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O que Mariana mais amava

 

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“Nós temos 24 horas para sair de casa! Se não fizermos isso, vão explodir a casa com nossa família dentro”, disse o pai Jonas, depois de ler uma carta que colocaram debaixo da porta naquela manhã. Papai Jonas andava de um lado para outro dentro da casa. Ele ia sentir muitas saudades de lá. Afinal de contas, ele havia nascido naquele lugar! A casa tinha sido de seu pai, de seu avó, e agora ele e sua família eram obrigados a deixá-la.

Nesse meio de tempo, a mamãe Marta e suas filhas Mariana e Priscila estavam fazendo as malas, decidindo o que levar ou não. De repente, Mariana começou a chorar, falando com sua mãe: “Eu  quero  levar  isso  comigo!”. Papai  Jonas vai para o quarto e vê sua esposa em dúvida e a filhinha chorando.

“Papai, eu quero levar minha Bíblia colorida comigo. Eu posso deixar todas roupas e até meus brinquedos aqui em casa, mas eu quero levar a Bíblia comigo. Ela tem desenhos e eu quero ler pra mamãe que não sabe ler. Por que é tão difícil levar o meu livro preferido com a gente?”

O papai fica sem saber o que fazer. Levar uma Bíblia na mala, mesmo sendo uma Bíblia infantil é muito perigoso. As pessoas que tinham ameaçado explodir sua casa haviam feito isso porque Jonas e sua família eram cristãos.  Elas não gostavam nem um pouco da Bíblia. Mas aquela bíblia era muito querida para sua filhinha Mariana. Eles poderiam ser parados pela policia, que poderia revistar suas malas e encontrar a Bíblia.

Mas valia a pena. O que ele iria perder se a Bíblia fosse encontrada? Talvez Mariana ficasse sem ela, mas Deus iria providenciar outra, quando terminasse a viagem.

“Certo Mariana, você pode levar sua Bíblia, mas enquanto faz as malas, ore e peça para Deus protegê-la, e nos proteger também. Agora nossa viagem será cheia de fé, e esperança”.

O quanto você ama sua Bíblia? Ela é como uma carta que Deus escreveu para nós, dizendo que nos ama, e nos ensinando a amá-lo do mesmo modo.  Mariana amava tanto sua Bíblia que preferia ficar sem seus brinquedos do que sem ela.

Há outras crianças no mundo que não têm uma Bíblia, diferente de Mariana que morava no Iraque, e de você aqui no Brasil. Às vezes, a Bíblia é cara demais para seus pais comprarem, ou em seu país nem conhecem a Bíblia! Essas crianças estão espalhadas pelo mundo.

Uma das coisas que a Portas Abertas faz é distribuir Bíblias para cristãos que não têm, tanto para os adultos quanto para crianças.  O que nós queremos é que cada cristão tenha uma Bíblia para ler, e que todos eles a amem, assim como Mariana amava a dela.

 

(extraído do site Portas abertas)

Conheça mais sobre a missão Portas Abertas no site. Veja noticias sobre as crianças perseguidas em http://www.portasabertas.org.br/noticias/crianças.asp

 

 

 

 

Uma jornada de coragem

(Extraído do livro “Pão Diário traz surpresas para hoje 2009: meditações diárias. / Christel Grigull. – São Bento do Sul: Editora União Cristã, 2008. )

 

 

A história de Hamid e sua irmãzinha Kinza  é muito emocionante. Eles viviam em Marrocos, na África.

O menino Hamid  tinha 11 anos, mas já cuidava muito bem das cabras.  Antes de seu pai morrer,  há dois anos, ele brincava muito. Mas sua mãe casou novamente, e o padrasto mandava Hamid trabalhar duro.  Hamid pensava em muitas coisas que mudaram em sua casa  ultimamente.

Seu padrasto não gostava dele  e nem da sua irmãzinha chamada  Kinza. O padrasto tinha duas mulheres, uma mais velha, que não tinha filhos, e sua mãe.  A mais velha tratava a todos com desprezo. Sua mãe andava muito triste, mas ela dizia que é por causa da Kinza.

“Hamid, Hamid!” Seu amigo veio correndo e gritando. “Sua mãe está chamando você! Vá rápido”.

Hamid saiu correndo. Algo deve ter acontecido. Sua mãe estava sentada no poço onde acostumava buscar água.  Kinza estava amarrada às costas com um grande pano.

Depressa eles se afastaram um pouco para um lugar onde ninguém  podia ouvi-los.

“Olhe bem para sua irmãzinha, Hamid”. Falou mamãe, baixinho.  “Mostre estas flores e lhe dê um sorriso”  Hamid fez o que mamãe pediu. Mas a irmãzinha não olhou as flores e nem o sorriu.

Ele balançou a mão na frente dos seus olhos, mas eles nem se mexeram. De repente, Hamid entendeu. “Ela é… é cega, mamãe”.

“Sim ela é cega, Hamid. Venha comigo, vamos rezar ao santo”. Infelizmente, a família de Hamid não conhecia a Deus. Eles adoravam a um outro deus. Eles adoravam um deus, chamado Alá, e oravam no túmulo do profeta de Alá, chamado Maomé. Eles eram da religião Islâmica.

Kinza não foi curada pelas orações. Hamid pensou que talvez Alá não se importasse com ela e por isso ele a deixou viver na escuridão. Talvez Alá achasse que menininhas não são importantes.

Hamid sentia muita pena da Kinza, pois tem muito medo da escuridão. Ele aprendeu que os espíritos  maus andam na escuridão.

Naquele dia, quando seu padrasto chegou em casa, a outra mulher dele pegou Kinza à força e mostrou ao marido. Ele percebeu que Kinza estava cega. A mãe e Hamid ficaram com muito medo. Mas o padrasto não ficou bravo. Ele achou que era bom, pois meninas cegas rendem um bom dinheiro de esmolas.

Jesus fala de uma luz diferente:  a “luz do coração”.  É essa luz que Hamid e sua família não conheciam.

Talvez você também não goste da escuridão, pois muitos não gostam. Mas lembre-se: O que importa é que você tenha a luz de Jesus, pois ela lhe mostrará o caminho certo para Deus.

Todos os dias, o padrasto entregava Kinza para um velho mendigo, que a levava à cidade para pedir esmolas. Hamid que buscava sua irmã no final do dia, percebia que o velho mendigo não a tratava muito bem. Além disso, ele cheirava muito mal.

Certa noite Hamid acordou assustado e percebeu que os adultos estavam conversando.  Ele ouviu seu padrasto dizer: “É a única chance que temos para Kinza. O mendigo precisava mudar de cidade e quer levá-la junto. Amanhã mesmo eu a darei para ele levar. “A mamãe estava chorando e dizia: Ela vai morrer! Ela não pode ir!”

Hamid ouviu assustado . Ele esperou acordado naquela noite, e quando todos estavam dormindo, ele foi bem quietinho até a cama da mamãe e lhe disse no ouvido. “Mamãe, não se preocupe, não vou deixar que levem  Kinza”.

Hamid tinha muita fé, mas no deus errado. Ele queria ser corajoso, mas estava com muito medo. Nós também  passamos por momentos difíceis. Mas a diferença é que podemos ter fé no único Deus verdadeiro. Seu filho Jesus falou estas  palavras  “Não tenha medo! Tenha fé”.

O padrasto queria vender Kinza para o mendigo. O que fazer?  Hamid queria encontrar uma saída. Hamid levantou bem cedo e, enquanto tomava café, sua mãe fez um sinal para ele. Sem que alguém percebesse. Ele seguiu sua mãe para o celeiro onde ela triturava milho. Bem baixinho, ela falou: “Hamid, escute meu filho. Você precisa me ajudar. Eu sei que você tem apenas 11 anos, mas é muito corajoso. Eu lembro que, quando você era bebê, seu pai e eu viajamos para o outro lado da montanha, um lugar sagrado onde fomos adorar ao santo  Maomé. Mas você ficou muito doente, com muita febre. Então uma mulher me ajudou e me levou a uma casa de uma senhora inglesa. Eu tive medo, pois não tinha dinheiro para pagar. Mas ela me atendeu com muito amor e não cobrou nada. Ela disse que fazia isso por amor a seu Deus, que ela chamava de Jesus”.

Será que a mãe e Hamid irão conseguir encontrar essa mulher?

Hamid continuou ouvindo atentamente a história que mamãe lhe contou.

“Sabe, Hamid, eu nunca esqueci que na sala de espera da enfermeira inglesa eu vi um quadro onde havia um homem com um rosto muito bondoso, segurando uma criança no colo. Perguntei à enfermeira quem era, e ela respondeu: é Jesus.  Ele ama a todos. A enfermeira segurou você no colo com muito amor e lhe deu remédio, e você ficou bom. Eu quero que você leve Kinza até lá”.

“Eu mamãe? Levar Kinza para lá?” Hamid começou a tremer. “Eu não posso… não sei o caminho”.   “ Não se preocupe, eu vou lhe explicar tudo”.

Se Hamid conhecesse Jesus, ele com certeza  se sentiria melhor. Mesmo assim, Deus estava com ele. Mesmo que ele não soubesse disso.

Mamãe explicou em detalhes por onde Hamid deveria andar. “Talvez alguém lhe dê carona, mas você tem que andar depressa e sair logo, antes que Kinza seja vendida para aquele mendigo. Talvez Alá lhe proteja”.

Hamid não queria que sua querida irmã fosse vendida, mas ele ficou com muito medo.

E se não der certo? Se eu me perder?  Mas, apesar da preocupação e do medo, ele queria tentar.

Quando a noite chegou, seu coração estava acelerado. Ele deitou-se  em seu colchão e ficou esperando a hora que todos fossem dormir. Quando tudo estava quieto, ele levantou em silêncio e foi até atrás da casa encontrar-se com a mamãe. Ele teria que partir enquanto ainda era noite.

Nosso Deus é o único que é vivo. Ele tem mãos para ajudar. Hamid não sabia disso…

A mamãe aguardava Hamid atrás da casa. Ela amarrou Kinza nas  suas costas e lhe deu um pouco de comida para lanche. Por uns momentos, a mãe segurou as mãos de Hamid e o despediu.  Hamid  virou-se e foi caminhando escuridão adentro.

Ele se esforçou muito para ter coragem. Mas, no fundo, estava com muito medo.

Por um tempo, o brilho da lua iluminou o caminho, Hamid  andava mais rápido que podia, de vez em quando tropeçava. Kinza balançava de um lado para outro. Mas ele tinha pressa, pois poderia ser que o padrasto tentasse segui-los.

Somente quando amanheceu, ele sentou para fazer um lanche. Ele repartiu o pão com Kinza e os dois beberam um pouco de água.

Você já imaginou caminhar na escuridão total? Com certeza, você tropeçaria muito, não é? Hamid não teve escolha, ele teve que andar enquanto era escuro. Mas, no caminho da nossa vida, temos a escolha: andar na luz com Jesus, ou longe de Jesus. Na escuridão. Você já fez sua escolha?

A caminhada continuou à beira de um riacho. Os pés de Hamid doíam tanto que, de vez em quando, ele os lavava no riacho. Após algumas horas de caminhada, ele se sentiu tão cansado, com os pés e as costas tão doloridas, que não conseguiu mais dar nenhum passo. Entrou numa roça e deitou-se com Kinza entre seus joelhos.  Os dois adormeceram. Mas Kinza acordou e saiu andando com as mãos para frente, gritando “Ima, Ima”, que significa  “Mamãe”

Após algumas horas de sono profundo, Hamid  acordou e se assustou. “Onde está Kinza? Kinza! Kinza!” Ele chamou seu nome baixinho e foi à sua procura. Lá longe ele viu uma casa. Ele viu Kinza sentada na entrada da porta, mas havia muita gente ao seu redor.

Hamid não podia chamar atenção. Então ele esperou escurecer e, mais tarde, quando todos estavam dormindo, ele entrou sorrateiramente na casa, pegou Kinza e saiu rapidamente.

Hamid agiu muito certo ao buscar Kinza sem deixar que ninguém os visse. Dá para perceber que Deus o estava ajudando.

Hamid cruzou uma estrada de maior movimento. Ele pensou que, no escuro, certamente não seria reconhecido. Mas algo aconteceu.

Dois policiais, que eram da cidade de  Hamid e conheciam sua família, passaram por ali montados em seus cavalos. Eles o reconheceram e gritaram:  “Ei, veja só! Não é o menino fujão da nossa cidade?”  Hamid apavorado, pulou para o lado e correu o que pode barranco abaixo. Seu pulo assustou o cavalo, que empinou e saiu correndo desesperado.   Hamid  pulava entre os espinhos e rizes . Os policiais não estavam a fim de cavalgar entre os espinhos. Eles decidiram avisar à policia da próxima cidade.

Hamid, mesmo machucado, continuou andando sem parar. Os dias se passaram e, finalmente, ele chegou ao destino.

Os homens que tentaram fazer mal para Hamid não conseguiram. Mas o mal sempre estará presente na nossa vida, assim como os obstáculos, as dificuldades

Logo que Hamid chegou à cidade, foi procurar pela rua que sua mãe lhe falou.

Quando a encontrou, logo percebeu que muitas crianças, muito sujas e pobres, estavam entrando na casa. Hamid se aproximou, olhou pela porta e viu aquele quadro que mamãe havia falado, de um homem bondoso com uma criança no colo e outras ao seu redor.

Então Hamid se afastou um pouco e tirou Kinza das costas. Ela estava dormindo profundamente e não queria acordar. Hamid a chacoalhou e ela começou a chorar.

“Você não pode chorar. Logo, logo você vai ter um lar”.

Então Hamid colocou sua irmãzinha sentada na entrada da porta. Lá dentro, da sala, ele ouvia as crianças cantando lindas músicas sobre Jesus.

Hamid arrumou Kinza e falou: “Você precisa ficar aqui, bem boazinha, está bem?”. Ele deu um beijo em Kinza e saiu andando.

Com certeza foi difícil para Hamid deixar Kinza ali sentada e sair. Mas ele não sabia que havia alguém olhando por Kinza naquele momento.

Deus estava o tempo todo cuidando deles.

Hamid se afastou e se sentou num monte de lixo perto da casa, onde ficou observando sua irmã.  Ele sentia uma grande tristeza no coração. De repente, ele viu pela janela alguém carregando uma criança no colo. Só podia ser Kinza. Ela estava salva. Ali mesmo, no monte de lixo, Hamid adormeceu.

No outro dia pela manhã, ele caminhou até a cidade á procura de comida. Ele foi a um mercado onde encontrou uma barraca de panquecas. Ali ele conseguiu um trabalho em troca da comida. Assim ele passou os próximos dias dormindo com alguns meninos da rua e ajudando o senhor da barraca de panquecas.

A ajuda de Deus vem através de pessoas que o amam. Como essa missionária que ajudou Kinza.

Você também pode ajudar alguém em necessidade, você também estará sendo um instrumento de Deus.

“Ei, você quer ir para um lugar que tem comida?” – Perguntaram os meninos de rua para Hamid.

Logo Hamid percebeu que estavam indo à casa da enfermeira. Ele entrou com as crianças, e assim já poderia certificar de que Kinza estava bem. Ele não queria ser descoberto, pois tinha medo.

Antes de dar a comida, a enfermeira falou sobre Jesus. Falou que Ele morreu por todos nós e quer nos perdoar e morar em  nossos  coração.

Hamid ouviu com atenção. Ele queria que Jesus entrasse em seu coração.   A enfermeira percebeu que  Hamid queria tomar uma decisão e convidou para ficar após  o programa.

Ele convidou Jesus para que entrasse em sua vida.  Enquanto ele falava, Kinza ouviu a voz tão conhecida e se aproximou dele e o abraçou. Hamid não queria que a enfermeira soubesse que era irmão, mas não aguentou e a abraçou também.

A enfermeira percebeu que os dois se conheciam. Então Hamid decidiu contar sua história.

Hamid foi salvo por Jesus. Ele era um muçulmano que aceitou a Jesus em sua vida.  Jesus aceita a todos, independentes de sua raça ou religião.

Kinza ficou um tempo morando com a enfermeira. Mas o padrasto descobriu a casa e tentou roubá-la.

Mas Deus a protegeu, e a enfermeira conseguiu a Kinza de volta.

Kinza foi adotada por uma família cristã e foi morar na  Inglaterra. Lá ela teve  oportunidade de aprender a ler e escrever numa escola para cegos.

Hamid, após alguns meses morando com a enfermeira, decidiu voltar para casa. Era época da colheita e ele queria ajudar sua mãe. Não seria fácil encontrar o padrasto, mas ele se sentia seguro nos braços de Deus. Sua missão com Kinza estava comprida, mas faltava mais uma missão: falar de  Jesus para sua mãe, para que ela também fosse salva.

Assim, feliz, Hamid voltou para casa. Sua mãe o abraçou e os dois choraram de alegria.

Como as pessoas poderão crer no Deus verdadeiro se ninguém for falar a eles?  Existem missionários que vão falar de Jesus às pessoas. Mas é difícil. Muitos são perseguidos por causa disso.   Por isso, precisamos orar muito por eles.

 

 

 

 

 

Abubaquer

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Isto aconteceu num povoado da Índia, durante a guerra mundial passada. Os exércitos inimigos invadiam a Índia, e os soldados ajudavam o povo a fugir para salvar suas vidas. Muitos lares ficavam assim separados e nunca mais um chegaria saber do outro. O lar de Abubaquer era muito humilde. Seu pai possuía uma tenda onde ele passava muitas horas olhando o povo que entrava, comprava e saía. À tarde, esperava ansiosamente o momento em que seu pai fechava o negócio, pois sabia que então teria alguns momentos para ele… Às vezes saíam para passear e outras vezes iam brincar. A alegria não durou muito, pois chegou a invasão a seu povoado e eles tiveram que fugir ficando assim separados. A mamãe ficou com Abubaquer, e seu papai foi levado quem sabe para onde. O menino ficava muito triste, sempre pensando em seu papai, já não tinha sua companhia para soltar pipas e para passar momentos alegres com ele.
Certo dia, ia muito pensativo pelas ruas do povoadozinho, ouviu vozes de crianças e ao aproximar-se da porta viu de onde saíam as vozes. Olhou para dentro e viu que todas as crianças estavam de pé e todos com os olhos fechados e pareciam falar com alguém, mas não viu nada. Ao terminar, todos tomaram seus livros e correram para suas casas. Abubaquer aproximou-se de um menino e perguntou-lhe com quem estavam falando naquele momento. O menino respondeu: com Deus. Abubaquer se interessou e seguiu perguntando se Ele ouvia mesmo e respondia. O menino falou-lhe de Jesus, de como nos ama, como podemos falar-lhe por meio da oração e que Ele nos responde e convidou para que estivesse com eles no dia seguinte.
A caminho de casa, Abubaquer colocou a mão no bolso buscando uma moeda, e parou numa tenda e comprou uma pipa (papagaio). Chegou em casa e sua mamãe não estava, assim que ele tomou o lápis e escreveu algo em sua pipa e foi correndo à montanha mais alta que havia ali, e ali soltou o seu papagaio, e como se sentia feliz ao vê-lo ficar tão alto, mas o vento de repente parou e pouco a pouco a sua pipa foi descendo. Abubaquer imediatamente disse para si: “Eu creio que Deus teve tempo de olhar das nuvens e ler o que ele dizia”. Enquanto isso, numa grande cidade, perto desta aldeia, um sr. chamado também Abubaquer, ia todos os dias à estação e olhava cada menino e a cada senhora que saltavam do trem, e sempre voltava decepcionado à sua casa. Um dia, que havia ido como tantas vezes, um trem chegou, olhou outra vez cada senhora e cada garoto que descia do trem e voltou triste porque não encontrava os seus queridos. Enquanto caminhava triste, notou que no último vagão daquele trem havia uma pipa e que nela estava escrito alguma coisa. Correu para lá e leu: “Querido Deus, eu me chamo Abubaquer, vivo na aldeia da montanha, e meu papai também se chama Abubaquer. Por favor, mande-o de volta para nossa casa. Muito obrigado”. Quando o sr. Abubaquer leu aquilo, imediatamente comprou passagem e no primeiro trem, partiu para aquele povoado na montanha.
Quão feliz ficou ao procurar por sua esposa e filhinho e encontrá-los felizes pelo milagre que lhes acontecera. Jesus escutou a oração de um menino pagão que pediu-lhe para mandar de volta seu querido paizinho. Deus escutou a oração do menino e escutará todas as nossas orações também.
Fonte: Ministério da Criança Instituto Adventista São Paulo (maio 1994)

Um amigo na segunda milha

Rúben era um menino Judeu que morava na Palestina, no tempo em que Jesus vivia lá, ensinando e ajudando o povo. Um dia, Rúben estava sentado perto da grande estrada que dava esquina com outras estradas. Dali, podia ver bem as pessoas que viajavam. Algumas passavam a pé, outras montadas em burros. Viu também uma grande caravana de camelos, conduzindo enormes cargas.
Rúben, sentado á beira da estrada, tudo observava e dizia consigo: “Um dia eu também vou viajar. Irei até o grande mar, mas não pretendo parar por lá; quero conhecer o mundo todo”. Naquele momento ele notou uma pessoa andando sozinha, com um saco bem grande ás costas. “É um soldado romano”, pensou Rúben, “Conheço pela roupa odeio os romanos! Eles tiram a nossa liberdade. Somos obrigados a pagar impostos ao seu governo e a obedecer às suas leis, odeio todos romanos”.
O soldado tinha chegado bem perto dele, parou, e deixou cair o saco no chão. Ficou descansando um pouco enquanto olhava as pessoas que passavam na estrada. Rúben continuou a olhar para o soldado, mas sempre com pensamento de ódio. Naquele momento, o soldado virou – se para apanhar o saco e viu Rúben sentado ali perto.
– Ei! Venha cá, menino! – chamou ele.
Rúben se assustou e teve vontade de correr, mas ninguém ousava desobedecer a um soldado romano.
Bem devagar, aproximou-se dele. O soldado apontou- lhe o saco.
– Você vai carregá-lo para mim.
Rúben sabia que não havia outro jeito, conhecia a lei romana. Um soldado romano podia obrigar qualquer homem ou menino judeu a carregar sua bagagem por uma milha na direção em que viajava. “Mas irei só uma milha”, pensou Rúben bastante zangado, enquanto apanhava o saco. O saco era pesado, mas ele era forte. Rúben tinha vontade de jogar o saco longe… Como odiava aquele soldado. Mas nada podia fazer a não ser andar atrás dele, com seus maus pensamentos. “Mas é somente por uma milha. Ele não pode obrigar-me a dar um só passo além da milha, como a lei diz. Somente uma milha… uma milha”, dizia o menino enquanto andava.
De repente, lembrou-se de outro dia quando ele, com alguns de seus amigos, andavam pela mesma estrada procurando um mestre chamado Jesus, que estava ensinando ao povo. Eles o encontraram numa colina , rodeado de uma multidão, e pararam para escutá-lo.
Mas porque estou pensando em Jesus agora? Oh, já sei. Ele tinha falado alguma coisa sobre milhas… O que foi que Ele disse sobre uma milha? Rúben continuava andando e a pensar: ” Eu me lembro agora o que Jesus disse: Se alguém mandar você ir uma milha, vá com ele duas milhas. Sim, foi isso que Jesus disse. Rúben não tinha prestado muita atenção aos ensinamentos de Jesus naquele dia, mas agora se lembrava de outras coisas que Ele ensinou. “Amai os vossos inimigos… fazei bem aos que vos odeiam… se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. Rúben estava pensando tanto que nem notou que o soldado tinha parado.
– Você já andou uma milha. Dê-me o saco. – disse o soldado.
– Não, vou mais adiante. Nem parece que andei tanto. O saco nem parece que está pesado. Respondeu Rúben, sem mesmo compreender porque falava assim.
O soldado olhou para Rúben, e pela primeira vez Rúben viu o rosto dele. Era bastante jovem e parecia muito cansado.
– O senhor já viajou muito? – perguntou o menino.
– Muitas e muitas milhas. – foi a resposta.
– E ainda tem que viajar muito?
– Vou a Roma. – respondeu o soldado.
-Tão longe! – disse Rúben – Então deixe-me levar o saco mais outra milha.
– Muito obrigado ! Você é muito bondoso. – respondeu o soldado.
Os dois continuaram a caminhar, agora juntos, conversando. Rúben tinha a imprensão de que conhecia o soldado há muito tempo, e falava com ele sobre sua familia e sua casa e o soldado contava histórias de viajens. O tempo passou muito depressa. Finalmente o soldado perguntou:
– Diga-me uma coisa. Por que você se ofereceu para levar o meu saco mais outra milha?
Rúben hesitou.
-Eu nem sei bem. Deve ter sido por causa de alguma coisa que Jesus falou sobre milha.
Então contou ao soldado o que tinha acontecido.
– Coisa estranha, disse o soldado pensativo. “Amai os vossos inimigos”! Este é um ensinamento duro. Eu gostaria de conhecer este Jesus.
Tinham chegado ao alto da colina e Rúben olhou para trás, para o caminho por onde voltaria a casa.
-Devo voltar agora. – disse.
O soldado tomou o saco, colocou-o nas costas, e apertou a mão do menino, e dizendo:
– Adeus, amigo.
– Adeus… amigo. – respondeu Rúben com um sorriso.
Enquanto andava de volta para casa, as palavras de Jesus continuavam na mente de Rúben: “Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”.
“E isso dá resultado”! Pensou Rúben. “Andei uma milha acompanhando um inimigo… Andei a segunda milha e encotrei um amigo”.
Histórias para você
Coleçao Gertrude S. Mason

A bondade

Lá no Congo, havia um cacique muito mau, tão mau que vocês nem podem imaginar. Ele era dono de um menino. Garoto sem pai nem mãe. Fraquinho e sendo obrigado a trabalhar sem parar. Era magrinho. Também não comia. O cacique quase não dava comida pra ele. E gritava:
– Trabalhe mais depressa, vamos! – E tirava um chicote e batia no pobrezinho.
Não podendo quase andar, o cacique raivosou mandou que fizesse uma coisa tão terrível, mas tão terrível para o menino, que vou até falar baixinho: mandou tirar a pele do menino! Vocês sabem quanto dói um machucado, não é? Pois o menino ficou sem pele! Foi jogado no mato para morrer. O coitadinho chorou, soluçou e, quando batia o vento, ardia todo o corpinho. Ele ficou horas ali, soluçando.

Mas aconteceu que um missionário ouviu o soluço e foi atrás. Achou o menino e ficou com muita pena. Abaixou-se e não sabia o que fazer.

– Menino, como se chama?

O pobrezinho abriu os olhos, apavorado, mas encontrou outros olhos meigos e uma voz suave que lhe disse:

– Eu vou cuidar de você, não tenha medo!

O missionário Bently, com muito cuidado, pegou o menino nos braços e o levou para sua casa. Nem sabia como fazer para cuidar dele. Mas com a ajuda de Deus conseguiu alguma melhora. O garoto quando pôde perceber as coisas e levantar-se um pouco, ficou maravilhado. Estava numa cama limpinha, o travesseiro era macio e mais, traziam para ele, ele que era escravo, mingau na cama, e quantas vezes o missionário mesmo lhe dava na boquinha. Por um milagre o menino conseguiu ficar melhor, mas não podia entender tanta bondade. Então o missionário lhe disse:

– Jesus é seu melhor amigo. Jesus cuida de você e Ele um dia pode levá-lo ao céu. No céu só há alegria. Não há dor, nem injustiça, nem fome.

Cada palavra que o missionário falava era engolida pelo menino.

– Jesus morreu numa cruz, pregado no meio de ladrões, só por amor a você.

O garoto chorou.

– Eu quero conhecê-Lo!

– Você não pode vê-Lo, mas Ele está aqui, em toda parte. Quem se entrega para Ele, Ele toma conta, limpa com o sangue que Ele derramou na cruz, todos os pecados.

Interessante! Não foi preciso mais nada e o menino desceu da cama e ajoelhou-se… E com o rostinho brilhando e lágrimas de alegria nos olhos, falou:

– Jesus, eu também te amo.

O menino começou, com bons tratos, a ficar fortinho.

Um dia, quando o missionário havia saído, o cacique, sabendo que o garoto estava bom, logo o pegou e o obrigou a trabalhar muito, muito mesmo. E ainda lhe deu uma surrra. Toda a tribo ficou revoltada. Saíram à procura do missionário. Quando ele chegou, entrou no quintal do cacique, rodeado de muitos nativos e viu o menino quase morto outra vez… Tomou-o nos braços. E o garoto, com voz muito fraca, falou:

– Missionário!

Todos, em silêncio, chegaram bem perto.

– O senhor me ensinou o caminho para o céu. Obrigado. Estou indo para lá! – e sorriu – Ninguém mais vai poder me maltratar. Vou com Jesus, Ele é meu amigo…

E morreu. Houve muito silêncio. Todos olhavam para o missionário. Ele pegou 40 metros de pano e começou a embrulhar o corpinho do menino. Quanto mais importante era a pessoa naquela tribo, com maior quantidade de tecido ela era enrolada. Nunca ninguém foi enrolado com 40 metros de tecido. Todos ficaram admirados. Era uma quinta-feira.

No domingo, o missionário estava na sua igrejinha com um grupo de crentes, quando entraram muitas pessoas e, na frente, o cacique. Sentou-se e ouviu tudo. O missionário perguntou:

– Há alguém aqui que quer mudar de vida e ser de Jesus?

Imediatamente o cacique se levantou e foi lá na frente, e disse:
– Eu quero. Não entendo muito bem o que o senhor fala, mas entendi o que o senhor fez. Se esse Jesus é como o senhor, eu quero ser dEle. Ele faz a gente fazer coisas boas.

E o cacique ficou ajoelhado muito tempo. E toda a tribo se ajoelhou. Assim o cacique e sua tribo aceitaram Jesus como Salvador. Que as pessoas possam ver Jesus em nós.

Fonte: Tia Ester

Pedrinho, um missionário

Pedrinho era um menino muito especial, pois todas as vezes que seu pai viajava quase sempre ele ia junto. O pai de Pedrinho falava:
-Pedrinho! Arrume as suas malas que vamos fazer outra viagem.
-Oba! Que legal! – diz Pedrinho com um sorriso bem aberto – Papai, pra onde nós vamos?
– Nós vamos fazer uma visita ao missionário que trabalha na Tailândia.
Chegando à Tailândia, o missionário os está esperando no aeroporto.
– Papai, olha o tanto de carros. Eu nunca vi tantos carros juntos assim!
– É verdade Pedrinho! Aqui é assim mesmo, quase não dá para andar de tanto carros.
Pedrinho estava super contente com a viagem, porém estava confuso em ver tantos carros e casas juntinhas e pequeninas. Pedrinho, seu pai e o missionário entraram numa casa onde a missionária fazia evangelismo.
– Papai, por que tantas crianças assim juntas?
– Elas estão aqui porque não têm casas.
– E seus pais?
– Filho, depois você me faz estas perguntas.
Até o pai de Pedrinho já estava confuso em ver tantas crianças juntas. De longe Pedrinho vê uma criança que estava muito doente. Ele chega perto dela e pode ver a tristeza daquela criança, sozinha, doente e sem os seus pais. Pedrinho olha para os lados e percebe que o lugar estava sujo, não tinha pessoas suficientes para ajudar aquelas crianças e a única coisa que podia fazer era dar seu lanche para ela.
– Você quer meu lanche? A criança não entendia a lingua de Pedrinho. -Toma! (Pedrinho tira o lanche e dá para crinça doente).
O pai chega e diz:
-Vamos, meu filho, está na hora de voltar.
Pedrinho sai e nem fica sabendo o nome da criança.No caminho de volta o menino não dá nenhuma palavra. Todos estavam tristes em ver aquelas crianças sozinhas e doentes naquele lugar.
– Papai por que todas aquelas crianças estão sozinhas?
– Os pais de algumas morreram, outras foram abandonadas e algumas estão em tratamento.
Pedrinho não podia pensar em outra coisa a não ser nas crianças daquele lugar.
– Papai, o que podemos fazer por aquelas crianças?
-Não podemos fazer nada!
Pedrinho ficou indignado com seu pai e com a situação.
– Filho,vai dormir que amanhã vamos viajar…
– Boa noite, papai.
Pedrinho ora: Senhor Deus, eu lhe peço que ajude aquelas crianças enfermas. Que o Senhor as cure de toda doença e que a sua paz esteja com elas. Em nome de Jesus. Amém!
No dia seguinte Pedrinho tem uma idéia e comunica no café da manhã.
– Papai sabe o que podemos fazer? Vamos falar das crianças em nossa igreja e descobrir quem quer vir a Tailândia ajudar a cuidar delas.Vamos falar de tudo que vimos aqui e pedir a Deus mais pessoas para vir trabalhar. E quando eu crescer, pai, vou ser um missionário aqui.
– Muito bem, meu filho, vejo que você aproveitou bem a sua viagem. Agora vamos que já estamos atrasados, temos que voltar ao Brasil.
– Outra coisa papai: Eu quero dar minha mesada para os missionários que estão trabalhando aqui todos os meses quero contribuir.
-Muito bem meu filho, a junta de Misões tem um programa de adoção missionária. Você pode adotar um missionário e ser um missionário sustentador e, desse jeito, contribuir para a obra missionária.
-Legal, pai, assim eu vou poder contribuir, orar e, quando crescer, ser um missionário.
– Isto mesmo, meu filho, estou orgulhoso de sua decisão.
Depois daquela viagem Pedrinho sempre contribuia, orava e lembrava daquelas crianças. Ele sempre pensava nelas porque nunca tinha visto algo igual. Era tanto sofrimento, tantas crianças sem pais, sozinhas e doentes. Pedrinho aprendeu que Jesus quer ajudar os que não têm paz e que ele também pode orar e fazer algo por aqueles que sofrem.
Extraído da Revista Crianças e Missões

A paz está em Jesus… Os amigos precisam conhecê-Lo

Certo dia quatro homens foram procurar Jesus. Eles carregavam um amigo que não podia andar. Aqueles homens sabiam que Jesus podia curar o seu amigo e lhe dar nova vida. Quando eles chegaramà casa onde Jesus estava tiveram um problema, o lugar estava tão cheio de gente que eles não puderam entrar. Eles queriam muito que seu amigo conhecesse Jesus, então pensaram muito e tiveram uma idéia.
Levaram o amigo até o telhado. Desceram o homem pelo buraco, bem na frente de Jesus. Quando Ele viu o homem doente descendo pelo telhado alegrou-se com a atitude dos seus amigos e disse: “-Levanta-te. Pegue a sua cama e vá andando para sua casa”. O homem se levantou e andou, Jesus perdoou os pecados daquele homem. Todos que estavam na casa ficaram espantados. Eles louvaram a Deus pelo que viram.
Aquele homem doente não poderia ir se encontrar com Jesus, mas os seus amigos o levaram para conhecer Jesus. Então ele foi curado e teve os seus pecados perdoados. Muitos de nossos amigos precisam conhecer Jesus. Nós podemos lhe contar as histórias da Biblia e lhes falar da paz que Jesus pode lhes dar.

Extraído da Revista Missões Estaduais

A paz está em Jesus… Todas as famílias devem saber

Quando falamos em missões, sempre nos lembramos de pessoas distantes, povos de outro lugar, missionários trabalhando, enfrentando obstáculos e dificuldades, ou de alguém que gostariamos que conhecesse Jesus. Não é mesmo? Mas hoje quero que você pense em sua familia. Isso mesmo, em seus queridos. Em que você tem contribuido para que sua familia saiba que a paz está em Jesus? Você tem um papel muito importante na sua familia. Falar da paz de Jesus é dever de todos.
Certa vez Jesus entrou na cidade de Jericó e uma grande multidão o seguia. Havia um homem de nome Zaqueu, rico, um maioral dos publicanos, era injusto com todos e levava o povo a sofrer. Ele queria ver Jesus. Era um homem baixinho e não conseguia ver nada no meio de tanta gente, então resolveu subir em uma árvore esperar que Jesus passasse por ali. As pessoas se espremiam, apertavam, empurravam, era muito difícil se aproximar Dele, pois sabiam que era um homem milagroso e poderoso.
Jesus andava e observava tudo e todos. Ao passar por uma árvore, olhou para cima, viu Zaqueu, e disse o nome dele: “- Zaqueu, desce que hoje vou me hospedar em sua casa”. Meio assustado, Zaqueu desceu rapidamente e atendeu a palavra de Jesus. Zaqueu pensava: “Como ele sabe meu nome?” O povo murmurava: “Como Jesus pode se hospedar na casa de um pecador, injusto, ladrão e avarento?” Diante disso, Zaqueu se arrependeu e disse a Jesus: “- Senhor, darei aos pobres a metade de meus bens, e se roubei alguém, devolverei 4 vezes mais”. Então Jesus disse: “- Hoje a salvação chegou a esta casa”.
Conclusão: Certamente, Zaqueu e sua família eram infelizes, sendo ricos com a aflição dos outros. Não tinham paz. Jesus levou paz àquela casa, paz que transforma vidas. Faça como Jesus, o maior missionário. Fale de seu amor para todos os seus queridos e deixe Jesus usá-lo em sua obra.
Extraído da Revista Missões Estaduais

A paz está em Jesus… Os vizinhos precisam saber

Em um lugar bem distante daqui, havia um menino chamado Carlinhos que surpreendeu a muitos com sua atitude. Carlinhos, desde pequeno, sempre ia à igreja com seus pais, participava dos cultos, acampamentos, classes, EBF, assim como vocês. Certo dia, aconteceu algo muito triste na vida dele: ao voltarem de um passeio de carro com a família, houve um grave acidente, e seus pais morreram. Carlinhos ficou muito machucado. Depois que saiu do hospital, sem parente próximo, foi morar na casa de uma tia distante. Essa tia não gostava muito da idéia de cuidar de um menino aleijado. Ela arranjou um quartinho para ele no alto da torre de sua velha casa.
Trocava o menino, dava comida, deixava perto da cama dele água e algo para comer, dizendo que queria sossego. Saía e não aparecia mais. Todo o dia acontecia a mesma coisa. Carlinhos sofria pela situação, pelo abandono e a saudade de seus pais que tanto o amavam. Ele não se esquecia de nada que seus pais o ensinaram. Um dia, um colega foi visitá-lo, ele ficou muito feliz e pediu para seu colega uma Bíblia. O colega perguntou: “- Mas uma Bíblia?” Carlinhos respondeu: “- Sim, e bastante papel e lápis. Sabe, sou muito sozinho e não tenho nada para fazer”. O colega trouxe tudo para ele. Carlinhos passou a ler a Bíblia como nunca, era sua companhia todo o tempo. Ele ainda se lembrava de muita coisa que fazia e ouvia na igreja. Escrevia muito do que lia.
Até que um dia, ele lendo: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho…” Ficou muito triste ao ver sua realidade. “Como irei?” Até que teve uma idéia… “Vou escrever versículos, fazer aviões e jogar pela janela. Alguém vai ler e eu estarei levando a Palavra de Jesus”. E assim ele fez. Fazia tantos quanto agüentava e ainda achava pouco. Carlinhos passou a ser um menino mais feliz, pois estava fazendo algo por Jesus. Muitos foram conhecer aquele menino e se admiravam com tanta disposição e prazer de servir a Jesus.
Extraído da revista Missões Estaduais

A pequena missionária

Paula era uma menina de quem todos gostavam. Transmitia felicidade em todas as horas. Era assim porque tinha Jesus no seu coração. Desde pequena ia a EBD aprender a palavra de Deus. Por ser muito estudiosa e tirar boas notas, ela conseguiu uma bolsa no melhor colégio. Só que na escola existia um grupo de meninas que humilhava Paula, por ela ser pobre. Elas riam de Paula por qualquer motivo e ficavam sempre contando vantagens como: viagens que faziam à Disney, os presentes que ganhavam e outras coisas mais. Mas Paula nem ligava, ficava tranqüila, ela aprendeu na palavra de Deus que quem tem Jesus tem tudo! Por isso mesmo, ela continuava feliz!
O aniversário dela estava chegando e a mãe dela disse pra ela convidar as amigas do colégio poque ia fazer uma festinha pra ela e seria na EBD. Paula gostou da idéia e pensou que seria uma oportunidade pra falar de Jesus ás coleguinhas, pois as tias iam contar histórias com fantoches. Ao chegar no colégio ela convidou as coleguinhas, muitas se animaram pois seria uma coisa diferente. Mas entre elas havia uma menina chamada Cláudia. Era uma menina insuportável, com o nariz sempre empinado pensando que era a tal! Cláudia começou a rir. “- Aniversário na igreja? Que coisa mais cafona!”.
Neste dia aconteceu algo… Na hora do recreio o portão sempre ficava fechado, ninguém podia sair. Mas naquele dia, que surpresa! O portão estava aberto, alguém esqueceu de fechar. As meninas, ao ver o portão aberto, saíram correndo. Menos Paula. Ela lembrou dos ensinamentos de seus pais sobre a obediência. As meninas disseram: “- Você é uma bobona! Lá fora tem pipoca, cachorro quente muitas coisa gostosas…”. Mas ao sairem correndo não viram um carro que vinha em alta velocidade… O carro pegou em cheio Cláudia! Gritos, choros a maior confusão. Cláudia foi levada pro hospita, ela eatava muito machucada! Paula sentiu desejo de orar por ela e no outro dia foi visitá-la. Quando chegou lá, teve vontade de voltar, pois lembrou que aquela menina zombava muito dela. Lembrou-se então, de que na igreja havia feito um propósito com Deus, ser missionária! Levar a palavra de Deus a todos. Isso foi numa manhã na EBD, quanto a tia orou por ela. Será que aquele propósito foi só num momento de emoção? A palavra de Deus ensina que devemos amar e orar por aqueles que nos perseguem. Paula encheu-se de coragem e entrou . Cláudia levou um susto ao ver Paula bem ali na sua frente, justo aquela menina que ela sempre criticava. Os pais de Cláudia perguntaram por que naquele dia Paula não fugiu do colégio? Paula respondeu: “É porque Jesus mora no meu coração! E quando temos Ele aqui dentro de nós, somos diferentes mesmo sendo crianças”. Os pais de Cláudia nunca tinha visto uma garota assim. E também eles nunca tinham ouvido falar de Jesus. As pessoas não se aproximavam deles por serem muito ricos. E aquela menina em sua simplicidade falou-lhes da palavra de Deus.
Paula visitou várias vezes aquela familia, assim o evangelho foi anuciado. Cláudia e seus pais aceitaram a Jesus como seu salvador. Depois deste acontecimento chegou o dia do aniversário de Paula. Foi uma linda festa! E a palavra de Deus foi pregada através de histórias com fantoches e músicas, assim foi lançada a semente de do evangelho em muitos corações. Paula estava muito feliz! O sonho de ser missonária era uma realidade. Não precisou esperar crescer… Era uma missonária na cidade, no colégio e em qualquer lugar que ia.
E você? Já falou de Jesus para seus amiguinhos? Não perca tempo, faça como Paula. A vontade de Deus é que sejamos suas testemunhas em todos os momentos.

Adaptado do Livro: “A Pequena Missonária” – Por Marilda Ferreira de Toledo