meu filho, disse ele. O missionário sabe muito bem o que faz. Ele já deu uma Bíblia a cada menino da vila, e cada um tem que pagar-lhe fazendo alguma coisa que ele não pode fazer. Pedindo para você tirar os três côcos, ele quer ensinar que não devemos ter medo, nem mesmo de feitiço e de espíritos maus. O homem branco diz que vocês, meninos, podem aprender em pouco tempo este negócio chamado leitura. Quando puderem ler a Bíblia para nós, o povo deixará de viver sempre com medo e ficaremos todos alegres.
E foi isso mesmo o que aconteceu! Quando as crianças puderam ler os versículos da Bíblia para seus pais, o medo dos espíritos maus começou a desaparecer. Também o coração das pessoas começou a mudar. A mãe de Zé agora cuidava bem dele.
A família de Zé pensou que o Salmo 121 tivesse sido escrito especialmente para eles, para lhes ensinar que não deviam temer a sombra do coqueiro, pois esse Salmo 121 diz assim:
“O Senhor é a tua sombra à tua direita.”
“O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre”.
* História adaptada do livro “Histórias para você” – coleção Gertrude S. Mason.

Tico e Teco

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Na fazenda do Sr. João, tinha um lago muito grande e bonito. Mas dona Dedé, uma patinha que vivia ali, se sentia muito infeliz apesar de toda aquela beleza. Ela não encontrava nenhum amiguinho para brincar com ela. É verdade que na fazenda viviam outros tipos de animais que falavam outras línguas e passavam conversando horas e horas. Mas a coitadinha da dona Dedé vivia tão sozinha e não encontrava ninguém para conversar com ela. Ninguém a compreendia, mas ela não perdia a esperança de encontrar alguém. Logo de manhãzinha ia para o lago. Upa! Colocava uma patinha na água para ver se estava quente. Upa! Colocava a outra.
– Quém! Quém! Quém! Quém!
E ninguém respondia. Vendo um sapo sentado numa pedra, cumprimentou toda sorridente.
– Quém! Quém! Quém! Bom dia seu sapo. O sr. acha que vai chover?
– Hum! Hum! Hum! Hum!
“Ai! Que vida sem graça era aquela.” Pensou Dedé. E era mesmo.
Na mesma estrada, mais abaixo, morava o sr. Antônio, dono de outro fazenda. Naquele dia, por engano, colocou dois ovos de pata embaixo da galinha Cocota. Dona Cocota, que era conhecida pela redondeza como uma mãezinha muito boa e carinhosa, logo se sentou sobre os ovos. E ali ficou esperando pacientemente que seus filhinhos nascessem. Até um dia…
Ah! Ali estavam seus filhotes! Todos tão bonitinhos, redondinhos, amarelinhos, iguaizinhos. Não, não, não. Esperem um pouco. Dois são diferentes. Têm bicos chatos e suas patinhas são emendadas, parecendo um leque.
– Que será isso? – pensou dona Cocota. E resolveu verificar.
– Có, có, có, có, có.
E os pintinhos responderam:
– Piu, piu, piu, piu.
Mas os patinhos disseram:
– Quém, quém, quém.
– Cocoró! Não, não, não, não façam assim. Fale assim comigo: Cocoró!
E eles respondiam:
– Quém, quém, quém.
Bem, bem. Dona Cocota viu que nada podia fazer. E resolveu chamar um Tico e o outro Teco. E começou a criá-los como se fossem seus filhotes de verdade. Pobre dona Cocota! Ela fazia tudo para ver seus filhos contentes. Mas Tico e Teco quanto mais cresciam, mais se sentiam infelizes e tristes. E dona Cocota sempre correndo de um lado para o outro. Procurando comidinha especial para eles. Pegava minhocas, bichinhos e chamava seus filhinhos:
– Có, có, có, có, venham comer! Venham tomar vitamina C!
E todos vinham correndo.
Sim, sim. Dona Cocota era mesmo uma mãezinha cuidadosa e ninguém podia dizer nada contra ela. Mas ouçam só o que aconteceu naquela noite de chuva… O céu começou a escurecer. Arranjando um temporal! Relâmpago, trovões… E dona Cocota começou a chamar seus filhinhos:
– Có, có, có.
E todos vieram correndo bem depressa, esconderam-se debaixo das asas da mamãe. Mas onde está Tico e Teco? Ah! Lá ficaram eles tomando toda aquela chuva. Pisavam nas poças de água e como se divertiam! E naquela noite, todos estavam acomodados para dormir. Tico e Teco começaram a conversar:
– Quém, quém! Tico, você está dormindo?
– Não, eu também não consigo dormir.
– Sabe Tico, eu tenho um negócio aqui dentro de mim que eu não sei o que é. Você sabe?
– Eu não sei. Você sente também?
– Como se fosse uma fome. Eu estou desconfiado de que nós não nascemos para essa vida.
– Acho que a gente nasceu para outra coisa que a gente nem experimentou.
– Pis, pis, pis, pis. Có, có, có.
Dona Cocota chamou a atenção deles e mandou ficarem quietinhos para descansar. E com carinho começou a cantar:
– Có, có, có, có, có, có, có, có, có, có…
O luar encheu a casinha deles, e em breve até dona Cocota já estava dormindo. Na manhã seguinte, seu Antônio foi conversar com seu João.
– Bom dia, sr. João! O sr. quer dois patinhos?
– Uai, sr. Antônio! O sr. está vendendo?
– Eu tenho lá em casa dois e como eles não têm água para brincar, pensei no senhor com esse lago tão bonito… Talvez o sr. quisesse os patinhos para enfeitar.
E assim Tico e Teco mudaram para a fazenda do sr. João. Vocês se lembram quem vive naquela fazenda? Isso mesmo! Dona Dedé, a pata que se sentia tão sozinha. Naquela manhã, ela saiu como de costume e foi para o lago tomar banho. E nisto ela ouviu:
– Quém, quém, quém.
Ela apurou os ouvidos e ouviu novamente:
– Quém, quém, quém.
Aquela era sua língua! Olhou de um lado, olhou de outro, nadou para lá, nadou para cá e viu um sapinho sentado sobre a pedra.
– Quém, quém! Você me chamou? Você falou comigo?
Pluft! O sapinho mergulhou sem mesmo responder. Mas aí ela ouviu de novo.
– Quém, quém, quém.
Nadou outra vez de um lado para o outro, esticou o pescoço. Afinal ela viu Tico e Teco, sentadinhos à beira do lago. Ela saiu nadando o mais depressa que podia, gritando:
– Quém, quém, quém! Venham meninos, venham! A água está uma delícia, uma delícia!
Mas eles colocaram uma patinha na água. Tóin! Tiraram depressa, puseram outra patinha. Tóin! Tiraram outra vez. Eles tinham medo.
– Quém, quém, quém! Vamos, vamos, não tenham medo, a água é sua amiga! Entrem com confiança, vocês têm que dar o primeiro passo.
E assim eles fizeram. Colocaram uma pata, colocaram outra pata e foram saindo, saindo e num instante estavam nadando. Deram uma volta no lago, enquanto Dedé nadava ao lado deles, dizendo:
– Quém, quém, quém! Vocês agora são meus filhinhos!
– Quém, quém, quém! Que bom! Que bom! Descobrimos! Foi para isso que nós nascemos, por isso nossas patinhas são assim feito leque. Que gostoso!…
Eles ficaram tão felizes! Porque afinal eles descobriram sua verdadeira natureza. E que Deus não errou ao fazer suas patinhas daquele jeito e aquele gosto especial pela água.
Você sabia que Deus fez você para Ele? E no seu coraçãozinho colocou uma fome muito grande que só vai terminar quando você for até Ele? Deus Pai através de Jesus Cristo. Mas você tem que dar o primeiro passo, aceitando Jesus como seu Salvador. E depois você deve fazer como os patinhos fizeram no lago. Você deve se entregar a Jesus sem medo, com confiança total.

Fonte: Tia Ester

D. Lídia – A vendedora de púpura

Texto base: Atos 16:12-15 – Adaptação: Lina

(PV 30:25) “As formigas não são um povo forte, todavia no verão preparam a sua comida”

Às vezes, a gente nem vê as formiguinhas, de tão pequeninas que elas são, mas Deus as criou para que a gente aprendesse também com elas. Elas sabem usar o seu dom, trabalhando, construindo formigueiros, guardando comida.

Sabe, tem pessoas que a gente vê na Bíblia que parecem como formiguinhas. A historinha delas é pequenininha, mas é muito importante aprender com essas pessoas. Mas essas pessoas têm um dom especial. Um talento especial e não desperdiçam aquilo que Deus nos deu.

Deus nos dá habilidades e é importante a gente saber usar sempre esse talento que Deus nos deu para engrandecer o nome de Deus.

E uma delas é Lídia. Mas… quem era Lídia? A sua historia está na Bíblia em poucas palavras, mas é muito linda a sua história.

Era uma vez uma mulher chamada Lídia. Ela era muito boazinha e também ela era rica. Puxa!!! Era rica???
Sim, sabe por quê? Ela tinha uma casa muito grande e gostava de receber as pessoas em sua casa.

Dona Lídia era uma vendedora. Sabe o que ela vendia? Púrpura.

Mas… o que é púrpura???
A púrpura era uma tinta vermelha extraída de moluscos. Antigamente as pessoas não tinham roupas tão coloridas como a nossa. Eram sempre da mesma cor. E as pessoas enjoavam daquela cor. Então, descobriram que do molusco conseguia extrair uma espécie de tinta vermelha. Puxa! As pessoas ficaram contentes, pois poderiam ter roupas vermelhas. Eba!

Mas tinha um probleminha… Aquela tinta era muuuuuito cara. E só as pessoas ricas podiam comprá-la, porque custava muito dinheiro.
Dona Lídia, vendia dessa tal púrpura para as pessoas. Ia nos palácios, conversava com os ministros, tesoureiros, príncipes e vendia a sua púrpura. E ela era muito inteligente… Sabia fazer as contas direitinho, e ninguém enganava ela. Por isso ela era muito respeitada onde ela morava.

Mas a Dona Lídia, não gostava de uma coisa lá no lugar onde ela morava. As pessoas não acreditavam no nosso Deus criador de todas as coisas. Eles tinham vários deuses, e ficavam adorando aquelas imagens. Puxa… Dona Lídia não gostava daquilo, então ela decidiu a crer e temer somente no Deus dos judeus, que é o criador de todas as coisas.

Ali, na cidade de Filipos, que era onde Dona Lídia morava, tinha uma rio. E sabe o que ela gostava de fazer na beira daquele rio? Será que ela ia pescar? Não… Ela e outras mulheres gostavam de ir na beira daquele rio para orar. Conversar com Deus. Pedir proteção de Deus… Agradecer a Deus.

E lá estava Dona Lídia, na beira daquele rio, quando, de repente, ela viu que alguns homens se aproximaram.

Ai… quem seria??? Seriam ladrões???

Quem poderia defendê-las? Só tinha mulheres ali… Mas elas confiaram em Deus. E quando aqueles homens se aproximaram. Elas perceberam que eram pessoas de bem.

Um deles, chamado Paulo, falou que o Deus criador de todas as coisas enviou o seu filho Jesus para morrer pelos nossos pecados. Dona Lídia escutou atentamente. Nunca tinha ouvido aquilo. Para ela aquilo era novidade. Paulo também disse que Jesus morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou. E quem cresse em Jesus filho de Deus e fosse batizado, seria salvo.

Dona Lídia não pensou duas vezes. Ela logo quis se batizar e depois foram as pessoas da sua casa. Foi uma festa! Dona Lídia ficou feliz, porque agora tinha Jesus. E assim, ela convidou aquele homem – que era Paulo e seus amigos para ficarem em sua casa, porque eles nem tinham onde dormir. E lá, Dona Lídia, deu comida para eles, e preparou-lhes um quarto bem confortável.

Eles foram embora, mas ali, naquele cidade onde Dona Lídia morava foi estabelecida a igreja de Filipos. Muitos daqueles homens que adoravam aqueles deuses estranhos que dona Lídia não gostava, se converteram e foram batizados em nome de Jesus. E assim o evangelho ali em Filipos foi crescendo e quem tomou a primeira decisão ali foi a dona Lídia, a nossa vendedora de púrpuras. Que tem uma historia tão pequena como uma formiguinha, mas que foi muito importante para a igreja de Jesus. Que soube usar a sua profissão, ganhando muito dinheiro e ajudando as pessoas.

Extraído do site: http://www.linolica.com.br

Os últimos pontos de mamãe

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Eu chegara apressada em casa aquela tarde
Correndo, aproximei-me de mamãe
E com Alarido, a fremir de entusiasmo e regozijo
Dei-lhe a noticia, alvissareira,
Do aniversário de Letícia
A amiga dedicada e boa companheira de estudos
“Mamãe, fui convidada
A ir também à festa
Como não tenho roupa apropriada
Só me resta esperar que a senhora,
Apronte sem demora a blusa escocesa que vovó me deu.
Ficaria muito bem com a saia de lã
Brilharei com certeza
Na festa de amanhã!”
Mamãe olhou-me, suave como sempre
E apenas suspirou.
Notei em seu semblante uma expressão de dor,
De doença e fadiga
Que ela sempre amiga
Procurava ocultar num sorriso de amor.
Saí a preparar as minhas lições,
Depois fui ler histórias no jardim
E quando a tarde chegava ao fim,
Fui ver se o meu pedido
Já fora atendido.
Na sala quase escura
Avistei a costura
Dobrada com cuidado
Junto á máquina,
Ao desdobrá-la
Indiscutível foi meu desagrado
Apanhei o trabalho bruscamente
E fui apresentar à mamãe que na cozinha
Ultimava o jantar.

Meu rosto bem traía
O que eu sentia
“Mamãe”, disse-lhe então
“Eu lhe agradeço
A atenção que não mereço
Mas se a senhora não se incomoda
Digo-lhe agora
Que não gostei da blusa.
A senhora bem vê que não está na moda”.
Mamãe olhou-me o rosto descontente
Todavia, não teve, o olhar de quem acusa
Mas sim o merencório olhar de uma doente.

Logo depois do jantar, eu a vi caminhar
Com passos arrastados
Para junto da máquina.
Seu rosto tornara-se macilento
E a costura tremia em suas mãos por um momento
Tristeza estranha me invadiu a alma
Senti quão rude fora, entretanto, o orgulho e a vaidade
Aniquilavam logo aquele sentimento
Que seria talvez de piedade
Ou uma espécie de arrependimento,
No outro dia, cedo ainda,
Mamãe com fraca voz se pôs a me chamar.
Estranhei, fui ao quarto dela correndo
E lá bem junto ao leito pude ver,
À frouxa luz da vela.
A blusa que mamãe estivera a fazer.
“Querida”, disse ela, “estou muito doente,
Entretanto ainda hoje espero levantar
E então darei os derradeiros pontos, alguns somente
Para a blusa terminar
Será que agora vais ficar contente?”
Seu rosto iluminou-se docemente
Ao proferir as palavras últimas que de mamãe ouvi
Pois naquele mesmo dia
Quando no acaso o sol em agonia
Descansava do mundo e sua lida
Aquela que era o sol de minha vida.
Muito chorei arrependida de ter sido tão exigente
Em minha vaidade desmedida e hoje ainda
Choro amargurada ao contemplar a blusa inacabada
Onde está presa a agulha enferrujada
Com os derradeiros pontos que mamãe nunca mais deu!

Fonte: www.jovemadventista.com.br