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O que Mariana mais amava

 

bíblia

 

“Nós temos 24 horas para sair de casa! Se não fizermos isso, vão explodir a casa com nossa família dentro”, disse o pai Jonas, depois de ler uma carta que colocaram debaixo da porta naquela manhã. Papai Jonas andava de um lado para outro dentro da casa. Ele ia sentir muitas saudades de lá. Afinal de contas, ele havia nascido naquele lugar! A casa tinha sido de seu pai, de seu avó, e agora ele e sua família eram obrigados a deixá-la.

Nesse meio de tempo, a mamãe Marta e suas filhas Mariana e Priscila estavam fazendo as malas, decidindo o que levar ou não. De repente, Mariana começou a chorar, falando com sua mãe: “Eu  quero  levar  isso  comigo!”. Papai  Jonas vai para o quarto e vê sua esposa em dúvida e a filhinha chorando.

“Papai, eu quero levar minha Bíblia colorida comigo. Eu posso deixar todas roupas e até meus brinquedos aqui em casa, mas eu quero levar a Bíblia comigo. Ela tem desenhos e eu quero ler pra mamãe que não sabe ler. Por que é tão difícil levar o meu livro preferido com a gente?”

O papai fica sem saber o que fazer. Levar uma Bíblia na mala, mesmo sendo uma Bíblia infantil é muito perigoso. As pessoas que tinham ameaçado explodir sua casa haviam feito isso porque Jonas e sua família eram cristãos.  Elas não gostavam nem um pouco da Bíblia. Mas aquela bíblia era muito querida para sua filhinha Mariana. Eles poderiam ser parados pela policia, que poderia revistar suas malas e encontrar a Bíblia.

Mas valia a pena. O que ele iria perder se a Bíblia fosse encontrada? Talvez Mariana ficasse sem ela, mas Deus iria providenciar outra, quando terminasse a viagem.

“Certo Mariana, você pode levar sua Bíblia, mas enquanto faz as malas, ore e peça para Deus protegê-la, e nos proteger também. Agora nossa viagem será cheia de fé, e esperança”.

O quanto você ama sua Bíblia? Ela é como uma carta que Deus escreveu para nós, dizendo que nos ama, e nos ensinando a amá-lo do mesmo modo.  Mariana amava tanto sua Bíblia que preferia ficar sem seus brinquedos do que sem ela.

Há outras crianças no mundo que não têm uma Bíblia, diferente de Mariana que morava no Iraque, e de você aqui no Brasil. Às vezes, a Bíblia é cara demais para seus pais comprarem, ou em seu país nem conhecem a Bíblia! Essas crianças estão espalhadas pelo mundo.

Uma das coisas que a Portas Abertas faz é distribuir Bíblias para cristãos que não têm, tanto para os adultos quanto para crianças.  O que nós queremos é que cada cristão tenha uma Bíblia para ler, e que todos eles a amem, assim como Mariana amava a dela.

 

(extraído do site Portas abertas)

Conheça mais sobre a missão Portas Abertas no site. Veja noticias sobre as crianças perseguidas em http://www.portasabertas.org.br/noticias/crianças.asp

 

 

 

 

Uma jornada de coragem

(Extraído do livro “Pão Diário traz surpresas para hoje 2009: meditações diárias. / Christel Grigull. – São Bento do Sul: Editora União Cristã, 2008. )

 

 

A história de Hamid e sua irmãzinha Kinza  é muito emocionante. Eles viviam em Marrocos, na África.

O menino Hamid  tinha 11 anos, mas já cuidava muito bem das cabras.  Antes de seu pai morrer,  há dois anos, ele brincava muito. Mas sua mãe casou novamente, e o padrasto mandava Hamid trabalhar duro.  Hamid pensava em muitas coisas que mudaram em sua casa  ultimamente.

Seu padrasto não gostava dele  e nem da sua irmãzinha chamada  Kinza. O padrasto tinha duas mulheres, uma mais velha, que não tinha filhos, e sua mãe.  A mais velha tratava a todos com desprezo. Sua mãe andava muito triste, mas ela dizia que é por causa da Kinza.

“Hamid, Hamid!” Seu amigo veio correndo e gritando. “Sua mãe está chamando você! Vá rápido”.

Hamid saiu correndo. Algo deve ter acontecido. Sua mãe estava sentada no poço onde acostumava buscar água.  Kinza estava amarrada às costas com um grande pano.

Depressa eles se afastaram um pouco para um lugar onde ninguém  podia ouvi-los.

“Olhe bem para sua irmãzinha, Hamid”. Falou mamãe, baixinho.  “Mostre estas flores e lhe dê um sorriso”  Hamid fez o que mamãe pediu. Mas a irmãzinha não olhou as flores e nem o sorriu.

Ele balançou a mão na frente dos seus olhos, mas eles nem se mexeram. De repente, Hamid entendeu. “Ela é… é cega, mamãe”.

“Sim ela é cega, Hamid. Venha comigo, vamos rezar ao santo”. Infelizmente, a família de Hamid não conhecia a Deus. Eles adoravam a um outro deus. Eles adoravam um deus, chamado Alá, e oravam no túmulo do profeta de Alá, chamado Maomé. Eles eram da religião Islâmica.

Kinza não foi curada pelas orações. Hamid pensou que talvez Alá não se importasse com ela e por isso ele a deixou viver na escuridão. Talvez Alá achasse que menininhas não são importantes.

Hamid sentia muita pena da Kinza, pois tem muito medo da escuridão. Ele aprendeu que os espíritos  maus andam na escuridão.

Naquele dia, quando seu padrasto chegou em casa, a outra mulher dele pegou Kinza à força e mostrou ao marido. Ele percebeu que Kinza estava cega. A mãe e Hamid ficaram com muito medo. Mas o padrasto não ficou bravo. Ele achou que era bom, pois meninas cegas rendem um bom dinheiro de esmolas.

Jesus fala de uma luz diferente:  a “luz do coração”.  É essa luz que Hamid e sua família não conheciam.

Talvez você também não goste da escuridão, pois muitos não gostam. Mas lembre-se: O que importa é que você tenha a luz de Jesus, pois ela lhe mostrará o caminho certo para Deus.

Todos os dias, o padrasto entregava Kinza para um velho mendigo, que a levava à cidade para pedir esmolas. Hamid que buscava sua irmã no final do dia, percebia que o velho mendigo não a tratava muito bem. Além disso, ele cheirava muito mal.

Certa noite Hamid acordou assustado e percebeu que os adultos estavam conversando.  Ele ouviu seu padrasto dizer: “É a única chance que temos para Kinza. O mendigo precisava mudar de cidade e quer levá-la junto. Amanhã mesmo eu a darei para ele levar. “A mamãe estava chorando e dizia: Ela vai morrer! Ela não pode ir!”

Hamid ouviu assustado . Ele esperou acordado naquela noite, e quando todos estavam dormindo, ele foi bem quietinho até a cama da mamãe e lhe disse no ouvido. “Mamãe, não se preocupe, não vou deixar que levem  Kinza”.

Hamid tinha muita fé, mas no deus errado. Ele queria ser corajoso, mas estava com muito medo. Nós também  passamos por momentos difíceis. Mas a diferença é que podemos ter fé no único Deus verdadeiro. Seu filho Jesus falou estas  palavras  “Não tenha medo! Tenha fé”.

O padrasto queria vender Kinza para o mendigo. O que fazer?  Hamid queria encontrar uma saída. Hamid levantou bem cedo e, enquanto tomava café, sua mãe fez um sinal para ele. Sem que alguém percebesse. Ele seguiu sua mãe para o celeiro onde ela triturava milho. Bem baixinho, ela falou: “Hamid, escute meu filho. Você precisa me ajudar. Eu sei que você tem apenas 11 anos, mas é muito corajoso. Eu lembro que, quando você era bebê, seu pai e eu viajamos para o outro lado da montanha, um lugar sagrado onde fomos adorar ao santo  Maomé. Mas você ficou muito doente, com muita febre. Então uma mulher me ajudou e me levou a uma casa de uma senhora inglesa. Eu tive medo, pois não tinha dinheiro para pagar. Mas ela me atendeu com muito amor e não cobrou nada. Ela disse que fazia isso por amor a seu Deus, que ela chamava de Jesus”.

Será que a mãe e Hamid irão conseguir encontrar essa mulher?

Hamid continuou ouvindo atentamente a história que mamãe lhe contou.

“Sabe, Hamid, eu nunca esqueci que na sala de espera da enfermeira inglesa eu vi um quadro onde havia um homem com um rosto muito bondoso, segurando uma criança no colo. Perguntei à enfermeira quem era, e ela respondeu: é Jesus.  Ele ama a todos. A enfermeira segurou você no colo com muito amor e lhe deu remédio, e você ficou bom. Eu quero que você leve Kinza até lá”.

“Eu mamãe? Levar Kinza para lá?” Hamid começou a tremer. “Eu não posso… não sei o caminho”.   “ Não se preocupe, eu vou lhe explicar tudo”.

Se Hamid conhecesse Jesus, ele com certeza  se sentiria melhor. Mesmo assim, Deus estava com ele. Mesmo que ele não soubesse disso.

Mamãe explicou em detalhes por onde Hamid deveria andar. “Talvez alguém lhe dê carona, mas você tem que andar depressa e sair logo, antes que Kinza seja vendida para aquele mendigo. Talvez Alá lhe proteja”.

Hamid não queria que sua querida irmã fosse vendida, mas ele ficou com muito medo.

E se não der certo? Se eu me perder?  Mas, apesar da preocupação e do medo, ele queria tentar.

Quando a noite chegou, seu coração estava acelerado. Ele deitou-se  em seu colchão e ficou esperando a hora que todos fossem dormir. Quando tudo estava quieto, ele levantou em silêncio e foi até atrás da casa encontrar-se com a mamãe. Ele teria que partir enquanto ainda era noite.

Nosso Deus é o único que é vivo. Ele tem mãos para ajudar. Hamid não sabia disso…

A mamãe aguardava Hamid atrás da casa. Ela amarrou Kinza nas  suas costas e lhe deu um pouco de comida para lanche. Por uns momentos, a mãe segurou as mãos de Hamid e o despediu.  Hamid  virou-se e foi caminhando escuridão adentro.

Ele se esforçou muito para ter coragem. Mas, no fundo, estava com muito medo.

Por um tempo, o brilho da lua iluminou o caminho, Hamid  andava mais rápido que podia, de vez em quando tropeçava. Kinza balançava de um lado para outro. Mas ele tinha pressa, pois poderia ser que o padrasto tentasse segui-los.

Somente quando amanheceu, ele sentou para fazer um lanche. Ele repartiu o pão com Kinza e os dois beberam um pouco de água.

Você já imaginou caminhar na escuridão total? Com certeza, você tropeçaria muito, não é? Hamid não teve escolha, ele teve que andar enquanto era escuro. Mas, no caminho da nossa vida, temos a escolha: andar na luz com Jesus, ou longe de Jesus. Na escuridão. Você já fez sua escolha?

A caminhada continuou à beira de um riacho. Os pés de Hamid doíam tanto que, de vez em quando, ele os lavava no riacho. Após algumas horas de caminhada, ele se sentiu tão cansado, com os pés e as costas tão doloridas, que não conseguiu mais dar nenhum passo. Entrou numa roça e deitou-se com Kinza entre seus joelhos.  Os dois adormeceram. Mas Kinza acordou e saiu andando com as mãos para frente, gritando “Ima, Ima”, que significa  “Mamãe”

Após algumas horas de sono profundo, Hamid  acordou e se assustou. “Onde está Kinza? Kinza! Kinza!” Ele chamou seu nome baixinho e foi à sua procura. Lá longe ele viu uma casa. Ele viu Kinza sentada na entrada da porta, mas havia muita gente ao seu redor.

Hamid não podia chamar atenção. Então ele esperou escurecer e, mais tarde, quando todos estavam dormindo, ele entrou sorrateiramente na casa, pegou Kinza e saiu rapidamente.

Hamid agiu muito certo ao buscar Kinza sem deixar que ninguém os visse. Dá para perceber que Deus o estava ajudando.

Hamid cruzou uma estrada de maior movimento. Ele pensou que, no escuro, certamente não seria reconhecido. Mas algo aconteceu.

Dois policiais, que eram da cidade de  Hamid e conheciam sua família, passaram por ali montados em seus cavalos. Eles o reconheceram e gritaram:  “Ei, veja só! Não é o menino fujão da nossa cidade?”  Hamid apavorado, pulou para o lado e correu o que pode barranco abaixo. Seu pulo assustou o cavalo, que empinou e saiu correndo desesperado.   Hamid  pulava entre os espinhos e rizes . Os policiais não estavam a fim de cavalgar entre os espinhos. Eles decidiram avisar à policia da próxima cidade.

Hamid, mesmo machucado, continuou andando sem parar. Os dias se passaram e, finalmente, ele chegou ao destino.

Os homens que tentaram fazer mal para Hamid não conseguiram. Mas o mal sempre estará presente na nossa vida, assim como os obstáculos, as dificuldades

Logo que Hamid chegou à cidade, foi procurar pela rua que sua mãe lhe falou.

Quando a encontrou, logo percebeu que muitas crianças, muito sujas e pobres, estavam entrando na casa. Hamid se aproximou, olhou pela porta e viu aquele quadro que mamãe havia falado, de um homem bondoso com uma criança no colo e outras ao seu redor.

Então Hamid se afastou um pouco e tirou Kinza das costas. Ela estava dormindo profundamente e não queria acordar. Hamid a chacoalhou e ela começou a chorar.

“Você não pode chorar. Logo, logo você vai ter um lar”.

Então Hamid colocou sua irmãzinha sentada na entrada da porta. Lá dentro, da sala, ele ouvia as crianças cantando lindas músicas sobre Jesus.

Hamid arrumou Kinza e falou: “Você precisa ficar aqui, bem boazinha, está bem?”. Ele deu um beijo em Kinza e saiu andando.

Com certeza foi difícil para Hamid deixar Kinza ali sentada e sair. Mas ele não sabia que havia alguém olhando por Kinza naquele momento.

Deus estava o tempo todo cuidando deles.

Hamid se afastou e se sentou num monte de lixo perto da casa, onde ficou observando sua irmã.  Ele sentia uma grande tristeza no coração. De repente, ele viu pela janela alguém carregando uma criança no colo. Só podia ser Kinza. Ela estava salva. Ali mesmo, no monte de lixo, Hamid adormeceu.

No outro dia pela manhã, ele caminhou até a cidade á procura de comida. Ele foi a um mercado onde encontrou uma barraca de panquecas. Ali ele conseguiu um trabalho em troca da comida. Assim ele passou os próximos dias dormindo com alguns meninos da rua e ajudando o senhor da barraca de panquecas.

A ajuda de Deus vem através de pessoas que o amam. Como essa missionária que ajudou Kinza.

Você também pode ajudar alguém em necessidade, você também estará sendo um instrumento de Deus.

“Ei, você quer ir para um lugar que tem comida?” – Perguntaram os meninos de rua para Hamid.

Logo Hamid percebeu que estavam indo à casa da enfermeira. Ele entrou com as crianças, e assim já poderia certificar de que Kinza estava bem. Ele não queria ser descoberto, pois tinha medo.

Antes de dar a comida, a enfermeira falou sobre Jesus. Falou que Ele morreu por todos nós e quer nos perdoar e morar em  nossos  coração.

Hamid ouviu com atenção. Ele queria que Jesus entrasse em seu coração.   A enfermeira percebeu que  Hamid queria tomar uma decisão e convidou para ficar após  o programa.

Ele convidou Jesus para que entrasse em sua vida.  Enquanto ele falava, Kinza ouviu a voz tão conhecida e se aproximou dele e o abraçou. Hamid não queria que a enfermeira soubesse que era irmão, mas não aguentou e a abraçou também.

A enfermeira percebeu que os dois se conheciam. Então Hamid decidiu contar sua história.

Hamid foi salvo por Jesus. Ele era um muçulmano que aceitou a Jesus em sua vida.  Jesus aceita a todos, independentes de sua raça ou religião.

Kinza ficou um tempo morando com a enfermeira. Mas o padrasto descobriu a casa e tentou roubá-la.

Mas Deus a protegeu, e a enfermeira conseguiu a Kinza de volta.

Kinza foi adotada por uma família cristã e foi morar na  Inglaterra. Lá ela teve  oportunidade de aprender a ler e escrever numa escola para cegos.

Hamid, após alguns meses morando com a enfermeira, decidiu voltar para casa. Era época da colheita e ele queria ajudar sua mãe. Não seria fácil encontrar o padrasto, mas ele se sentia seguro nos braços de Deus. Sua missão com Kinza estava comprida, mas faltava mais uma missão: falar de  Jesus para sua mãe, para que ela também fosse salva.

Assim, feliz, Hamid voltou para casa. Sua mãe o abraçou e os dois choraram de alegria.

Como as pessoas poderão crer no Deus verdadeiro se ninguém for falar a eles?  Existem missionários que vão falar de Jesus às pessoas. Mas é difícil. Muitos são perseguidos por causa disso.   Por isso, precisamos orar muito por eles.