Peça: O circo

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Oi, pessoal!

Hoje venho compartilhar mais uma peça que pode ser usada na programação do Dia das Crianças. Essa peça foi adaptada por mim, baseada em uma apresentação que há muito tempo vi numa igreja. Nunca consegui conhecer o texto original e o autor. Se alguém souber, deixe aí nos comentários.


                               O circo

Personagens:   Dois palhaços

 

Palhaço Zuzu – Eu sou o palhaço Zuzu! A festa vai começar! Atenção! Agora vamos apresentar o palhaço das crianças!

Palhaço Só Riso – Eu sou o palhaço Só Riso!  Hahahahahahaha!  Sabem porque me chamam? Hahaha! Porque eu alegro todas as crianças! Elas gostam de rir de mim. Hahahahaha! Eu faço piruetas, eu bato palmas e pulo pra lá e pra cá. Como eu gosto de brincar! Agora criançada, preste atenção em tudo o que eu falar. Eu  vou perguntar e vocês vão responder, combinado?

Quem gosta da mamãe?

Quem gosta do papai?

Quem gosta da titia?

Quem gosta do titio?

Quem gosta do vovô?

Quem gosta da vovó?

Quem faz xixi na cama?

Hahahahahahahahahah faz xixi na cama!…

Fiquem bem quietinhos que eu vou pegar o palhaço Zuzu, ele está chegando.  Oi, palhaço Zuzu, você sabe me responder o que cai em pé e corre deitado?

Palhaço Zuzu – Ah! Essa é fácil! É uma minhoca de paraquedas!

Palhaço Só Riso – Falem pra ele crianças, o que é? (Chuva) Agora repita comigo: Ema, ema, ema, ema, ema, ema,

Palhaço Zuzu – (Repete)

Palhaço Só Riso – Como se chama a clara do ovo?

Palhaço Zuzu – Gema.

Palhaço só Riso – Hahahahaha!… Ele não sabe de nada! É, crianças… Estamos chegando ao final de nosso espetáculo. Tchau! Até outro dia criançada!

Palhaço Zuzu – Tchau, criançada! (Saem de cena.)

(Coloca uma música.) Entra o palhaço Só Riso muito triste, com a mão no rosto.

Palhaço Zuzu – O que aconteceu palhaço Só Riso? Por que esse desânimo? Por que essa tristeza? Não gostou do espetáculo?

Palhaço Só Riso – Gostei muito.

Palhaço Zuzu – Você estava tão engraçado! As crianças gostaram tanto! Como elas riram! Você estava tão alegre!

Palhaço Só Riso – Eu sou alegre só por fora! Por dentro eu sou muito triste!…

Palhaço Zuzu – Por quê?

Palhaço Só Riso – Eu não sei. Eu resolvi ser palhaço para ver se traria alguma alegria, mas estou vendo que não adiantou… eu vou sair do circo! Eu não aguento mais essa tristeza!

Palhaço Zuzu –  Ah! Eu sei o que está faltando em sua vida. Observe esses corações. Eles têm uma história para lhe contar.

Palhaço Só Riso – Então me conte palhaço Zuzu!

Palhaço Zuzu – Você está vendo este primeiro coração? Ele é amarelo! E nos lembra que lá no céu é um lindo lugar, as ruas são de ouro e as portas são de pedras preciosas. Lá ninguém chora, ninguém fica triste nem doente. Mas escute bem, há uma coisa que nos impede de entrar no céu! É o pecado! E você sabe o que é pecado?

Palhaço Só Riso – Eu sei sim o que é pecado. É falar palavrão, brigar, desobedecer e muitas coisas mais…

Palhaço Zuzu -Isso mesmo! Pecado é tudo que eu penso, ouço, vejo e falo que não agrada a Deus! Pecado é sujo igual a este coração. Mas não fique triste, pois Deus providenciou um meio de irmos para o céu.

Palhaço Só Riso – E qual foi este meio?

Palhaço Zuzu – Você está vendo este terceiro coração? É vermelho. Deus nos ama tanto que enviou seu filho para morrer na cruz pelo nossos pecados. Olha só… quando você corta o dedo o que sai?

Palhaço Só Riso – Uai, é sangue! E sangue é vermelho igual a cor do coração!

Palhaço Zuzu – O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. E você sabe  a cor desse outro coração?

Palhaço Só Riso – Sei, sim. É branco.

Palhaço Zuzu – É isso ai! Quando você aceita Jesus com seu único e verdadeiro Salvador, Ele  perdoa todos os seus pecados e seu coração fica limpinho. Dessa forma você pode ir para o céu e ter uma alegria que ninguém pode tirar.

Palhaço Só Riso – Que bom! Eu quero aceitar Jesus. Eu quero ser uma pessoa alegre por dentro e por fora!

Palhaço Zuzu – Então eu vou orar por você está bem? “Pai celeste, aqui está o palhaço Só Riso! Em nome de Jesus eu venho te pedir que perdoe os pecados dele e escreva seu nome no livro da vida e dê a ele a verdadeira alegria! Em nome de Jesus. Amém!

Palhaço Só Riso – Ai! Que alívio! Parece que  tirei um peso de cima de mim! Ai, estou tão alegre que estou com vontade de dançar, pular, cantar… Eu não quero mais sair do circo!

Palhaço Zuzu – Você verá que daqui pra frente sua vida vai melhorar.

Palhaço Só Riso – Oba! Agora eu sou uma pessoa alegre por dentro e por fora!  Vamos cantar!

(Canta com o ritmo da música Ciranda Cirandinha)

” Jesus entrou na minha vida

agora sou bem diferente!

Sou um palhaço sorridente

E alegro muita gente!   Ha, ha, ha!”

 

Peça: Em busca do tesouro

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Oi, pessoal!

Hoje compartilho uma peça que pode ser usada na programação tanto do Dia das Crianças quanto do Dia da Bíblia. Ainda há tempo de ensaiar para o Dia das Crianças, hein?

Nunca consegui descobrir quem é o autor dessa peça. Se alguém que passar por aqui souber, deixe o nome nos comentários, por favor.

 


Em busca do Tesouro

Personagem: Uma pessoa para ser o pirata e uma criança Se você quiser pode dividir o diálogo entre várias crianças.

 

Pirata – Buá! Buá! Buá!…Ah, como sou infeliz! Ninguém gosta de mim! Que vida triste! Buá!  Buá! Buá! Eu queria tanto ser feliz!…

Criança – Um pirata chorando? Ei, seu pirata! Por que você está chorando?

Pirata – Porque eu não sou feliz…

Criança – Sabe pirata triste, não fique assim! A vida é tão linda! Como você é infeliz se é dono de tesouros e mais tesouros preciosos?

Pirata – É verdade! Tenho muitos tesouros, muito ouro, muita prata, muitas pedras preciosas e joias mil… Mas eu não sou feliz! Tenho um vazio tão grande dentro de mim. Sinto-me triste, vazio e mau! Sinto raiva e brigo, xingo… falo muitas mentiras… Ah, como sou infeliz!

Criança – Xi!… Você está mau mesmo! Você tem muito tesouros, mas não tem o maior tesouro do mundo. O maior e mais precioso! Precioso porque este tesouro preenche o vazio do seu coração e enche nossa vida de alegria e paz, afastando assim toda maldade!

Pirata – É mesmo? Mas que tesouro é este? Onde posso encontrá-lo? Seja a onde for em alto mar ou nos confins da Terra, buscarei este tesouro para mim. Nem que seja preciso cavar muitos dias. Eu quero esse tesouro! Quero ser feliz! Quero acabar com este vazio do meu coração! Eu não quero ser mau! Onde está o mapa?

Criança – Ora, pirata chorão! Não é preciso viajar e nem ter mapa algum! Não é preciso nem navio, nem pá e nem muito esforço. Este tesouro é Deus! A fonte da vida, do amor e da paz! Ele ama você e quer fazê-lo feliz! E o caminho até a Ele é Jesus, Seu filho! Ele mostrou com seus passos como devemos caminhar. E morreu numa cruz concedendo-nos o perdão de Deus. Nossos pecados, nossas maldades entristecem a Deus e nos afasta Dele.

Pirata – Você falou em pecado?

Criança-  Pecado é tudo que deixa Deus triste! Matar alegria de um sorriso, roubar a esperança de um sonho, brigar por causa de um doce… também usar nossas mãos para machucar e ferir os outros. Enfim, pecado é tudo aquilo que penso, ouço, vejo e falo que não agradam Deus. Sabe pirata chorão, o pecado é como uma doença. E essa doença destrói nossa vida. E Jesus é o médico que cura essa doença. Ele nos salva e nos cura, nos liberta. Você precisa ir ao encontro de Deus. Jesus é a ponte que nos leva a Deus. Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai se não for por mim”.  Você precisa conhecer Jesus!

Pirata – Mas como posso conhecê-lo? Eu quero conhecer Jesus!

Criança – Você está vendo a arca do tesouro de Deus? (Ficar com a Bíblia na mão.)

Pirata – Arca do tesouro de Deus?

Criança – (Mostrar a Bíblia) Aqui estão todas as joias de Deus!

Pirata – Joias de Deus?

Criança – Isto mesmo! Este livro aqui é a palavra de Deus! Leia e ouça a voz de Deus falar em seu coração e creia Naquele que está falando com você.

Pirata – (Pega a Bíblia.) Obrigada, amiguinha! Achei o maior tesouro do mundo. Oh, que bom! (Abre a Bíblia e lê.) “Lampada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.”

Criança – Ei, Pirata Chorão? Você precisa aceitar Jesus em seu coração. Deus está pedindo o seu coração! Na Bíblia está escrito: “Filho meu dá-me o teu coração”. Ele quer transformar sua vida!

Pirata – Oh! Eu quero, sim!  Jesus! Eu te aceito como meu salvador! Perdoa meus pecados e vem morar no meu coração. Em nome de Jesus! Amém! Que alegria! Que paz! Agora eu vou cavar esse tesouro e descobrir suas preciosidade para minha vida! Até logo, amiguinha!

Criança – Tchau pirata Nova vida! Que bacana! Ele encontrou o maior tesouro do mundo. Ele encontrou a palavra de Deus!

 

 

 

 

Peça: Amigo de Deus

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Oi, pessoal!

A peça que trago hoje pode ser usada para a programação do Dia das Crianças na sua igreja, ou em alguma Escola Bíblica de Férias (EBF).


Amigo de Deus

 

Personagens: Aninha, Carol, Pedrinho, Carlinhos, Mariazinha, Mentira, TV, videogame.

Música: Amigos de Deus – CD DT crianças.

 

Aninha entra sozinha dialogando com as crianças.

Aninha: Oi, criançada! Hoje vamos aprender o que é ser amigo de Deus. Eu sou amiga de Deus, mas infelizmente existem alguns amiguinhos meus que não são. Eu vou mostrar para vocês o que não é ser amigo de Deus.

Carol (falando com as crianças): Ai, ai, ai, criançada! Eu quebrei o vaso da mamãe! Ela falou para eu não mexer e eu mexi. O vaso fez plaft no chão e aí eu quebrei. O que eu faço?

Aninha: Oi, minha amiguinha, eu vou te ajudar.

Entra a Mentira.

M: Calma, calma, que eu cheguei! Eu vou resolver este problema.

Aninha: Ah, é? Mas como?

M: Simples, se ela mentir para a mãe, resolverá o problema.

Aninha: Mentir? Criançada, mentir é de Deus?

Carol: É sim, dona Mentira, você não é de Deus! E quem é amigo de Deus, é inimigo do mal. Vamos cantar aquela nossa musiquinha, Aninha?

Aninha: Vamos!

Elas cantam “Amigo de Deus”. A mentira sai cabisbaixa.

Carol: Eu não vou mentir para a minha mamãe.

Aninha: Deus está muito feliz com você! Vá para casa e conta para sua mãe, ela ficará feliz em saber que tem uma filha que só fala a verdade.

Carol sai. Entra Pedrinho.

Pedrinho: Oi, Aninha. Eu estou tão triste!

Aninha: Por quê?

Pedrinho: Porque eu queria comprar um tênis que vem com o carrinho junto, que eu vi na televisão, e o meu pai não quer me dar.

Aninha: Mas seu tênis está novo ainda, não precisa de outro.

Pedrinho: Eu também queria um brinquedo que vi na TV, é um super-avião, e ele também não quer me dar. Ah! E tem mais: eu também queria assistir ao desenho dos Monstros da Noite e ele não deixa.

TV entra.

Aninha: Pedrinho, quanta coisa! Você não pode querer comprar tudo o que você vê na televisão, seu papai não pode comprar tudo. Ele precisa comprar comida e roupas para vocês. Além do mais, esses desenhos só fazem mal. Eles fazem você ter pesadelos à noite e tiram o seu sono. Deus não gosta disso.

TV: Olá, criançada! Eu sou a Televisão, vocês gostam muito de mim, né?

Aninha: É, mas você tem ensinado muita coisa ruim para a gente.

TV: Pedrinho, cara, você tem que saber pedir para o seu pai. Insista bastante, e diga para ele que aqueles bichos que aparecem na TV não são tão ruins assim.

Pedrinho: São sim! A Aninha tem razão. Eu tenho pesadelos quando assisto aos monstros na TV, e a partir de hoje não vou mais assistir. E não vou mais desobedecer ao meu papai pedindo as coisas que assisto em você. Eu vou ser amigo de Deus e inimigo do mal. Vá embora! Tchau!

Eles cantam: “O Amigo de Deus é inimigo do mal…”

Aninha: Pedrinho, vá para casa e conta para o seu pai que agora você entende que ele não pode comprar tudo o que você quer, e que você será obediente a ele.

Pedrinho sai. Carlinhos entra brincando com uma espada, como se estivesse lutando violentamente.

Aninha: Credo! O que é isso, Carlinhos?

Carlinhos: Oi, Aninha. Estou brincando de lutinha. Sou muito bom nisso… Serei igual ao meu herói do videogame, ele pega todos, ele é o maior, o mais forte. Ele até mata, você sabia?

Aninha: Por que você quer ser igual ao seu herói do videogame?

Carlinhos: Porque eu aprendi muito com ele, na escola nenhum coleguinha briga comigo, eu bato em todos eles.

Entra Videogame.

Videogame: Aí, companheiro, beleza? Esse aí é meu fã, ele não me larga.

Aninha: Ah, é? Mas saiba que tem jogos que você mostra coisas horríveis. Com seus jogos de lutar, você ensina as crianças a baterem nos outros. E tem muito bicho feio também. Carlinhos nunca quis bater em ninguém, ele era calmo, um amigo de que todos gostavam. Agora ele está perdendo os amigos da escola, porque aprendeu com você a ser ruim e a querer bater nos amigos.

Carlinhos: Então eu não sou mais bonzinho? Eu estou perdendo todos os meus amiguinhos?

Aninha: Carlinhos, você quer bater em todo mundo… Assim, nem eu vou querer ser mais a sua amiga, e Deus está muito triste com você.

Carlinhos: Que vergonha! Eu quero voltar a ser bonzinho e deixar Deus bem feliz comigo, e ter vários amiguinhos.

Aninha: Então vamos jogar fora os jogos de bichos feios e de lutas?

Carlinhos: Vamos! Eu quero ser amigo de Deus e inimigo do mal. Tchau, seu videogame!

Videogame sai.

Aninha: Então você sabe o que deve fazer. Vai para casa e fale para a mamãe que você não quer mais os jogos dos bichos feios e de lutas.

Carlinhos sai.

Aninha falando com as crianças: Ufa! Viu, criançada? Para sermos amigos de Deus, temos que ser inimigos do… mal. Não podemos mentir nem para o papai nem para a mamãe, e nem para ninguém. Não podemos imitar as coisas que vemos pela televisão, não podemos assistir àqueles bichos feios que aparecem na TV, né? E o videogame? Quem aqui gosta? É, mas tem muito jogo que ensina coisas erradas. Lá aparecem muitos bichos feios, com chifres, com olhos grandes e deixa a gente com medo à noite, né? E tem aqueles jogos de luta que ensinam a gente a ficar mais brava com as pessoas. Aí a gente sai querendo bater em todo mundo, achando que é bonito isso. Então vamos todos ser amigos de Deus, certo?

Carol volta.

Carol: Aninha, Aninha!

Aninha: O que foi?

Carol: Minha mãe está muito feliz comigo! Ela brigou porque desobedeci, mas ficou feliz porque contei a verdade.

Pedrinho entra.

Pedrinho: Aninha, meu pai ficou muito feliz! Disse que sou um filho que dá muito orgulho!

Carlinhos: Pronto, Aninha, joguei tudo fora, e a mamãe gostou! Ela disse que assim eu terei mais amigos e não terei mais pesadelos.

Aninha: Amiguinhos, vamos comemorar e cantar uma música de Deus!

Todos: Vamos!

Entra Mariazinha cantando.

Mariazinha: Baba baby, baba… Éguinha pocotó, pocotó, pocotó…

Todos correm para calar a boca dela.

Aninha: Mariazinha, que coisa feia você está cantando. Uma música que não é de Deus.

Mariazinha: Mas era só um pouquinho, e todo mundo canta…

Aninha: Mas não pode. Você sabia que Deus nos criou para cantarmos apenas músicas dele e somente para ele?

Mariazinha: Meu Deus! Me perdoe (Com os olhos fechados). Então me ensina a cantar uma música de Deus?

Aninha: Vamos ensiná-la, turma?

Todos: Vamos!

 

Peça – O louvor da garotada

 

 

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Essa peça foi adaptada por mim, após eu ver uma apresentação dela em uma igreja, então infelizmente não sei dizer quem é o autor. Se alguém souber, deixe aí nos comentários. Essa peça pode ser apresentada tanto no dia da Bíblia como no dia das crianças.

 


 

Personagens:  Uma pessoas pra fazer a voz da Bíblia,  algumas crianças com brinquedos tipo: bonecas, carrinhos e bola.

Deixar uma Bíblia aberta onde for apresentar a peça. Crianças entram cantando  “Atirei o pau no gato” e ficam brincando….  Quando  são   surpreendidos com um choro.  (Quando eu apresentei essa peça  dividir entre as crianças o diálogo com a Bíblia.)

 

Bíblia – Chorando em oculto.

Criança – Que barulho é este? Quem está chorando?

Criança – Não sei. Parece que vem daquele livro.

Criança – Vem mesmo daquele livro.

Criança – Que bobagem, livros não choram!

Criança – Bem, este chora. Talvez ele tenha um nome.

Criança – Ei, seu livro, você tem um  nome?

Bíblia – Tenho.

Criança – Ele fala, ele realmente fala!

Criança – Mas qual é o seu nome?

Bíblia – Bíblia.

Criança- Bíblia, por que você está chorando?

Bíblia – Porque ninguém liga pra mim. Poucas pessoas me leem, as crianças não sabem as minhas histórias.

Criança – Ah, Bíblia! Eu vejo tantas pessoas com você na mão! Existem pessoas que contam suas histórias.

Criança – É verdade, eu já ouvi algumas. Eu sei a de Joãozinho e Maria, a Cinderela….

Bíblia – (Chora mais alto.)  Viu só? Estas são as histórias que as crianças sabem. Os pais não sentam para falar de mim com seus filhos. Em mim existe as mais belas histórias!

Criança – Ah, eu estou me lembrando de uma história que existe em você, eu posso contar?

Bíblia – Pode! Eu já estou até ficando alegre!

Criança – Então sentem-se e ficam em  silêncio.  Certa vez… (Contar a história de Davi e o gigante.)

Criança – Eu também sei uma e vou contar. Um dia na igreja, a tia disse que Jesus ouve as nossas orações e que  o perfeito louvor sai da boca dos pequeninos…

Criança – Boba criança não oram, só gente grande.

Criança –  Ora sim, inclusive na Bíblia, no livro de Atos, conta a história de uma menina que orava, o nome dela é Rode. Bíblia, eu posso te folhear para mostrar para as crianças?

Bíblia – Claro! Mas bem devagar, pois minhas páginas são finas.

Criança – (Começa folhear a Bíblia.) Achei! Está em Atos 12. (Conta a história.)

Bíblia – Sabe, eu  gostaria de ouvir vocês cantarem, em mim existem palavras tão lindas que o homem fez canções! Vamos ficar de pé e dedicar um louvor a Deus?

Todos – Vamos sim! (Escolher uma música.)

Criança – Poxa! Isto foi incrível! É isso que é louvor?

Bíblia – É. Mas para isso acontecer, temos que estar pensando em Deus e o quanto Ele nos ama. Olha… aí vem outra música, veja  como é grande o amor de Deus. (Escolher uma música, pode ser aquela: Grande tão grande…)

Criança – Que legal! Por que não pensamos em fazer isso antes?

Bíblia – Infelizmente as pessoas cantam e não louvam. Mas o que mais vocês sabem de mim?

Criança – Ah! Eu ouvi um dia, o homem falar de Sansão… Será que os garotos que estão aqui são fortes como Sansão?

Criança – Eu sou! Olha os meus músculos!!!

Criança – (Empurra o colega.) Você?  Ah, conta outra , você é um frangote… Sansão sim era um homem muito forte (Conta a história de Sansão.)

Bíblia – (Chora.) Estou preocupada com os pais que não educam as crianças no caminho do Senhor. Tem pais que trazem os filhos para a igreja, mas não ensinam nada sobre Deus e nem me abrem para ler.

Crianças – Bíblia, a mamãe vai à igreja, mas ela nunca me contou essas histórias e eu estou triste porque meus coleguinhas sabem e eu não. Acho que vou chorar também!… Eu posso mandar um alô para mamãe?

Bíblia – Pode sim!

Criança – Mamãe, papai, o mundo lá fora está tão difícil! Quanta maldade! Ensinem a seus filhos a palavra de Deus, dê exemplo a eles, conte as histórias de Cristo, sejam missionários para seus filhos.

Bíblia – Olha, parece que vem outra canção. (Escolher uma música que fale sobre Jesus viver em nós e como somos especiais.)

Bíblia – Viu como vocês são especiais para Deus?

Criança – Eu não sou especial para Deus!

Bíblia – Você também é especial

Criança – Eu sou? Eu sou? Eu sou especial para Deus? Oba! Obrigada  Senhor!

Bíblia – Isso mesmo. Todos vocês são especiais, pois vocês falam, cantam, brincam e sabem amar. Vocês  sabem que os animais também louvam a Deus?

Crianças – Ah, fala sério! Vai me dizer que eles também louvam a Deus?

Criança – Se eu pudesse ia cantar o tempo todo. Vamos cantar a música dos animais?

Criança – Claro! (Cantar uma música que fala dos animais.)

Criança – Bíblia, eu quero contar uma história (contar a história de Jonas)

Bíblia – Vocês viram? Deus não escolhe lugar para nos ouvir, portanto em qualquer lugar em qualquer hora vocês podem falar com Deus! Ouçam e cantem essa canção que vem ai… (Cantar uma música.)

Criança –  Sabe, estando aqui é como se eu tivesse no céu! Bíblia, existe alguma música sobre o céu?

Bíblia –  É lógico, pois o céu é um lindo lugar. (Cantar uma música sobre o céu.)

Criança –  (Empurra o colega.)

Criança – Não fui eu, seu burro.

Criança – Foi sim, e eu vou te bater.

Bíblia – Espere, por que brigar?  Dentro de mim diz que devemos amar nossos irmãos. Então, nada de brigas, vamos cantar! (Cantar uma música sobre o amor.)

Criança – Isto me faz sentir feliz! Dá vontade de gritar.

Criança – Vamos gritar?

Todos – Pai, eu te adoro! Jesus, eu te amo!

Bíblia – Veja, está vindo outra canção…. (Escolher uma música)

Bíblia – Que lindo! Mas está na hora de vocês irem embora. Mas antes eu preciso pedir algo para vocês. Vocês me fizeram feliz. Conte tudo isso que vocês viram e ouviram para os seus coleguinhas, ensinem as músicas na rua, na escola, em casa. Falem de Deus para as pessoas.

Todos – Olha Bíblia, nós agora sabemos que você é a palavra de Deus e em você vamos encontrar respostas para todos os nossos problemas. E as mamães vão ensinar seus filhos no caminho do Senhor.

Termina cantando uma música.

 

 

 

 

 

 

 

 

Poesia para o Dia dos Pais: Pai de todo jeito

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Oi!

Durante os últimos dias estou compartilhando materiais que podem ser usados para a progamação do Dia dos Pais na sua igreja, já que esse dia especial está se aproximando. Confiram hoje essa poesia.


Pai de todo jeito

Tem pai que ama,

tem pai que esquece do amor.

Tem pai que adota,

tem pai que abandona.

Tem pai que não sabe que é pai,

tem filho que não sabe do pai.

Tem pai que dá amor,

tem pai que dá presente,

Tem pai por amor,

tem pai por acaso.

Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,

tem pai que não sabe dos problemas do filho.

Tem pai que ensina,

tem pai que não tem tempo.

Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,

tem pai que deixa o filho esquecido.

Tem pai de todo jeito.

Tem pai que encaminha o filho,

tem pai que o deixa no caminho

Tem pai que assume,

tem pai que rejeita.

Tem pai que acaricia,

tem pai que não sabe onde está o filho que precisa de carinho.

Tem pai que afaga,

tem pai que só pensa em negócio.

Tem pai de todo jeito.

E você?

Que tipo de pai você é?

Eu quero um pai, apenas um pai que esteja consciente do amor

que tem para dividir…

Eu quero um pai, apenas um pai que seja amigo!

(Autor desconhecido)

Peça para o Dia dos Pais: O Filho Pródigo

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Olá!

O Dia dos Pais está chegando! Continuando com as publicações específicas para essa data especial, compartilho hoje uma peça que pode ser ensaiada para a programação em sua igreja. Essa peça foi escrita por mim, adaptada da passagem bíblica sobre o filho pródigo. Confiram!

 


O filho pródigo

 

Personagens:  Um narrador, pai, filho mais novo e filho mais velho

 

 

Narrador – Certo homem tinha dois filhos, o mais moço chegou e disse:

Filho moço – Pai, eu vou embora, não quero mais morar aqui! Quero agora minha parte em dinheiro Não vou esperar que o senhor morra para eu receber a herança! Eu quero agora!

Narrador – O velho pai assustou, e ficou muito triste!

Pai – Mas meu filho! Por que você diz assim? Aqui você tem tudo, nunca lhe faltou nada! Meu filho, eu te amo muito, não vou suportar essa separação! Por favor, filhinho, não vai.

Filho moço – Ah,velho! Eu quero conhecer outros lugares! Já cansei dessa vida medíocre. Me dá logo o dinheiro e chega de frescura, eu não quero saber de nada.   Quero o que me pertence.

Narrador – Então o pai, com uma tristeza imensa no coração, deu o dinheiro ao filho. E o filho juntou tudo que era seu e partiu para um país distante. Passado algum tempo, o dinheiro do filho acabou! Ele havia gastado tudo que tinha com amigos, mulheres, bebidas e festa. Acontece que sobreveio naquele país uma grande fome. O moço já havia consumido todo seu dinheiro. E aí ele começou a passar necessidades. Aqueles que se diziam amigos, se afastaram dele na hora que ele mais precisou. Ele procurou emprego em vários lugares; mas, mas não conseguiu.  Depois de muito procurar, já estava morrendo de fome, ele conseguiu um emprego na fazenda. Mas sabe  para que? Cuidar de porcos. Isso mesmo! Ele não tinha nada pra comer. E ele tinha tanta fome! Ninguém lhe dava de comer. Então ele era obrigado a comer as migalhas dos porcos. Foi então que um dia em que estava sendo muito humilhado, lembrou de sua casa e disse:

Filho moço –  Preciso voltar para casa de meu pai! Tantos empregados de meu pai estão melhor! E eu aqui sozinho sofrendo tanto! Levantar-me-ei e  irei ter com o meu pai.

Narrador – E assim o filho resolveu voltar para casa. O pai todos os dias olhava para estrada para ver se o filho estava voltando. E naquele dia não foi diferente…Vinha vindo o filho longe, quando pai o avistou, seu coração bateu mais forte! E foi ao encontro do filho! E quando encontrou o filho disse:

Filho moço – Pai! Pequei contra o céu e contra ti! Já não sou digno de ser chamado seu filho. Faça-me um de seus empregados!

Narrador – O pai abraçou o filho e o beijou… e gritou para um de seus empregados.

Pai – Trazei depressa a melhor roupa! Veste-o e ponha o anel no dedo e calce as sandálias. Matai também um novilho cevado. Comamos e alegramos! Vamos fazer a maior festa! Porque esse meu filho estava perdido e foi achado!

Narrador –  Ora, o filho mais velho estava trabalhando no campo. Quando voltou para casa ouviu a musica…. E  chamou um dos empregados  e perguntou o que estava acontecendo. O empregado contou tudo que estava acontecendo! Ele ficou  muito irritado e não queria entrar. O pai, porém, saiu e explicou para o filho.  Mas o filho não quis saber e disse:

Filho mais velho – Há tantos anos que te sirvo sem jamais desobedecer uma ordem tua. E o senhor nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com meus amigos. Vindo porém esse seu filho, que gastou os teus bens com mulheres, bebidas e farras… Tu mandaste matar para ele um novilho?

Pai – Meu filho querido! Você sempre estas comigo! Tudo que é meu,  é teu! Porém é justo comemorarmos, pois é teu irmão. Ele estava morto e voltou a viver! Estava perdido e foi achado!

Narrador – (O narrador pode concluir como quiser, com algum comentário sobre a passagem bíblica, ou com uma pregação, se preferir.)

 

Adaptado por: Marilda Ferreira

 

 

Jogral para o Dia dos Pais: Hoje é seu dia, escuta papai

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Olá!

Hoje vamos continuar com as publicações especiais para o Dia dos Pais. Esse jogral pode ser ensaiado para a programação na igreja. Confiram!

 


Hoje é seu dia papai

Meninas –  Pela mãe que escolheste para mim…

Todos –  Eu te agradeço, papai!

Meninos – Pelo meu lar e pedacinho do céu, que os dois  construíram.

Todos – Eu te agradeço, papai!

Meninas – Pelo beijo que me dás, a cada manhã, quando vais para o trabalho…

Todos – Eu te agradeço, papai!

Meninos – Pelo meu primeiro livro, quando entrei na escola…

Todos –  Eu te agradeço, papai!

Meninas – Pelas broncas que me dás, de vez em quanto ou de vez em sempre…

Todos –  Eu te agradeço, papai!

Meninos – Pelas palmadas poucas ou muitas, no lugar preciso e na hora certa…

Todos – Eu te agradeço, papai!

Meninas – Pelas tardes de sábado, domingo ou feriado que ficas em nossa companhia…

Todos- Eu te agradeço, papai!

Meninos – Pelo nome honrado que herdei, pelo que tenho parecido com você…

Todos-   Eu te agradeço, papai!

Meninas –  Porque você é  bom, generoso, terno, amigo, trabalhador e corajoso…

Todos – Eu te agradeço, papai!

Meninos –  Porque você me ensinou o caminho do bem e do viver…

Todos – Nós te agradecemos, papai do céu, e te pedimos que abençoe ricamente o nosso papai, hoje e sempre. Amém!

Peça para o Dia dos Pais: Por favor, papaizinho, vamos!

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O dia dos pais está chegando! Vou começar uma série de publicações aqui no blog em homenagem a essa data. São peças, poesias, histórias que poderão ser usadas para a comemoração do dia dos pais na sua igreja, por exemplo. Para começar, vou compartilhar uma peça. Ainda dá tempo de ensaiar, hein?

Quando eu apresentei essa peça usei fantoche para o pai e a menina, o narrador foi uma pessoa. Mas pode apresentar com pessoas interpretando os personagens. No caso, depois uma adolescente para fazer o papel da menina já crescida.


 Por favor, papaizinho, vamos!

 

Narrador – Uma garotinha de olhar cintilante e resplandecente, rostinho alegre, assim falou:

Menina – Papaizinho, está na hora da EBD, vamos! Lá eles ensinam o amor de Jesus e como Ele morreu por todos nós.

Papai – Ah, não! Hoje não. Trabalhei a semana toda. Vou para a praia. Lá sim é agradável. Vá saindo e não me aborreça. Vamos à igreja qualquer dia.

Narrador – Passou a semana e chegou o domingo. A garotinha chegou perto do pai e disse:

Menina – Papai,  papaizinho! Hoje é domingo, vamos à igreja! O senhor não vai para praia hoje, não é verdade?

Papai – Ah, minha filha! Não vai dar para ir, pois estou tão cansado e com sono! Ainda é muito cedo, volte para cama.

Narrador –  A garotinha ficava muito triste, pois ela tinha tanta vontade de ir na EBD e ela pensava: “Quem sabe domingo ele vai”. E assim chegou o outro domingo.

Menina – Ei, papai! Acorda! Vamos à escola dominical?

Papai – Logo hoje? Não dá mesmo! Meu time vai jogar agora! E eu não vou perder por nada!

Narrador – Meses e anos afinal se passaram. E o papai não mais ouviu o apelo: “Vamos à igreja”  Os dias da infância se passaram. O pai envelhecera. Agora que o fim da vida se aproxima, ele encontra tempo para ir à igreja. E quando ele faz o convite, a filha lhe responde:

Filha – Fala sério! Hoje eu não posso, papai! Cheguei muito tarde da balada, Devo recuperar um pouco o sono, meu semblante está horrível!

Narrador – E o pai sempre insistia com a filha.

Papai – Vamos hoje, filha. Você precisa ouvir a palavra de Deus!

Menina-  Que nada, velho! Estou em outra. Hoje não posso, pois tenho que sair com a galera. Esse negócio de crente já era…

Narrador – Então o pai enxuga as lágrimas. As mãos trêmulas levanta, relembrando os tempos que se foram, parece ouvir a suplicante voz de sua filha, o rosto resplandecente, voltando para ele em cintilante olhar, a lhe dizer:  “Está na hora da escola dominical. Por favor… papai, não queres ir”?

(Extraído da revista Visão Missionária)

 

 

O que Mariana mais amava

 

bíblia

 

“Nós temos 24 horas para sair de casa! Se não fizermos isso, vão explodir a casa com nossa família dentro”, disse o pai Jonas, depois de ler uma carta que colocaram debaixo da porta naquela manhã. Papai Jonas andava de um lado para outro dentro da casa. Ele ia sentir muitas saudades de lá. Afinal de contas, ele havia nascido naquele lugar! A casa tinha sido de seu pai, de seu avó, e agora ele e sua família eram obrigados a deixá-la.

Nesse meio de tempo, a mamãe Marta e suas filhas Mariana e Priscila estavam fazendo as malas, decidindo o que levar ou não. De repente, Mariana começou a chorar, falando com sua mãe: “Eu  quero  levar  isso  comigo!”. Papai  Jonas vai para o quarto e vê sua esposa em dúvida e a filhinha chorando.

“Papai, eu quero levar minha Bíblia colorida comigo. Eu posso deixar todas roupas e até meus brinquedos aqui em casa, mas eu quero levar a Bíblia comigo. Ela tem desenhos e eu quero ler pra mamãe que não sabe ler. Por que é tão difícil levar o meu livro preferido com a gente?”

O papai fica sem saber o que fazer. Levar uma Bíblia na mala, mesmo sendo uma Bíblia infantil é muito perigoso. As pessoas que tinham ameaçado explodir sua casa haviam feito isso porque Jonas e sua família eram cristãos.  Elas não gostavam nem um pouco da Bíblia. Mas aquela bíblia era muito querida para sua filhinha Mariana. Eles poderiam ser parados pela policia, que poderia revistar suas malas e encontrar a Bíblia.

Mas valia a pena. O que ele iria perder se a Bíblia fosse encontrada? Talvez Mariana ficasse sem ela, mas Deus iria providenciar outra, quando terminasse a viagem.

“Certo Mariana, você pode levar sua Bíblia, mas enquanto faz as malas, ore e peça para Deus protegê-la, e nos proteger também. Agora nossa viagem será cheia de fé, e esperança”.

O quanto você ama sua Bíblia? Ela é como uma carta que Deus escreveu para nós, dizendo que nos ama, e nos ensinando a amá-lo do mesmo modo.  Mariana amava tanto sua Bíblia que preferia ficar sem seus brinquedos do que sem ela.

Há outras crianças no mundo que não têm uma Bíblia, diferente de Mariana que morava no Iraque, e de você aqui no Brasil. Às vezes, a Bíblia é cara demais para seus pais comprarem, ou em seu país nem conhecem a Bíblia! Essas crianças estão espalhadas pelo mundo.

Uma das coisas que a Portas Abertas faz é distribuir Bíblias para cristãos que não têm, tanto para os adultos quanto para crianças.  O que nós queremos é que cada cristão tenha uma Bíblia para ler, e que todos eles a amem, assim como Mariana amava a dela.

 

(extraído do site Portas abertas)

Conheça mais sobre a missão Portas Abertas no site. Veja noticias sobre as crianças perseguidas em http://www.portasabertas.org.br/noticias/crianças.asp

 

 

 

 

Uma jornada de coragem

(Extraído do livro “Pão Diário traz surpresas para hoje 2009: meditações diárias. / Christel Grigull. – São Bento do Sul: Editora União Cristã, 2008. )

 

 

A história de Hamid e sua irmãzinha Kinza  é muito emocionante. Eles viviam em Marrocos, na África.

O menino Hamid  tinha 11 anos, mas já cuidava muito bem das cabras.  Antes de seu pai morrer,  há dois anos, ele brincava muito. Mas sua mãe casou novamente, e o padrasto mandava Hamid trabalhar duro.  Hamid pensava em muitas coisas que mudaram em sua casa  ultimamente.

Seu padrasto não gostava dele  e nem da sua irmãzinha chamada  Kinza. O padrasto tinha duas mulheres, uma mais velha, que não tinha filhos, e sua mãe.  A mais velha tratava a todos com desprezo. Sua mãe andava muito triste, mas ela dizia que é por causa da Kinza.

“Hamid, Hamid!” Seu amigo veio correndo e gritando. “Sua mãe está chamando você! Vá rápido”.

Hamid saiu correndo. Algo deve ter acontecido. Sua mãe estava sentada no poço onde acostumava buscar água.  Kinza estava amarrada às costas com um grande pano.

Depressa eles se afastaram um pouco para um lugar onde ninguém  podia ouvi-los.

“Olhe bem para sua irmãzinha, Hamid”. Falou mamãe, baixinho.  “Mostre estas flores e lhe dê um sorriso”  Hamid fez o que mamãe pediu. Mas a irmãzinha não olhou as flores e nem o sorriu.

Ele balançou a mão na frente dos seus olhos, mas eles nem se mexeram. De repente, Hamid entendeu. “Ela é… é cega, mamãe”.

“Sim ela é cega, Hamid. Venha comigo, vamos rezar ao santo”. Infelizmente, a família de Hamid não conhecia a Deus. Eles adoravam a um outro deus. Eles adoravam um deus, chamado Alá, e oravam no túmulo do profeta de Alá, chamado Maomé. Eles eram da religião Islâmica.

Kinza não foi curada pelas orações. Hamid pensou que talvez Alá não se importasse com ela e por isso ele a deixou viver na escuridão. Talvez Alá achasse que menininhas não são importantes.

Hamid sentia muita pena da Kinza, pois tem muito medo da escuridão. Ele aprendeu que os espíritos  maus andam na escuridão.

Naquele dia, quando seu padrasto chegou em casa, a outra mulher dele pegou Kinza à força e mostrou ao marido. Ele percebeu que Kinza estava cega. A mãe e Hamid ficaram com muito medo. Mas o padrasto não ficou bravo. Ele achou que era bom, pois meninas cegas rendem um bom dinheiro de esmolas.

Jesus fala de uma luz diferente:  a “luz do coração”.  É essa luz que Hamid e sua família não conheciam.

Talvez você também não goste da escuridão, pois muitos não gostam. Mas lembre-se: O que importa é que você tenha a luz de Jesus, pois ela lhe mostrará o caminho certo para Deus.

Todos os dias, o padrasto entregava Kinza para um velho mendigo, que a levava à cidade para pedir esmolas. Hamid que buscava sua irmã no final do dia, percebia que o velho mendigo não a tratava muito bem. Além disso, ele cheirava muito mal.

Certa noite Hamid acordou assustado e percebeu que os adultos estavam conversando.  Ele ouviu seu padrasto dizer: “É a única chance que temos para Kinza. O mendigo precisava mudar de cidade e quer levá-la junto. Amanhã mesmo eu a darei para ele levar. “A mamãe estava chorando e dizia: Ela vai morrer! Ela não pode ir!”

Hamid ouviu assustado . Ele esperou acordado naquela noite, e quando todos estavam dormindo, ele foi bem quietinho até a cama da mamãe e lhe disse no ouvido. “Mamãe, não se preocupe, não vou deixar que levem  Kinza”.

Hamid tinha muita fé, mas no deus errado. Ele queria ser corajoso, mas estava com muito medo. Nós também  passamos por momentos difíceis. Mas a diferença é que podemos ter fé no único Deus verdadeiro. Seu filho Jesus falou estas  palavras  “Não tenha medo! Tenha fé”.

O padrasto queria vender Kinza para o mendigo. O que fazer?  Hamid queria encontrar uma saída. Hamid levantou bem cedo e, enquanto tomava café, sua mãe fez um sinal para ele. Sem que alguém percebesse. Ele seguiu sua mãe para o celeiro onde ela triturava milho. Bem baixinho, ela falou: “Hamid, escute meu filho. Você precisa me ajudar. Eu sei que você tem apenas 11 anos, mas é muito corajoso. Eu lembro que, quando você era bebê, seu pai e eu viajamos para o outro lado da montanha, um lugar sagrado onde fomos adorar ao santo  Maomé. Mas você ficou muito doente, com muita febre. Então uma mulher me ajudou e me levou a uma casa de uma senhora inglesa. Eu tive medo, pois não tinha dinheiro para pagar. Mas ela me atendeu com muito amor e não cobrou nada. Ela disse que fazia isso por amor a seu Deus, que ela chamava de Jesus”.

Será que a mãe e Hamid irão conseguir encontrar essa mulher?

Hamid continuou ouvindo atentamente a história que mamãe lhe contou.

“Sabe, Hamid, eu nunca esqueci que na sala de espera da enfermeira inglesa eu vi um quadro onde havia um homem com um rosto muito bondoso, segurando uma criança no colo. Perguntei à enfermeira quem era, e ela respondeu: é Jesus.  Ele ama a todos. A enfermeira segurou você no colo com muito amor e lhe deu remédio, e você ficou bom. Eu quero que você leve Kinza até lá”.

“Eu mamãe? Levar Kinza para lá?” Hamid começou a tremer. “Eu não posso… não sei o caminho”.   “ Não se preocupe, eu vou lhe explicar tudo”.

Se Hamid conhecesse Jesus, ele com certeza  se sentiria melhor. Mesmo assim, Deus estava com ele. Mesmo que ele não soubesse disso.

Mamãe explicou em detalhes por onde Hamid deveria andar. “Talvez alguém lhe dê carona, mas você tem que andar depressa e sair logo, antes que Kinza seja vendida para aquele mendigo. Talvez Alá lhe proteja”.

Hamid não queria que sua querida irmã fosse vendida, mas ele ficou com muito medo.

E se não der certo? Se eu me perder?  Mas, apesar da preocupação e do medo, ele queria tentar.

Quando a noite chegou, seu coração estava acelerado. Ele deitou-se  em seu colchão e ficou esperando a hora que todos fossem dormir. Quando tudo estava quieto, ele levantou em silêncio e foi até atrás da casa encontrar-se com a mamãe. Ele teria que partir enquanto ainda era noite.

Nosso Deus é o único que é vivo. Ele tem mãos para ajudar. Hamid não sabia disso…

A mamãe aguardava Hamid atrás da casa. Ela amarrou Kinza nas  suas costas e lhe deu um pouco de comida para lanche. Por uns momentos, a mãe segurou as mãos de Hamid e o despediu.  Hamid  virou-se e foi caminhando escuridão adentro.

Ele se esforçou muito para ter coragem. Mas, no fundo, estava com muito medo.

Por um tempo, o brilho da lua iluminou o caminho, Hamid  andava mais rápido que podia, de vez em quando tropeçava. Kinza balançava de um lado para outro. Mas ele tinha pressa, pois poderia ser que o padrasto tentasse segui-los.

Somente quando amanheceu, ele sentou para fazer um lanche. Ele repartiu o pão com Kinza e os dois beberam um pouco de água.

Você já imaginou caminhar na escuridão total? Com certeza, você tropeçaria muito, não é? Hamid não teve escolha, ele teve que andar enquanto era escuro. Mas, no caminho da nossa vida, temos a escolha: andar na luz com Jesus, ou longe de Jesus. Na escuridão. Você já fez sua escolha?

A caminhada continuou à beira de um riacho. Os pés de Hamid doíam tanto que, de vez em quando, ele os lavava no riacho. Após algumas horas de caminhada, ele se sentiu tão cansado, com os pés e as costas tão doloridas, que não conseguiu mais dar nenhum passo. Entrou numa roça e deitou-se com Kinza entre seus joelhos.  Os dois adormeceram. Mas Kinza acordou e saiu andando com as mãos para frente, gritando “Ima, Ima”, que significa  “Mamãe”

Após algumas horas de sono profundo, Hamid  acordou e se assustou. “Onde está Kinza? Kinza! Kinza!” Ele chamou seu nome baixinho e foi à sua procura. Lá longe ele viu uma casa. Ele viu Kinza sentada na entrada da porta, mas havia muita gente ao seu redor.

Hamid não podia chamar atenção. Então ele esperou escurecer e, mais tarde, quando todos estavam dormindo, ele entrou sorrateiramente na casa, pegou Kinza e saiu rapidamente.

Hamid agiu muito certo ao buscar Kinza sem deixar que ninguém os visse. Dá para perceber que Deus o estava ajudando.

Hamid cruzou uma estrada de maior movimento. Ele pensou que, no escuro, certamente não seria reconhecido. Mas algo aconteceu.

Dois policiais, que eram da cidade de  Hamid e conheciam sua família, passaram por ali montados em seus cavalos. Eles o reconheceram e gritaram:  “Ei, veja só! Não é o menino fujão da nossa cidade?”  Hamid apavorado, pulou para o lado e correu o que pode barranco abaixo. Seu pulo assustou o cavalo, que empinou e saiu correndo desesperado.   Hamid  pulava entre os espinhos e rizes . Os policiais não estavam a fim de cavalgar entre os espinhos. Eles decidiram avisar à policia da próxima cidade.

Hamid, mesmo machucado, continuou andando sem parar. Os dias se passaram e, finalmente, ele chegou ao destino.

Os homens que tentaram fazer mal para Hamid não conseguiram. Mas o mal sempre estará presente na nossa vida, assim como os obstáculos, as dificuldades

Logo que Hamid chegou à cidade, foi procurar pela rua que sua mãe lhe falou.

Quando a encontrou, logo percebeu que muitas crianças, muito sujas e pobres, estavam entrando na casa. Hamid se aproximou, olhou pela porta e viu aquele quadro que mamãe havia falado, de um homem bondoso com uma criança no colo e outras ao seu redor.

Então Hamid se afastou um pouco e tirou Kinza das costas. Ela estava dormindo profundamente e não queria acordar. Hamid a chacoalhou e ela começou a chorar.

“Você não pode chorar. Logo, logo você vai ter um lar”.

Então Hamid colocou sua irmãzinha sentada na entrada da porta. Lá dentro, da sala, ele ouvia as crianças cantando lindas músicas sobre Jesus.

Hamid arrumou Kinza e falou: “Você precisa ficar aqui, bem boazinha, está bem?”. Ele deu um beijo em Kinza e saiu andando.

Com certeza foi difícil para Hamid deixar Kinza ali sentada e sair. Mas ele não sabia que havia alguém olhando por Kinza naquele momento.

Deus estava o tempo todo cuidando deles.

Hamid se afastou e se sentou num monte de lixo perto da casa, onde ficou observando sua irmã.  Ele sentia uma grande tristeza no coração. De repente, ele viu pela janela alguém carregando uma criança no colo. Só podia ser Kinza. Ela estava salva. Ali mesmo, no monte de lixo, Hamid adormeceu.

No outro dia pela manhã, ele caminhou até a cidade á procura de comida. Ele foi a um mercado onde encontrou uma barraca de panquecas. Ali ele conseguiu um trabalho em troca da comida. Assim ele passou os próximos dias dormindo com alguns meninos da rua e ajudando o senhor da barraca de panquecas.

A ajuda de Deus vem através de pessoas que o amam. Como essa missionária que ajudou Kinza.

Você também pode ajudar alguém em necessidade, você também estará sendo um instrumento de Deus.

“Ei, você quer ir para um lugar que tem comida?” – Perguntaram os meninos de rua para Hamid.

Logo Hamid percebeu que estavam indo à casa da enfermeira. Ele entrou com as crianças, e assim já poderia certificar de que Kinza estava bem. Ele não queria ser descoberto, pois tinha medo.

Antes de dar a comida, a enfermeira falou sobre Jesus. Falou que Ele morreu por todos nós e quer nos perdoar e morar em  nossos  coração.

Hamid ouviu com atenção. Ele queria que Jesus entrasse em seu coração.   A enfermeira percebeu que  Hamid queria tomar uma decisão e convidou para ficar após  o programa.

Ele convidou Jesus para que entrasse em sua vida.  Enquanto ele falava, Kinza ouviu a voz tão conhecida e se aproximou dele e o abraçou. Hamid não queria que a enfermeira soubesse que era irmão, mas não aguentou e a abraçou também.

A enfermeira percebeu que os dois se conheciam. Então Hamid decidiu contar sua história.

Hamid foi salvo por Jesus. Ele era um muçulmano que aceitou a Jesus em sua vida.  Jesus aceita a todos, independentes de sua raça ou religião.

Kinza ficou um tempo morando com a enfermeira. Mas o padrasto descobriu a casa e tentou roubá-la.

Mas Deus a protegeu, e a enfermeira conseguiu a Kinza de volta.

Kinza foi adotada por uma família cristã e foi morar na  Inglaterra. Lá ela teve  oportunidade de aprender a ler e escrever numa escola para cegos.

Hamid, após alguns meses morando com a enfermeira, decidiu voltar para casa. Era época da colheita e ele queria ajudar sua mãe. Não seria fácil encontrar o padrasto, mas ele se sentia seguro nos braços de Deus. Sua missão com Kinza estava comprida, mas faltava mais uma missão: falar de  Jesus para sua mãe, para que ela também fosse salva.

Assim, feliz, Hamid voltou para casa. Sua mãe o abraçou e os dois choraram de alegria.

Como as pessoas poderão crer no Deus verdadeiro se ninguém for falar a eles?  Existem missionários que vão falar de Jesus às pessoas. Mas é difícil. Muitos são perseguidos por causa disso.   Por isso, precisamos orar muito por eles.